CVM aplica R$ 2,3 mi em multas a gestoras por irregularidades em fundos
A acusação apontou a existência de conflito de interesses dos acusados em transações para a aquisição Cédulas de Crédito Bancário (CCBs).

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou R$ 2,3 milhões em multas em um processo sancionador que apurou irregularidades na gestão de fundos de investimento pela Global Capital 2000 e a Global Equity Administradora de Recursos. A acusação apontou a existência de conflito de interesses dos acusados em transações para a aquisição Cédulas de Crédito Bancário (CCBs).
Leia também:
- SEU DINHEIRO NO CELULAR: Receba comentários diários em áudio da equipe do Seu Dinheiro sobre o que está bombando nos mercados
- CVM aplica multas à KPMG e sócio por irregularidade em auditoria da Petrobras
- CVM inocenta Dilma e Graça Foster por irregularidade na Abreu e Lima, da Petrobras
As multas foram distribuídas entre as gestoras Global Capital 2000 (R$ 720 mil) Global Equity (R$ 700 mi) e seus diretores responsáveis, Julius Buchenrode (R$ 360 mil) e Patrícia Araújo Branco (R$ 250 mil). Ainda cabe recurso ao Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional (CRSFN), o Conselhinho.
Os acusados foram responsabilizados por violarem os deveres fiduciários em relação aos cotistas, por não terem revelado que as gestoras atuavam como estruturadoras dos ativos adquiridos pelos fundos por elas geridos. No entendimento da CVM, houve uma situação de conflito de interesses com os cotistas.
A autarquia ainda aplicou penas por falha no dever de diligência, observando fragilidades no processo de aquisição das CCBs e no controle e monitoramento das garantias por parte das gestoras.
Também julgada no caso como administradora do fundo Unicred FIM, para quem foram adquiridas as CCBs, a BNY Mellon acabou absolvida das acusações de falta de diligência na aquisição das cédulas e de fiscalização de serviços prestados por terceiros.
Leia Também
Em outro caso também julgado nesta terça, a Global Capital 2000 e a Global Equity foram absolvidas. A investigação apontou conflito de interesses de administradores das gestoras. A alegação era que, além de sócios da gestoras dos fundos que compraram as CBBs, eles receberam repasses pelos escritórios de agentes autônomos intermediários das operações. Os recursos teriam sido pagos por serviços à Próspero Serviços e à consultoria ITB, empresas que tinham sócios em comum com a Global 2000 e a Global Equity.
A relatora do caso, diretora Flávia Perlingeiro, entendeu que o conflito só existiria caso a oportunidade de investimento daquelas CCBs tivesse sido apresentada pela Próspero ou a ITB. "Não foram trazidas aos autos evidências de que, nas aquisições de CCBs intermediadas pelos agentes autônomos de investimento objeto deste processo, tenha se concretizado qualquer participação ou prestação de serviços pelas firmas", disse.
O colegiado multou no mesmo processo a BRB DTVM (R$ 250 mil) e seu diretor responsável à época, Rogério Nunes (R$ 125 mil) por falta de diligência na aquisição de CCBs para fundos de investimento geridos pela instituição. As operações envolveram a compra de milhões de reais em títulos emitidos por Eletrodireto e Cerâmica Gyotoku, em 2006 e 2007.
A investigação apontou que as decisões de investimento em nome dos fundos não foram informadas ou refletidas. Para a CVM, a decisão ficou restrita à análise de relatórios emitidos por agências de classificação de risco e, pela baixa liquidez do ativo, exigia algum procedimento de análise própria e mais cuidadosa. Ambos podem recorrer ao Conselhinho.
