Juros futuros disparam após demissão de Moro, e Tesouro Direto tem negociação suspensa
Taxas incorporam tensões políticas e disparada do dólar, que chegou a passar de R$ 5,70 nesta sexta; Tesouro Direto voltou a operar no fim da tarde

Os juros futuros dispararam nesta sexta-feira (24), como parte da repercussão negativa do mercado ao pedido de demissão do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça.
Com a alta volatilidade no mercado de juros, as negociações de títulos prefixados e atrelados à inflação no Tesouro Direto chegaram a ficar suspensas durante boa parte do dia, como é de praxe nessas situações. Nesses casos, só é possível negociar na plataforma o título Tesouro Selic (LFT). Sempre que a volatilidade dos juros é muito alta, o Tesouro suspende as negociações, a fim de atualizar os preços e as taxas.
Os contratos de DI com vencimento em janeiro de 2021 fecharam com alta de 11,03%, a 3,12%, depois de terem chegado a subir mais de 20% no início da tarde. Ou seja, o mercado ainda precifica que a Selic, hoje em 3,75%, ainda vai cair mais até o fim do ano, mas em menor intensidade do que antes.
Já os contratos de DI com vencimento em janeiro de 2023 subiram 17,72%, para 5,58%; e os DIs para janeiro de 2027 avançaram 17,67%, para 8,59%.
O mercado precificou a disparada do dólar depois que Moro, um dos ministros mais populares, desembarcou do governo Bolsonaro com um discurso repleto de acusações graves ao presidente. Hoje, a moeda americana subiu 2,40%, a R$ 5,6614, mas chegou a operar acima de R$ 5,70 mais cedo.
Como a alta do dólar pode pressionar a inflação e limitar os cortes nos juros pelo Banco Central, a disparada na moeda tende a levar os juros futuros para cima. Mas, mesmo no longo prazo, o dólar e os juros apontam para cima quando a política sugere um cenário de deterioração fiscal, como está acontecendo no momento.
Leia Também
Acusações graves
Segundo o agora ex-ministro Sergio Moro, ele não assinou a demissão do chefe da Polícia Federal Maurício Valeixo, embora sua assinatura conste no pedido de exoneração publicado no Diário Oficial. Também disse que Bolsonaro teria dito que queria um comandante para PF para o qual pudesse ligar e ter acesso às investigações, num claro indício de tentativa de interferência política no órgão.
As tensões políticas em Brasília vêm pesando sobre a cotação do dólar já há algum tempo, na medida em que podem significar uma interrupção na agenda de reformas econômicas mesmo após a pandemia do coronavírus, bem como uma nova disparada nos gastos públicos, pesando no lado fiscal.
Se as acusações de Moro se provarem verdadeiras, elas poderiam até mesmo ensejar um processo de impeachment do presidente, algo que poderia ser um fator complicador para a situação. Além disso, as demissões de ministros populares sinalizam que nem mesmo o ministro da Economia Paulo Guedes estaria a salvo, e sua saída seria muito mal recebida pelo mercado.
Finalmente, os conflitos entre Executivo e Legislativo, bem como entre membros do próprio poder Executivo, são vistos como obstáculos ao bom endereçamento da crise provocada pela pandemia de coronavírus.
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
O ativo que Luis Stuhlberger gosta em meio às tensões globais e à perda de popularidade de Lula — e que está mais barato que a bolsa
Para o gestor do fundo Verde, Brasil não aguenta mais quatro anos de PT sem haver uma “argentinização”
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Boletim Focus mantém projeção de Selic a 15% no fim de 2025 e EQI aponta caminho para buscar lucros de até 18% ao ano; entenda
Com a Selic projetada para 15% ao ano, investidores atentos enxergam oportunidade de buscar até 18% de rentabilidade líquida e isenta de Imposto de Renda
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq