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Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Lucro 36,8% menor

Ações da Guararapes, dona da Riachuelo, caem forte após balanço ruim

As ações da Guararapes, dona da Riachuelo, chegaram a recuar mais de 12% no pior momento do dia, com o mercado reagindo mal aos resultados trimestrais da empresa

Victor Aguiar
Victor Aguiar
15 de maio de 2019
15:56 - atualizado às 18:25
Ações da dona da Riachuelo acumulam perdas expressivas em 2019 - Imagem: Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo

A Guararapes, controladora da Riachuelo, reportou seus resultados trimestrais na noite desta terça-feira (14). Mas, antes de falarmos mais sobre os dados do balanço, vamos a um breve resumo da reação dos analistas aos números apresentados pela empresa:

  • Itaú BBA: Resultados piores que o esperado
  • Bradesco BBI: Números fracos, tanto no varejo quanto nos serviços financeiros

Bom, já deu para entender o recado: os analistas não gostaram do balanço da companhia. E isso fica muito claro no comportamento dos papéis ON da dona da Riachuelo (GUAR3) nesta quarta-feira (15): as ações passaram o dia no campo negativo, fechando em queda de 5,06%, a R$ 16,70.

 

E olha que os papéis reduziram as perdas ao longo da tarde. Na mínima do dia, os ativos da Guararapes chegaram a cair 12,79%, a R$ 15,34 — a menor cotação intradiária desde 30 de outubro, quando tocaram R$ 15,59.

Mas, afinal, como foram os resultados da empresa?

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Queda no lucro

A Guararapes encerrou o primeiro trimestre deste ano com lucro líquido de R$ 32,3 milhões, uma queda de 36,8% em relação ao resultado apurado no mesmo período de 2018. Já o Ebitda — isto é, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização — caiu 28,4%, para R$ 126,9 milhões.

A receita líquida total da empresa avançou 8,4% na mesma base de comparação, para R$ 1,622 bilhão. A dívida líquida somava R$ 1,613 bilhão ao fim de março, cifra 65,5% maior que a registrada no mesmo mês do ano passado.

Mas é melhor analisar o resultado de cada divisão da Guararapes de maneira isolada para se ter um desenho mais preciso da situação da empresa.

Riachuelo sob pressão

Vamos começar pelo desempenho da Riachuelo. A receita líquida consolidada de mercadorias da rede de varejo somou R$ 1,046 bilhão, leve crescimento de 2,8% na base anual.

Contudo, o lucro bruto consolidado da Riachuelo não acompanhou o comportamento da receita, recuando 4,6% na mesma base de comparação, para R$ 493,9 milhões. Com isso, a margem bruta consolidada da rede de varejo caiu para 47,2%, ante 50,8% há um ano.

As vendas no critério mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) — um indicador bastante acompanhado pelos analistas do setor de varejo — avançaram 1,6% no primeiro trimestre deste ano. Entre janeiro e março de 2018, a alta foi de 12,2%.

Financeiro traz alívio (em partes)

Na divisão financeira da Guararapes — a Midway —, os resultados foram mais fortes. A receita da operação financeira totalizou R$ 590,8 milhões, uma alta de 20,9% ante os primeiros três meses do ano passado.

Mas um detalhe chama a atenção nos resultados da Midway: o forte crescimento nas provisões o crescimento expressivo nas provisões para créditos de liquidação duvidosa — ou seja, atrasos e calotes. Essa linha ficou em R$ 230,7 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 54,5% na base anual.

A expansão nas provisões acabou pressionando fortemente o lucro líquido e o Ebitda consolidados da Guararapes e ajuda a explicar as quedas de ambas as linhas no trimestre.

Desaprovação

Os analistas, como ficou claro no começo do texto, não gostaram dos resultados da Guararapes.

Em relatório, o Itaú BBA diz que os mesmos problemas operacionais que fizeram com que a receita da empresa desacelerasse no quarto trimestre do ano passado também afetaram os números nos primeiros três meses deste ano — com o agravante de que, desta vez, a margem bruta também foi impactada.

"As vendas mesmas lojas e a margem bruta foram negativamente impactadas por um problema logístico. Antes do Natal, a empresa aumentou o fluxo de produtos do centro de distribuição para as lojas da Riachuelo, mas os níveis de estoque nas unidades estava desbalanceados", explica o Itaú, ressaltando que essa situação culminou em sobras em algumas unidades e falta de mercadorias em outras.

Para o Bradesco BBI, a receita da Guararapes no trimestre ficou em linha com o esperado, mas o Ebitda ficou 25% abaixo das projeções. "A combinação de crescimento ainda fraco no SSS, uma contração forte na margem bruta e níveis ainda alto de estoque nas operações de varejo devem reforçar as preocupações dos investidores em relação à execução da estratégia", diz o banco.

O Itaú BBA tem recomendação "outperform" (compra) para os papéis da Guararapes, com preço-alvo de R$ 23,50, enquanto o Bradesco BBI tem classificação neutra, com preço-alvo de R$ 20,00.

Com o desempenho desta quarta-feira, as ações ON da Guararapes acumulam perdas de 6,2% na semana e de 7,1% no mês. Desde o início do ano, a queda chega a 17,4%.

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