Fala de Guedes e avanço do coronavírus ecoam no mercado
Para o ministro da Economia, R$ 4 é o novo normal para a moeda americana. As falas de Guedes se somam aos novos números do coronavírus que chegam da China

Tudo parecia estar se acomodando com relação nos mercados.
As noticías de que a propagação do coronavírus estava diminuindo de ritmo e deveria chegar a seu ápice no fim de fevereiro acomodaram o mercado acionário global no campo positivo nos últimos dias.
Mas, em mais uma reviravolta digna do ano de 2020, o cenário mudou da noite para o dia.
A província de Hubei, epicentro da epidemia do novo coronavírus, relatou um grande aumento nos números de novos casos após um ajuste na metodologia de contagem. Foram mais de 14 mil casos confirmados somente ontem.
A doença já foi responsável por 1.367 mortes e mais de 59 mil casos confirmados.
A situação aumenta a desconfiança dos investidores quanto a real gravidade da situação e do impacto que o surto da doença pode ter na economia chinesa.
Leia Também
Reação
A reviravolta no boletim médico fez as bolsas asiáticas interromperem a sequência de alta e fecharem em baixa generalizada.
Wall Street foi protagonista de mais um dia positivo para os mercados acionários globais, registrando mais um recorde triplo. Mas a situação deve seguir outro caminho hoje, com os índices futuros das bolsas americanas indicando um dia negativo.
Na toada de Nova York, o Ibovespa teve alta de 1,13%, aos 116.674,13 pontos e reverteu as perdas do ano.
Alta pressão
Se o dia foi de alívio para a bolsa, que reverteu as perdas do mês, o dólar não pode dizer a mesma coisa.
A moeda americana emplacou o quinto recorde consecutivo de fechamento, após alta de 0,57%, chegando a R$ 4,3510. O dólar já acumula ganhos de 8,46% em 2020.
Enquanto outras moedas emergentes tiveram um dia de valorização, o dólar destoou da tendência geral. É que os dados do varejo de dezembro vieram mais fracos do que o esperado, aumentando a desconfiança dos investidores quanto à recuperação da atividade doméstica.
Ontem a noite, o ministro da Economia, Paulo Guedes, falou sobre a nova realidade do câmbio e defendeu o dólar a R$ 4 e o juro a 4%. Para o ministro, "“é melhor um dólar a R$ 4 e um juro a 4%, do que um câmbio a R$ 1,80 e o juro de 14%”."
A fala de Guedes pode afetar o humor do câmbio hoje e se junta às novas declarações do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que uma aversão global ao risco, ocasionado pelo avanço do coronavírus, pode fazer a moeda americana escalar ainda mais.
Reforma tributária
Além de discorrer sobre a situação do câmbio, Guedes também aproveitou para dizer que a equipe econômica enviará a proposta de reforma tributária ao Congresso nas próximas duas semanas.
O texto trata da primeira parte da proposta, a que regulamenta a criação do IVA (Imposto sobre Valor Agregado) dual.
Balanços
Hoje o Banco do Brasil divulgou o seu resultado pela manhã. O banco estatal reportou um lucro de R$ 17,8 bilhões no ano passado - um aumento de 32%.
Confira alguns dos resultados divulgados ontem:
- Lucro da Suzano caiu 60,7% no 4º trimestre e foi de R$ 1,175 bilhão. A receita líquida somou R$ 7,049 bilhões no período, uma queda de 3%.
- O lucro recorrente da Duratex atingiu R$ 157,7 milhões no último trimestre de 2019, avanço de 4,3%. A receita cresceu 9,1% e totalizou R$ 1,378 bilhão
- A Totvs reverteu o seu prejuízo e informou um lucro líquido de R$ 65,3 milhões no último trimestre.O Ebitda teve alta de 40,5%, indoa a R$ 109,263 milhões.
- O Banco Inter reportou um crescimento de 16,4% no seu lucro líquido, indo a R$ 81,6 milhões em 2019.
Notícias do Planalto
O presidente Jair Bolsonaro convidou o general Walter Braga Netto para assumir a posição de Onyx Lorenzoni na Casa Civil.
O ministério da Cidadania irá acomododar a nova posição de Lorenzoni.
Fique de olho
- Unipar aprovou o cancelamento de ações mantidas em tesouraria. Os papéis representam 4% do total de ações.
- Justiça proibiu voto de bancos com garantias na recuperação judicial da Odebrecht.
- A Caixa Econômica Federal anunciou nova taxa mínima de crédito imobiliário para Pessoa Jurídica
- Assembleia Geral da Totvs irá deliberar sobre desdobramento de ações de 1 em 3
- Conselho de administração da Duratex aprouvou pagamento de R$ 0,37 por ação por juros sobre capital próprio.
O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar
Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real