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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Selic nas mínimas

Decisão do Copom foi ‘de bom tom’ e ancorou expectativas, diz Journey Capital

Para Victor Candido, economista-chefe da Journey Capital, as sinalizações do Copom no comunicado do corte de 0,5 ponto da Selic foram positivas e servem para ancorar as expectativas do mercado

Victor Aguiar
Victor Aguiar
18 de março de 2020
19:51
Victor Candido
Imagem: Divulgação

A decisão do Copom desta quarta-feira (18) estava envolta em mistério: em meio à crise do coronavírus, o mercado dava como certo um novo corte da Selic, mas ainda não tinha clareza quanto à postura do Banco Central neste momento tão delicado da economia global.

E, de fato, o Copom cumpriu as expectativas, reduzindo a taxa básica de juros em 0,5 ponto, para a nova mínima histórica de 3,75% ao ano. E, para Victor Candido, economista-chefe da Journey Capital, as sinalizações emitidas pelo BC são bem-vindas no atual cenário caótico dos mercados.

Em primeiro lugar, ele destaca as condições usadas pela autoridade monetária em seus cenários: em todos, a taxa de câmbio usada é de R$ 4,75, nível muito superior ao que vinha sendo considerado nas últimas reuniões — o que indica que o próprio BC vê uma condição de maior estresse no mercado de moedas.

Tal postura, segundo Candido, tem dois desdobramentos: em primeiro lugar, o BC sinaliza que a taxa de câmbio de equilíbrio está abaixo dos níveis atuais — o dólar à vista chegou hoje a R$ 5,19. Em segundo, as simulações mostram que, mesmo com o câmbio mais elevado, ainda não há uma pressão inflacionária significativa.

Considerando o dólar constante a R$ 4,75, o BC vê a taxa de inflação ficando em 3% em 2020 e 3,6% em 2021, tanto no cenário que leva em conta as projeções do boletim Focus para a Selic quanto na hipótese de juros inalterados em 4,25% ao ano no período em questão.

"O BC botou o câmbio estressado, mas mesmo o câmbio estressado não gera inflação, as simulações não indicam problema", diz Candido — os níveis mais elevados do dólar são constantemente citados como um risco inflacionário.

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Além disso, o economista-chefe da Journey destaca a escolha cautelosa das palavras por parte do BC ao comentar sobre os próximos passos. Por um lado, o Copom diz ver como adequada a manutenção da Selic em seu novo patamar; por outro, afirma que continuará fazendo uso de todo o seu arsenal para enfrentar o momento de crise.

Ou seja: Cândido acredita que o BC não quer mais cortar juros, mas, caso necessário, não descarta novas reduções no futuro — uma postura que serve para ancorar expectativas e mostra claramente a visão da autoridade monetária.

"A incerteza é muito alta, o coronavírus impacta na oferta e na demanda. Nessas condições, é difícil achar o nível de equilíbrio para juros e inflação".

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