O bolão da Selic agora é outro
Na reunião de julho em que o Banco Central decidiu pela retomada da queda da taxa básica de juros, fizemos um bolão informal na redação do Seu Dinheiro para saber quem acertaria o percentual do corte da Selic.
Na época, o mercado estava dividido entre um corte de 0,25 e 0,50 ponto. A aposta vencedora por aqui foi a do Eduardo Campos, que acreditou na maior ousadia (para a época) dos diretores do BC e cravou que a Selic cairia de 6,5% para 6% ao ano.
Eu bem que estava em busca de uma revanche, mas não havia razão para organizar um novo bolão para o resultado da reunião de hoje. Afinal, a expectativa de todo o mercado já apontava para um novo corte de meio ponto.
Nem a alta do dólar em agosto nem a disparada do petróleo no começo da semana mudaram essa convicção, que acabou de ser confirmada pelo Banco Central. O placar da Selic agora mostra a taxa a meros 5,50% ao ano.
No bolão do mercado financeiro, que funciona todos os dias no pregão da B3, as apostas agora se concentram no tamanho do ciclo de corte dos juros.
A expectativa média do mercado aponta para uma Selic de 5% no fim do ano. Mas o comunicado divulgado pelo Copom hoje à noite abriu uma boa margem para os juros caírem ainda mais.
E você, tem algum palpite sobre até onde vai a queda da Selic? Saiba dos principais detalhes sobre a decisão do BC nesta matéria do vencedor do nosso bolão.
O primeiro ato
A redução da Selic foi o segundo ato da “super quarta”. Mais cedo, foi a vez do BC dos Estados Unidos confirmar a expectativa de uma queda de 0,25 ponto percentual nos juros da maior economia do mundo. A decisão, como era de se esperar, enfureceu Donald Trump. Mas durante a entrevista concedida para explicar a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, deu a entender que pode conceder outros estímulos à economia.
Faltou tempo
A decisão do BC brasileiro sobre a Selic só foi divulgada depois do fechamento dos mercados. Mas os investidores tiveram tempo suficiente para reagir ao corte de juros do Fed, que saiu por volta das 15h (de Brasília). No momento da decisão, o Ibovespa chegou a acelerar a queda, mas conforme o mercado foi digerindo as declarações de Jerome Powell o índice foi se recuperando. É bem provável que, se tivéssemos mais cinco minutos de pregão, a bolsa terminaria o dia no azul. Quem conta todos os detalhes da “super quarta” nos mercados é o Victor Aguiar.
Alívio imediato?
A aprovação do novo marco regulatório do setor de telecomunicações sem dúvida foi uma boa notícia para a Oi. O problema é que os principais efeitos das mudanças não são imediatos e ainda dependem de regulação da Anatel. E, como sabemos, tempo é algo que a encrencada operadora de telefonia não tem de sobra. Mas uma das medidas aprovadas pelo Congresso poderá ter impactos rápidos e render até R$ 2 bilhões para o caixa da companhia, como você lê nesta matéria .
Uma nova sigla na sua vida
Depois de semanas de debates, o relator da reforma tributária no Senado enfim apresentou seu parecer na Comissão de Constituição e Justiça da Casa. As medidas mais polêmicas, que eram a criação de um imposto similar à CPMF e a redução no tributo sobre a folha de salários, ficaram de fora. Para o papel de protagonista, o senador Roberto Rocha deixou o chamado IVA dual, que acabou sendo batizado de Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS). Todos os detalhes do projeto e como funcionará esse tal de IBS você confere neste link.
Riqueza está (também) nos detalhes
Ganhar dinheiro sem dúvida envolve ter uma boa lucidez na hora de investir as economias. Mas já parou para pensar em como pequenos hábitos podem deixar você mais próximo (ou mais distante) de ser uma pessoa rica? Um consultor americano pôs uma lupa sobre o dia a dia dos ricaços e identificou pelo menos quatro atitudes em comum entre eles. E o melhor, são posturas que você pode começar a adotar hoje mesmo e não têm nenhuma relação com o seu saldo bancário. Confira nesta matéria.
Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.
*Colaboração Fernando Pivetti.