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Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

Foi por pouco

Ibovespa se recupera no fim e fecha em leve alta; dólar sobe com cautela na Europa e dados nos EUA

Depois de passar o dia no vermelho, bolsa brasileira alcançou o território positivo somente no ajuste das ordens de compra e venda

Ricardo Gozzi
21 de agosto de 2020
18:02 - atualizado às 18:03
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Foi por pouco. Quase nada. O alívio provocado pela manutenção, ontem, do veto ao reajuste de alguns setores do funcionalismo público foi suficiente para conduzir o Ibovespa ao campo positivo apenas no ajuste dos números finais da sessão desta sexta-feira.

A cautela vista na Europa se sobrepôs ao noticiário local e pesou sobre a bolsa e a taxa de câmbio durante praticamente toda a extensão do último pregão de uma semana turbulenta.

A alta dos índices de Nova York aliviou a barra do Ibovespa somente depois do encerramento dos negócios, no ajuste do registro das derradeiras ordens de compra e venda.

Com isso, o principal índice da B3 fechou em alta de 0,05%, aos 101.521,29 pontos, e subindo 0,17% na semana.

Algum alívio era esperando antes da abertura da sessão. Na noite de ontem, a Câmara dos Deputados reverteu a decisão do Senado que derrubava o veto do presidente Jair Bolsonaro à possibilidade de reajuste salarial ao funcionalismo público até 2021.

A reação dos investidores brasileiros ao veto limitou as perdas causadas pelo cenário externo mais negativo, mesmo com os investidores tendo antecipado a expectativa com a decisão na reta final do pregão de ontem - o que levou o Ibovespa a encerrar a quinta-feira no campo positivo.

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No exterior, a cautela teve origem nos sinais mistos da recuperação econômica na Europa. O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da zona do euro veio abaixo do esperado - caindo de 54,9 em julho para 51,6 em agosto.

No Reino Unido, a reação ao número foi positiva - o PMI composto chegou ao maior nível em 82 meses, subindo de 57 em julho para 60,3 em agosto. As vendas no varejo também surpreenderam no país - com uma alta de 3,6% ante previsão de 1,4%.

Além dos resultados abaixo do esperado, as bolsas no continente europeu também refletiram o fiasco na nova etapa de negociações entre Reino Unido e União Europeia.

As partes não progrediram na sétima rodada de negociações sobre um acordo comercial que passará a valer após o término do período de transição do Brexit. Assim, os principais índices de ações da Europa fecharam em queda.

No entanto, as bolsas americanas se recuperaram após a divulgação do PMI composto dos Estados Unidos. Segundo a IHS Markit, o índice avançou a 54,7 em agosto, acima das projeções dos analistas.

Enquanto o índice Dow Jones subiu 0,69%, o S&P-500 (+0,34%) e o Nasdaq (+0,42%) registraram novos recordes de fechamento.

Confira a seguir as maiores altas e as maiores baixas do dia entre os componentes do Ibovespa.

MAIORES ALTAS

  • IRB Brasil ON (IRBR3) +12,31%
  • Hering ON (HGTX3) +9,92%
  • Qualicorp (QUAL3) +7,81%
  • Eletrobras ON (ELET3) +7,07%
  • Intermédica ON (GNDI3) +5,35%

MAIORES QUEDAS

  • Gerdau PN (GGBR4) -2,91%
  • Gerdau Metalúrgica (GOAU4) -2,59%
  • Carrefour Brasil ON (CRFB3) -2,37%
  • CSN ON (CSNA3) -2,23%
  • B3 ON (B3SA3) -2,20%

Dólar e juro

Enquanto o Ibovespa patinou, o dólar manteve-se em alta firme ao longo de toda a sessão, refletindo a apreciação da moeda norte-americana no exterior.

O Banco Central interveio, vendendo US$ 650 milhões no mercado à vista, mas fazendo com que o dólar deixasse apenas temporariamente a faixa dos R$ 5,60.

A moeda norte-americana chegou ao fim do dia em alta 0,98%, cotada a R$ 5,6066. Na semana, a alta do dólar alcançou 3,31%.

Já os contratos de juros fecharam em queda refletindo o alívio dos investidores com relação ao futuro fiscal do Brasil depois da manutenção do veto de Bolsonaro pela Câmara.

Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:

  • Janeiro/2022: de 2,790% para 2,780%;
  • Janeiro/2023: de 3,990% para 3,940%;
  • Janeiro/2025: de 5,800% para 5,760%;
  • Janeiro/2027: de 6,820% para 6,780%.

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