Em meio ao coronavírus, mercado já prevê crescimento do PIB menor que 2% em 2020
Há uma semana, pesquisa Focus, do BC, apontava um crescimento de 2,17% para a economia neste ano; projeção é a primeira após a divulgação do PIB fraco de 2019

O mercado financeiro reduziu para 1,99% a estimativa de alta do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2020. A expectativa consta na edição desta segunda-feira (9) do boletim Focus — publicação do Banco Central que reúne projeções do mercado.
Há uma semana, a mesma publicação apontava um crescimento de 2,17% para a economia brasileira neste ano. Um mês atrás a estimativa era de uma alta do PIB de 2,30% em 2020.
A redução das expectativas apontada no boletim Focus acontece em meio ao surto de coronavírus em todo o mundo — que já fez outras conceituadas instituições financeiras reduzirem a previsão de crescimento da economia global e brasileira.
Veja algumas dos bancos que, desde o início do mês, reduziram as estimativas para alta do PIB do Brasil neste ano.
- Itaú Unibanco: de 2,2% para 1,8%
- Moody's: de 2% para 1,8%
- Goldman Sachs de 2,2%% para 1,5%
- Barclays: de 2,10% para 2,00%
- Banco Safra: de 2,10% para 1,90%
O mercado financeiro já precifica as perdas econômicas com a doença. Só na sexta-feira (6), o Ibovespa caiu 4,14%, aos 97.996,77 pontos, fechando abaixo dos 100 mil pontos pela primeira vez desde 8 de outubro de 2019.
A revisão que aparece no Focus desta segunda é também a primeira após os resultados do PIB de 2019, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último dia 4, confirmando um crescimento de apenas 1,1% da economia brasileira no período.
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Ainda segundo o Focus, a economia brasileira deve crescer 2,5% em 2021 e nos dois anos seguintes — mesma projeção da edição do boletim da semana passada. Para este ano, a publicação também manteve a estimativa para dólar em R$ 4,20 e Selic a 4,25%.
A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) foi alterada de 3,19% para 3,20%.
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