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Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

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Sem ímpeto, Ibovespa reduz perdas com Vale e opera perto da estabilidade, em dia de bolsas fechadas em NY

Desentendimento no seio da equipe econômica entre Guedes e Campos Neto realça questão fiscal, mas juros recuam após Caged e leilão do Tesouro e moeda americana vira para alta. Mercados nos Estados Unidos não abrem no Dia de Ação de Graças

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
26 de novembro de 2020
10:59 - atualizado às 17:03
Selo Mercados Touro e Urso
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa continua operando em baixa nesta quinta-feira (26), mas reduziu as perdas a partir das 14h20, seguindo a redução das perdas e virada das ações da Vale para alta, cujos papéis tem 12% de participação na composição do índice.

O movimento do principal índice acionário do Ibovespa ainda reflete certa realização de lucros após ganhos expressivos em novembro — no mês, o índice sobe 17% —, para além do novo ruído político no seio da equipe econômica do governo federal.

Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que a gestão Jair Bolsonaro "manteve o rumo mesmo no caos", rebatendo críticas segundo as quais há falta de estratégia para garantir a sustentabilidade da dívida pública.

Guedes também aproveitou respondeu ao presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto — Campos Neto disse que é ponto-chave para o país "conquistar credibilidade com um plano que dê uma clara percepção aos investidores de que o país está preocupado com a trajetória da dívida".

"O presidente Campos Neto sabe qual é o plano. Se ele tiver um plano melhor, peça a ele qual é o plano dele", afirmou Guedes, questionado sobre o que havia afirmado o chefe do BC. "Pergunte a ele qual é o plano dele que vai recuperar a credibilidade. Porque o plano nós sabemos qual é. O plano nós já temos."

O desentendimento demonstra um impasse no núcleo da gestão econômica do país, realçando a questão fiscal — embora o dólar e os juros, mais sensíveis ao pano de fundo de deterioração das contas públicas, agora operem em queda.

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Outra notícia que fica no radar é a admissão por parte da farmacêutica AstraZeneca de que não havia a intenção de aplicar metade da dose nos voluntários, o que levanta dúvidas sobre a credibilidade dos resultados obtidos nos testes da fase 3.

O plano inicial era de que os pesquisadores aplicassem a dose completa aos participantes, mas houve um erro de cálculo, o que gerou a aplicação da metade da dosagem.

No grupo que recebeu a metade da dose, a vacina experimental obteve eficácia de 90%, diante de 62% entre voluntários que receberam duas vezes a dosagem completa.

Por volta das 17h, o principal índice acionário da B3 caía 0,05%, para 110.100 pontos, perto das máximas intradiárias, puxado com as ações da Vale se mantendo agora em alta de 1%.

Os papéis passaram a reduzir as perdas a partir das 14h20 — na mínima, chegou a cair 0,13%. O minério de ferro fechou em alta de 0,8% na China.

Os destaques do índice hoje vão para a queda das ações da Petrobras, que reagem ao petróleo em baixa no mercado internacional e caem no mínimo 1,5%, e também os papéis de bancos — ambos os grupos de papéis acumulam alta semanal.

Confira as principais baixas do índice:

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO
GNDI3Intermédica ON           70,19 -2,99%
CYRE3Cyrela ON           26,28 -2,09%
ITUB4Itaú Unibanco PN           28,77 -2,01%
HAPV3Hapvida ON           14,23 -2,00%
BRKM5Braskem PNA           23,49 -1,92%

Enquanto isso, papéis amplamente descontados no ano, como Cogna (setor de educação) e Azul (setor aéreo), estão entre as maiores altas da sessão. As ações de siderúrgicas como Usiminas e CSN continuam a subir em meio à alta do minério de ferro.

As ações da Suzano, por sua vez, lideram a alta percentual do índice refletindo a queda mensal nos estoques de celulose nos portos da Europa em outubro — a notícia também afeta as ações da Klabin, que disparam 3,3%. Veja as maiores altas:

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO
SUZB3Suzano ON           53,04 4,97%
COGN3Cogna ON             5,09 4,30%
CSNA3CSN ON           24,12 3,97%
USIM5Usiminas PNA           13,88 3,89%
AZUL4Azul PN           37,22 3,39%

É importante lembrar que hoje as bolsas americanas estão fechadas por ocasião do feriado de Dia de Ação de Graças, o que diminui a liquidez disponível para os mercados financeiros globais.

Em meio ao giro financeiro reduzido, os principais índices acionários europeus em Londres, Paris e Frankfurt fecharam com desempenhos mistos — o inglês FTSE 100 caiu 0,4%; o francês CAC-40 ficou perto da estabilidade, em variação positiva de 0,03%; e o alemão DAX, em alta de 0,1%.

O dólar, que abriu em alta, passou a cair por volta das 11h30 refletindo ainda a entrada do fluxo estrangeiro, agora avança 0,3%, sendo cotado a R$ 5,3352.

Os juros futuros dos contratos de depósitos interbancários por sua vez fecharam em queda, tendo passado a operar em baixa, após a venda integral dos lotes de títulos ofertados pelo Tesouro, indício de outro leilão bem sucedido.

A instituição vendeu 32 milhões de LTNs (Letras do Tesouro Nacional), títulos prefixados curtos, e 1,8 milhão de NTN-Fs (Notas do Tesouro Nacional Série F), prefixados longos, além de 500 mil LFTs (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados atrelados à variação taxa básica de juros, a Selic.

O desempenho ocorre mesmo em meio ao pano de fundo de condições fiscais crescentemente desafiadoras, indicando que o desconforto dos investidores com as falas de Guedes e Campos Neto não se sustentou a ponto de pressionar as taxas. O movimento de queda foi mais intenso em juros de vencimentos mais longos.

Outro dado que instiga alívio é o recorde de vagas formais de trabalho criadas no mês de outubro. O mercado de trabalho registrou a abertura de 394.989 vagas em outubro, de acordo com Caged, superando as projeções.

Campos Neto disse em entrevista ao canal MyNews veiculada pela manhã de hoje que a inflação de longo prazo não está subindo. Ele também afirmou que havia sido feito o aviso de que o "gasto grande na pandemia iria pressionar a rolagem da dívida".

Veja as taxas dos principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,932% para 1,937%
  • Janeiro/2022: de 3,34% para 3,31%
  • Janeiro/2023: de 5,12% para 5,01%
  • Janeiro/2025: de 6,94% para 6,82%

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