B3 registra maior queda entre bolsas globais
Outros índices de Bolsas que estão entre as maiores quedas são o da Rússia (RTSI), com perda acumulada de cerca de 38% desde o início do ano; da Bolsa das Filipinas (-38%); o principal índice da bolsa da Hungria (-36%)

A paralisação da economia por conta dos efeitos do novo coronavírus levou o Ibovespa, o principal índice da B3, a ter a maior queda entre indicadores semelhantes das principais Bolsas do mundo em 2020. A retração chegou a 42% até o pregão da última sexta-feira, 20. As empresas listadas na Bolsa paulista perderam R$ 1,746 trilhão em valor de mercado no período.
Outros índices de Bolsas que estão entre as maiores quedas são o da Rússia (RTSI), com perda acumulada de cerca de 38% desde o início do ano; da Bolsa das Filipinas (-38%); o principal índice da bolsa da Hungria (-36%); e o da Itália (o FTSE MIB) - país que se tornou o novo epicentro da pandemia do coronavírus, mas ainda assim com queda menor do que a registrada pelo Ibovespa (de 33%). Nas Filipinas, as operações da Bolsa local chegaram a ser suspensas na semana passada por tempo indeterminado.
Além da rápida mudança nas expectativas para a economia do País, que deve entrar em período de recessão, analistas apontam pelo menos outra razão para a diferença nos índices de retração: o fato de a Bolsa brasileira entrar só agora em um período de "maturidade", com a chegada de maior número de investidores pessoas físicas. Com seis acionamentos nos últimos pregões do chamado circuit breaker (as pausas quando as quedas são muito acentuadas), o mesmo número observado em toda a crise de 2008, os recém-chegados teriam passado a vender ações muito rapidamente, o que ajudou a levar o preço ainda mais para baixo.
Uma outra explicação para as perdas recordes é a liquidez maior da Bolsa brasileira em relação a outros emergentes, o que acentua a queda no momento de crise. "Ninguém está negociando fundamentos agora", diz um operador de mercado. "O mercado entrou numa área de semi-pânico."
Até antes da crise, a Bolsa brasileira tinha boas perspectivas este ano. "O País era um dos preferidos nas recomendações de bancos estrangeiros, porque iria crescer acima da média dos emergentes, tinha reformas em andamento e estabilidade, com eleições presidenciais ainda distantes", diz Ronaldo Patah, estrategista para mercados emergentes do UBS. "Mas, quando há pressa para vender, o preço cai rápido."
O movimento teria sido intensificado pela inexperiência de muitos investidores, que haviam visto apenas o momento de valorização do mercado. "Muita pessoa física entrou no mercado acionário no momento de alta. Pouco tempo depois, vem a crise, e essas pessoas não estavam preparadas para tamanha aversão ao risco", diz um gestor. No fim de 2018, a B3 tinha 813 mil investidores pessoas físicas. Em fevereiro, momento que eclodiu a crise do coronavírus no mundo ocidental, esse número tinha saltado para próximo de dois milhões.
Leia Também
Em momentos de crise, é comum que os investidores saiam de mercados vistos como de maior risco, caso dos países emergentes, e retornem para ativos considerados mais seguros, como o dólar, que sobe 25% ante o real em 2020. "Essa valorização mostra a corrida por ativos mais seguros", diz Thiago Salomão, analista da Rico Investimentos. "A busca pelo dólar não é nem por fundamento da economia americana, é fuga mesmo."
Carrefour Brasil (CRFB3): controladora oferece prêmio mais alto em tentativa de emplacar o fechamento de capital; ações disparam 10%
Depois de pressão dos minoritários e movimentações importantes nos bastidores, a matriz francesa elevou a oferta. Ações disparam na bolsa
Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell
Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem
Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa
O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora
Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados
Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte
A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação
O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%
O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência
Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Itaú BBA revela as ações com baixa volatilidade que superam o retorno do Ibovespa — e indica seis papéis favoritos
O levantamento revelou que, durante 13 anos, as carteiras que incluíam ações com baixa volatilidade superaram a rentabilidade do principal índice da bolsa brasileira
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq