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Ivan Ryngelblum

Ivan Ryngelblum

Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.

PROJEÇÕES

O que será do mundo nos próximos cinco anos? A Pimco tem algumas ideias

Para gestora, ganhos com investimentos dependerão uma gestão ativa dos portfólios

Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
7 de outubro de 2020
17:04 - atualizado às 18:35
Imagem conceitual traz o globo terrestre ao lado de pilhas de dinheiro
Imagem: Shutterstock

Projetar o que vai acontecer na economia global nos próximos cinco anos é sempre um desafio para os economistas. Mas estimar o que acontecerá no futuro no momento em que o mundo enfrenta uma crise sem precedentes, provocada por uma pandemia que causou a paralisia de toda a economia global, é um trabalho ainda pior.

Isso, porém, não impediu uma das maiores gestoras do mundo, com quase US$ 1,9 trilhão sob gestão, meter a sua colher. A americana Pimco publicou nesta quarta-feira (7) o chamado “Secular Outlook”, um relatório em que ela projeta o cenário para investimentos nos próximos três a cinco anos, olhando para os desenvolvimentos da economia global e seus efeitos sobre os mercados e ativos financeiros.

A atual versão, intitulada Escalating Disruption (escalada da disrupção, em tradução livre), tem a seguinte frase logo na capa (tradução livre novamente): a pandemia amplificou os fatores disruptivos de longo prazo, tornando a seleção de crédito e a geração de alpha (métrica que avalia o desempenho de determinado ativo) cada vez mais importante.

Para a Pimco, para ter ganhos com investimentos nos próximos anos, em que a economia global estará fragilizada, será preciso uma gestão ativa dos portfólios, para conseguir encarar os eventos considerados disruptivos e identificar as oportunidades que estas situações criam no mercado.

Contexto

Olhando para a economia global, a gestora afirma que a primeira metade deste período será marcada por crescimento acima da média, com os países saindo do buraco provocado pela pandemia.

Mas ela alerta que eles devem enfrentar desaceleração na segunda metade e um longo período de desemprego, situação que deve prejudicar a produtividade das economias. “Além disso, as elevadas incertezas devem prejudicar os investimentos das empresas por um longo período”, diz trecho do relatório.

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Antes da crise econômica provocada pela covid-19, a Pimco já identificava quatro fatores capazes de gerarem volatilidade na economia global e nos mercados:

  • a ascensão econômica da China;
  • o populismo político;
  • as mudanças climáticas e;
  • os avanços tecnológicos.

Para a gestora, estes fatores deverão ter seus efeitos amplificados após a pandemia, pelo fato de os países estarem em posições mais frágeis.

A China deve continuar na sua caminhada para se tornar a maior economia mundial. Mas ela deve começar a reduzir a sua dependência dos mercados externos. Segundo a Pimco, o novo plano estratégico do governo, chamado “Made in China 2025”, pretende tornar o país mais independente do mercado externo, em produtos, serviços e tecnologia, ainda que permaneça aberta aos mercados internacionais.

O populismo, e seus primos protecionismo e nacionalismo, devem ganhar força com a recessão das economias e as consequências sobre a desigualdade nas sociedades.

Na questão das mudanças climáticas, a Pimco avalia que os riscos ficaram ainda mais evidentes, citando diversas catástrofes vistas este ano. Ela destaca ainda as consequências relacionadas à transição para uma economia mais verde nos países, que devem alterar as bases das economias.

E a tecnologia vai ganhar ainda mais relevância com a crise da covid-19, mudando os padrões de consumo e o mercado de trabalho.

Política monetária e fiscal

Dadas as dificuldades previstas para as economias, as taxas de juros permanecerão baixas por um longo tempo, podendo inclusive ficar em território negativo, para estimular as economias.

A situação também deve dificultar o cumprimento das metas de inflação, uma das principais funções de um banco central. Com as autoridades monetárias de mãos atadas, dependerá da política fiscal o rumo dos preços.

A resposta dos países à crise, facilitada pelo aumento das compras de títulos públicos pelos bancos centrais, injetando liquidez no mercado, deixou basicamente duas possibilidades para as políticas fiscais ao redor do mundo. De um lado, os estímulos são retirados, resultando em inflação muito abaixo da meta. Do outro, os gastos permanecem elevados, aumentando os déficits fiscais, junto com uma aceleração da inflação.

Como proceder?

A Pimco projeta que os juros baixos derrubarão o retorno de investimentos em títulos públicos. Mas isto não significa que os mercados acionários devem ganhar com os menores retornos destes ativos. “Em um período de fraca atividade econômica, vemos o potencial de crescimento dos lucros como proporção do PIB estagnar ou reverter”, diz trecho do relatório.

Para a gestora, este cenário exigirá cautela. Ela avalia que será necessário reduzir as expectativas de retorno dos investimentos, ao invés de buscar ativos de maior risco em um momento de enorme incertezas e riscos.

Apesar dos alertas, a Pimco não hesitou em apontar locais com oportunidades. Um deles é a Europa, caso a zona do euro consiga se manter estável. A gestora elogiou as medidas tomadas pelos governos da união monetária e do Banco Central Europeu (BCE) para lidar com os efeitos da pandemia.

A Ásia também apresenta oportunidades, região que saiu primeiro da pandemia, especialmente na parte de crédito corporativo.

Mercados emergentes também foram citados, por terem ativos baratos e possibilidade de alto retorno, mas destacou que também são regiões mais sensíveis a rupturas no cenário econômico.

“Em mercados emergentes, assim como em crédito corporativo, nós acreditamos fortemente que uma administração ativa [de investimentos] não é um luxo, mas uma necessidade, à medida que buscamos retornos atraentes enquanto administramos riscos nos portfólios dos clientes”, diz trecho do relatório.

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