Natura (NTCO3): a proposta de incorporação que pode dar um pontapé para uma nova fase
Operação ainda precisa ser aprovada em assembleia e passar pelo aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Contradições na bolsa: Ibovespa busca reação em dia de indicadores de atividade no Brasil e nos EUA
Investidores também reagem ao andamento da temporada de balanços, com destaque para o resultado da Casas Bahia
Por que a venda de tokens de consórcio do Mercado Bitcoin foi suspensa pela CVM — e o que fazer agora
Segundo a autarquia, o MB não teria autorização para atuar como intermediário de valores mobiliários
PDG Realty (PDGR3) informa retirada de oferta da SHKP para aquisição da empresa e diz ter sido vítima de proposta ilegítima
A PDG Realty havia anunciado uma proposta feita pela Sun Hung Kai Properties Limited para a aquisição da empresa brasileira, porém a desenvolvedora de Hong Kong negou, e a operação caiu na mira da CVM
Um café amargo na bolsa: Ibovespa se prepara para balanços da Petrobras e da Ambev em semana agitada de indicadores
Poucos aromas são tão irresistíveis quanto o do café. No entanto, muita gente se queixa que o sabor do cafezinho não chega perto de seu cheiro. Talvez porque não é todo mundo que consegue beber café sem adicionar pelo menos um pouco de açúcar ou adoçante. De uns tempos para cá, porém, cada vez mais […]
Sinal verde a negócio bilionário: superintendência do Cade aprova aquisição do Novo Atacarejo pelo Grupo Mateus
Negócio foi aprovado sem restrições e tem receita bruta anual estimada em R$ 10 bilhões
Brasil lança o primeiro ETF de XRP do mundo – como Hashdex e Ripple estão mudando o jogo das criptomoedas
Enquanto Estados Unidos e outros países ainda avaliam suas opções, no Brasil, a CVM saiu na frente ao aprovar o lançamento do ETF, com Hashdex e Ripple ampliando as oportunidades de investimento no país
Sem querer parecer chato: Ibovespa reage a prejuízo da Vale e ao andamento de temporada de balanços
Em dia de agenda fraca, investidores repercutem reversão de lucro para prejuízo pela Vale no quarto trimestre de 2024
A xerife voltou atrás? CVM pede prorrogação de contrato de aluguel do FII RBR Properties (RBRP11); entenda o que aconteceu
No início de fevereiro, a CVM havia anunciado ao RBRP11 que não estenderia o contrato de locação de seis conjuntos do Edifício Delta Plaza, localizado na cidade de São Paulo
Carrefour (CRFB3) faz proposta de distribuição de dividendos em meio a possível fechamento de capital
O anúncio dos dividendos vem na esteira da divulgação dos resultados do quarto trimestre de 2024, que vieram acima do esperado pelo mercado
Tabuada na bolsa: Ibovespa reage ao balanço do Bradesco enquanto investidores aguardam payroll nos EUA
Participantes do mercado olham para o payroll em busca de sinais em relação aos próximos passos do Fed
A xerife foi embora: RBR Properties (RBRP11) perde CVM como inquilina e cotas do fundo imobiliário caem no IFIX
Gestão do fundo afirmou que trabalhará ativamente na comercialização das áreas livres para novos ocupantes
Após aquisição de participação acionária, Vibra (VBBR3) quer engordar o caixa da Comerc em R$ 1,5 bilhão
Com o aumento de capital da Comerc, a Vibra vai expandir a participação acionária em 99,10%
BRF (BRFS3) estende contrato com o fundo imobiliário QAGR11 e vai pagar aluguéis mais altos; veja quanto os cotistas vão receber
O novo contrato da BRF (BRFS3) com o fundo imobiliário QAGR11 estende por mais dez anos a locação de dois imóveis em Minas Gerais e um em Goiás
CSN (CSNA3) fecha o ano com aquisição de 70% de uma das maiores operadoras logísticas do Brasil por mais de R$ 742 milhões
A operação já era esperada pelo mercado, já que a CSN (CSNA3) havia anunciado proposta vinculante de compra no início de dezembro
Novo queridinho da renda fixa? Investimento de pessoas físicas em FIDCs mais que dobra em 12 meses e chega a R$ 15,98 bilhões
Brasileiros ampliaram em 115,9% a aplicação nesses fundos entre outubro de 2023 e o mesmo mês deste ano
Que tal investir em empresas fechadas? Fundos de Investimento em Participações (FIPs) podem ser liberados para o público geral
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu, nesta segunda-feira (23), consulta pública sobre os fundos que investem em participações em empresas fechadas, geralmente pequenas e médias, com vistas a ampliar o acesso desses negócios ao mercado de capitais
Quando a ficha cai: Ibovespa reage a pacote fiscal, leilões de dólar e risco de paralisação do governo dos EUA
Pacote fiscal apresentado pelo governo deve encerrar seu trâmite pelo Congresso Nacional ainda nesta sexta-feira
CVM absolve Nelson Tanure no caso da Gafisa enquanto executivo é apontado como participante de outra negociação no varejo
No caso, a CVM também apontou irregularidades na fixação de preços distintos e na falta de clareza sobre os critérios utilizados para determinar estes valores
Após cair 20%, fundo imobiliário HCTR11 sobe na bolsa com indicação de pagamento de dividendos pela gestora; entenda
O fundo imobiliário HCTR11 vem experimentando uma verdadeira queda livre na bolsa, acumulando uma desvalorização de quase 30% na última semana