Banco Fibra vê Selic em 4% em 2020 e não descarta juro ainda menor
Instituição reduziu projeção de 2019 de 5% para 4,5% e se cenário externo permitir Selic pode ir abaixo de 4% no ano que vem

Uma taxa básica de juros, Selic, em 4,5% no fim de 2019 parece virar teto das projeções do mercado para o custo do dinheiro no Brasil. Assim, as discussões começam a se concentrar no juro de 2020.
Depois do Itaú Unibanco e do ING, o Banco Fibra também passou a trabalhar com Selic de 4% no ano que vem e não descarta que o Comitê de Política Monetária (Copom) possa reduzir a taxa de juros para nível ainda mais baixo se as condições globais permitirem. A mediana do mercado captada pelo Focus mostra juro básico em 4,75% no fim de 2019 e de 2020.
A pegunta natural é: quão mais baixo? E a resposta do Fibra é a seguinte: Julgamos que num cenário alternativo onde a atividade econômica exija estímulos adicionais para acelerar, a política fiscal permaneça apertada e as condições globais permitam, o Copom poderia reduzir a taxa Selic para abaixo de 4% ao ano ainda em 2020, mas provavelmente após uma pausa no atual ciclo de afrouxamento monetário.
“A inflação corrente bastante baixa e, principalmente, a sólida ancoragem das expectativas para a inflação de 2020 e 2021 justificam a nossa expectativa. Além disso, revisamos a nossa estimativa para a inflação IPCA em 2020 reconhecendo que o atual processo de desinflação da economia brasileira é em alguma medida estrutural e resultante da boa gestão da política monetária realizada desde a implantação do real”, diz o Fibra em relatório.
Antes de seguirmos adiante, temos falado que esse cenário de juro baixo vai exigir cada vez mais dedicação dos investidores para rentabilizar seus recursos. Deixo umas dicas de leitura sobre investimentos com Selic nesses patamares. Há dicas para investidores conservadores e para os de perfil mais arrojado. Também deixo como sugestão o nosso e-book sobre investimentos em bolsa de valores.
Inflação e crescimento
A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2020 caiu de 3,7% para 3,5%, capturando menor previsão de inércia inflacionária e a revisão na composição do índice.
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Na semana passada, o IBGE divulgou a nova POF (pesquisa de orçamento familiar) que traz uma atualização da lista dos itens consumidos pelas famílias e o peso em seu orçamento. Comparando a nova POF com a anterior, há uma pressão baixista para o IPCA. A estimativa do Fibra é que o impacto da alteração é de 0,14 ponto percentual na inflação de 2020.
Além da baixa inflação corrente, o Fibra diz que o que chama a atenção nas recentes divulgações é que o conjunto de núcleos de inflação, que tentam captar a tendência dos preços, tem permanecido em patamares muito baixos. Além disso, a inflação de serviços, mais sensível ao ciclo econômico e à política monetária, mostrou inflação de 0,04% no mês e de 3,59% nos últimos 12 meses.
“Podemos dizer que as medidas de núcleo atualmente indicam inflação muito bem-comportada e apontam para inflação baixa nos próximos trimestres.”
Com Selic mais baixa, o Fibra estima melhor reação da atividade. Para 2020, o Produto Interno Bruto (PIB) estimado subiu de 1,8% para 2%, para 2021 o prognóstico aumentou de 3% para 3,2%, com viés de alta.
Para a taxa de câmbio, foi mantida a projeção de R$ 4 no fim de 2019 e de R$ 4,10 para 2020.
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