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Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Juro

Campos Neto: Desafio é conduzir política monetária com atividade dando sinais momentâneos de arrefecimento

Presidente do BC volta a acenar estabilidade da Selic e destaca importância das reformas para estabilidade fiscal e para ampliação do financiamento à iniciativa privada

Roberto Campos Neto
Imagem: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados

O presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, disse que o desafio atual da instituição é conduzir a política monetária em um ambiente onde a retomada da atividade econômica mostra sinais momentâneos de arrefecimento e onde o equacionamento da estabilidade fiscal depende da continuidade das reformas.

A frase foi dita na abertura XXI Seminário de Metas para a Inflação, que acontece no Rio de Janeiro. A avaliação sintetiza em poucas palavras toda a mensagem que o BC vem repetindo faz tempo.

Algo como: o BC já fez o que pode para dar sua contribuição, levando a Selic ao mínimo possível respeitando o regime de metas para a inflação. A atividade patina, mas isso decorre da falta de clareza no lado fiscal, e a questão fiscal só se resolve com as reformas, notadamente a da Previdência.

“Tenho certeza que o arcabouço de metas para a inflação, mais uma vez, nos permitirá enfrentar esses desafios, e que, diante de um quadro de continuidade das reformas e ajustes, manteremos a inflação baixa e estável e haverá impactos positivos para a redução da taxa de juros estrutural, viabilizando um processo de recuperação sustentável da economia”, disse Campos Neto.

Em sua fala, o presidente repetiu a mensagem de política monetária expressada na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), de 8 de maio, reiterada na ata do dia 14, e já reforçada na sua audiência no Congresso, no dia 16.

Essa parte do discurso termina com o já clássico: “Cautela, serenidade e perseverança nas decisões de política monetária, inclusive diante de cenários voláteis, têm sido úteis na perseguição de nosso objetivo precípuo de manter a trajetória da inflação em direção às metas.”

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Autonomia

O presidente também voltou a defender a formalização da autonomia do BC, de acordo com projeto de lei apresentado ao Congresso.

Para Campos Neto, sob autonomia operacional, os ciclos políticos são atenuados, tornando menos relevantes os trade-offs apresentados em discussões tradicionais na literatura econômica, como por exemplo a de regra versus discricionariedade.

Um BC com mandatos não coincidentes com o presidente da República tira todo o ruído que sempre vemos nas eleições sobre quem será o responsável pela política monetária e se ele vai seguir o mesmo modelo de trabalho da gestão anterior.

“Além da redução dos custos de controle do processo inflacionário, a autonomia proporcionaria, diretamente, uma redução de incertezas econômicas e dos prêmios de risco, melhorando as condições para consolidarmos os ganhos recentes e para abrirmos espaço para os novos avanços que o país tanto precisa”, disse.

Mercado para todos

Campos Neto também voltou a enfatizar a necessidade de avançar nas mudanças que permitam o desenvolvimento de mercado de capitais. “Estamos nos dedicando ao desenho de como será o sistema financeiro no futuro, tendo como foco o papel da evolução tecnológica”, disse.

Fazem parte desse projeto os pilares: democratizar; digitalizar; desburocratizar; e desmonetizar.

Segundo o presidente, a modernização do sistema financeiro é condição necessária, com foco em simplificar e desburocratizar o acesso aos mercados financeiros para todos e dando um tratamento homogêneo ao capital, independentemente de sua nacionalidade ou se provém de um grande ou de um pequeno investidor.

Aqui entra um ponto que também fala com as reformas fiscal, que é reduzir a necessidade de financiamento do governo, que por gastar mais do que arrecada demanda dinheiro do mercado e da sociedade, abrindo espaço para o investimento privado.

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