Em dia de queda de 3% do Ibovespa com alerta sobre coronavírus, ações de drogaria sobem
A disseminação do coronavírus elevou a aversão ao risco nos mercados financeiros, derrubando o Ibovespa e fazendo o dólar romper a marca de R$ 4,20. Apenas cinco ações do índice subiram, incluindo Raia Drogasil

A incerteza sobre a disseminação do coronavírus no mundo provocou um movimento global de fuga dos ativos de risco. Como resultado, a bolsa brasileira mergulhou mais de 3% e fechou o dia abaixo dos 115 mil pontos e o dólar voltou a ser negociado no patamar de R$ 4,20.
- Aposente-se aos 40 (ou o quanto antes): Não depender de um salário no fim do mês é o seu grito de liberdade. Aqui está o seu plano para dar adeus ao seu chefe
O Ibovespa fechou a segunda-feira em queda de 3,29%, aos 114.481,84 pontos e passou a registrar queda no acumulado de 2020. Nos Estados Unidos, o Dow Jones (-1,57%), o S&P 500 (-1,58%) e o Nasdaq (-1,89%) caem em bloco; na Europa, as principais praças também exibiram um tom amplamente negativo.
Os investidores venderam ações e compraram dólar. A moeda norte-americana subiu 0,60%, a R$ 4,209 — na máxima, chegou a bater os R$ 4,2318 (+1,13%), o maior nível desde 2 de dezembro. Lá fora, a sessão também marcada pela valorização da moeda americana em relação às demais divisas de países emergentes.
Outro sinal do comportamento dos investidores foi o desempenho do VIX, o índice que mede "o medo" do investidor e a sensibilidade do mercado, que alcançou patamares de negociação vistos no período mais tenso da guerra comercial entre Estados Unidos e China.
Esse salto na aversão ao risco se deve à percepção de que o coronavírus está se espalhando num ritmo mais veloz que o esperado — os esforços globais para conter a doença parecem não estar surtindo muito efeito.
Somente na China, já são 82 mortos. No restante do mundo, ao menos 14 países já registraram casos da doença misteriosa.
Leia Também
Em meio ao avanço do vírus, o governo chinês tem adotado medidas drásticas. Na semana passada, as autoridades de Pequim isolaram diversas cidades do país, incluindo a metrópole Wuhan, epicentro da doença. E, agora, está em estudo a prorrogação do recesso do Ano Novo Lunar até o próximo domingo (2), como modo de diminuir a circulação de pessoas.
Já há estimativas de que a doença poderá provocar uma queda de um ponto percentual no PIB chinês no primeiro trimestre de 2020.
A cautela atingiu especialmente as ações de empresas do setor de commodities e que exportam para a China. É o caso de Vale ON (VALE3), que caiu 6,12%; CSN ON (CSNA3), em baixa de 7,78%; Gerdau PN (GGBR4), com perda de 7,94%; e Usiminas PNA (USIM5), recuando 7,12%.
Os papéis da Petrobras também caem forte acompanhando o recuo das cotações internacionais do petróleo. As ações ON da estatal (PETR3) fecharam em queda de 4,21%, enquanto as PNs (PETR4) têm baixa de 4,33%.
Raia Drogasil sobe
Se aquela velha máxima que diz "enquanto uns choram, outros vendem lenços" é verdadeira", os acionistas da rede de drogarias Raia Drogasil estão entre os poucos com alguma razão para comemorar.
Em meio à queda generalizada, as ações da companhia (RADL3) se salvaram, com uma alta de 0,81%. Uma possível leitura para esse movimento é que a empresa poderia se beneficiar da venda de produtos para prevenção ou combate do vírus, de máscaras cirúrgicas a medicamentos.
Confira os papéis de melhor e pior desempenho do índice nesta segunda-feira:
- Telefônica ON (VIVT4): +0,83%
- Raia Drogasil ON (RADL3): +0,81%
- TIM Participações ON (TIMP3): +0,67%
- Ecorrodovias ON (ECOR3): +0,63%
- Localiza ON (RENT3): +0,06%
- Gerdau PN (GGBR4): -7,94%
- CSN ON (CSNA3): -7,78%
- Met. Gerdau PN (GOAU4): -7,51%
- Via Varejo (VVAR3): -7,33%
- Marfrig ON (MRFG3): -7,27%
Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump
Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta
O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
O ativo que Luis Stuhlberger gosta em meio às tensões globais e à perda de popularidade de Lula — e que está mais barato que a bolsa
Para o gestor do fundo Verde, Brasil não aguenta mais quatro anos de PT sem haver uma “argentinização”
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas