Otimismo externo e ausência de pressão local apontam para abertura em alta do Ibovespa
Rumo do dia será definido pelas negociações em torno de um novo pacote de estímulo nos EUA; prazo para acordo expira hoje

O Ibovespa definitivamente pegou um gostinho pela contramão nestes tempos de pandemia. Com uma frequência cada vez maior, as bolsas lá fora sobem e a brasileira cai. Ou então, como aconteceu ontem, os mercados estrangeiros recuam e os ativos locais ganham terreno.
Claro que isto está longe de ter-se tornado uma regra ou um novo normal. Como bom mercado emergente que é, o Brasil tende a acompanhar o fluxo, especialmente aquele observado em Wall Street. Mas não há muito do que reclamar quando a contramão leva o Ibovespa para o azul.
E se ontem o principal índice da B3 conseguiu fechar em alta de 0,35% mesmo com o forte recuo em Wall Street, a expectativa para a abertura do mercado brasileiro de ações nesta terça-feira é de que acompanhe a sinalização positiva dos índices futuros da bolsa de valores de Nova York.
O que manteve a bolsa brasileira no azul na segunda-feira foi o bom desempenho das ações da Petrobras. Os papéis do setor financeiro também se destacaram.
Ainda assim, apesar de um flerte momentâneo com a marca dos 100 mil pontos, o Ibovespa não conseguiu fôlego para recuperar o patamar, mesmo no auge da euforia com o exercício de opções de compra e venda de ações.
Já o dólar fechou em queda de 0,71%, mas o ímpeto foi insuficiente para que a moeda norte-americana abandonasse a faixa dos R$ 5,60.
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Sangue frio
Estes impulsos podem ser retomados hoje se os investidores conseguirem manter o sangue frio em relação aos persistentes riscos fiscais e políticos locais e à expectativa em torno das negociações sobre um novo pacote de estímulos nos EUA.
Ao contrário da véspera, quando o pessimismo em torno do pacote derrubou Wall Street, os investidores norte-americanos hoje parecem mais otimistas de que democratas e republicanos acabarão amarrando alguma espécie de acordo – mesmo com as eleições presidenciais no país logo ali dobrando a esquina.
Ainda assim, as próximas horas serão cruciais, uma vez que expira hoje o prazo determinado pela líder democrata na Câmara, Nancy Pelosi, para um acordo bipartidário.
Em termos de agenda de indicadores, o dia será fraco. Os investidores terão de observar apenas a segunda prévia do IGP-M de outubro. E mais nada.
Já na agenda corporativo, os investidores devem reagir ao relatório de produção da Vale. Depois do fechamento dos mercados, as atenções se voltarão para o balanço trimestral da Netflix.
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