Há janela até junho e julho de 2020 para aprovar medidas econômicas, diz secretário de Previdência e Trabalho
Marinho comentou ainda sobre a reforma administrativa; ele disse que uma posição deverá ser apresentada nas próximas semanas

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, admitiu na noite desta segunda-feira (18) que o governo tem até junho ou julho do ano que vem para aprovar medidas econômicas.
"Depois disso, teremos eleições municipais, e historicamente o Parlamento reduz a sua atividade", afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.
Marinho, contudo, ressaltou que o Congresso tem tido uma postura reformista, sob a liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Os líderes comprometidos com a pauta têm sido receptivos e propositivos, e a pauta apresentada pelo governo é discutida com antecedência. Há um ambiente com conversa prévia, está havendo conversa e esperamos que a maior parte da agenda seja aprovada", disse.
O secretário comentou ainda a reforma administrativa e disse que a equipe econômica tem estudado o tema. Segundo Marinho, uma posição deverá ser apresentada nas próximas semanas. Além disso, afirmou que a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem interferido na agenda do governo.
Rogério Marinho também indicou que a discussão para um projeto de capitalização poderá ser retomado pelo governo, desde que haja condições políticas e econômicas. "O projeto pode ser apresentado, desde que haja clima no Congresso e na sociedade. Hoje não há, mas no próximo ano pode ser que sim", disse o secretário. "Se essa discussão voltar, será pela porta da frente", afirmou ainda.
Leia Também
Na visão de Marinho, o tema pode ser retomado se houver mudanças no ambiente político e econômico, com um amadurecimento da proposta. "Em 2017 a discussão da reforma da Previdência era um tabu. Mas em 2019 passou com o maior ajuste fiscal (já feito para a Previdência)", comparou.
Tensões
O secretário foi questionado sobre tensões sociais na Bolívia e no Chile e se o governo não teme que o mesmo ocorra no Brasil em uma discussão sobre capitalização, uma vez que há modelo semelhante utilizado pelos chilenos. "O Chile e a Bolívia tiveram convulsões sociais que dizem respeito à dinâmica dos próprios países, que têm vieses ideológicos distintos e (as manifestações ocorrem) por motivos distintos", disse.
"Nós estamos dando uma resposta à nossa sociedade, um país extremamente desigual", afirmou. "E, dos dez sistemas previdenciários considerados os mais rígidos, adequados e corretos, seis têm alguma forma de capitalização", acrescentou.
Seguro-desemprego
O secretário disse, ainda, que a proposta do governo de taxar o seguro-desemprego não significa "tirar dinheiro" dos desempregados, mas sim promove a "inclusão previdenciária". Marinho ressaltou que a taxação sobre o seguro-desemprego, de 7,5%, será uma contribuição para a Previdência. Portanto, permitirá que o cidadão continue contribuindo para a sua aposentadoria mesmo sem estar empregado.
O secretário apresentou uma conta para explicar seu argumento: segundo ele, em 30 anos de atividade, o trabalhador costuma ficar, por causa das demissões, em média, dois anos e um mês fora do mercado de trabalho, período no qual ele deixa de contribuir para a Previdência. "Em vez de se aposentar dois anos e um mês mais tarde (tempo a mais que ele teria de contribuir, em razão do período que ficou fora do mercado), ele vai se antecipar, contabilizando o tempo de desemprego como tempo de contribuição", explicou Marinho.
No exemplo de um trabalhador que ganha um salário mínimo, o seguro-desemprego seria também de um salário mínimo. A taxação representaria 80 reais a menos em seu bolso durante o período no qual recebe o benefício. Considerando o tempo médio de dois anos e um mês fora do mercado, ele perderia R$ 1,6 mil. E, ao se aposentador 2 anos e um mês antes, ele receberia, como aposentadoria, 25 vezes um salário mínimo, ou R$ 26 mil. "Ele vai contribuir R$ 1,6 mil para receber R$ 26 mil", disse Marinho.
O secretário foi questionado sobre alternativas para a taxação, que tem sido vista como polêmica. "O Congresso, normalmente, aperfeiçoa projetos do Executivo, temos um Congresso reformista, que questiona, debate, e normalmente melhora, é o papel do Parlamento", disse. "Mas ninguém reclama do projeto, e sim da fonte, e estamos abertos a discutir."
Após ser perguntado sobre se não seria mais adequado taxar os mais ricos, em vez de taxar os desempregados, Marinho afirmou que discussões como essa ocorrerão no âmbito da reforma tributária.
*Com Estadão Conteúdo
Eletrobras (ELET3) e União dão mais um passo em acordo ao assinar termo que limita poder de voto dos acionistas a 10%
O entendimento ainda será submetido à assembleia geral de acionistas, a ser convocada pela companhia, e à homologação pelo Supremo Tribunal Federal
Rodolfo Amstalden: Para um período de transição, até que está durando bastante
Ainda que a maior parte de Wall Street continue sendo pró Trump, há um problema de ordem semântica no “período de transição”: seu falsacionismo não é nada trivial
Sem exceções: Ibovespa reage à guerra comercial de Trump em dia de dados de inflação no Brasil e nos EUA
Analistas projetam aceleração do IPCA no Brasil e desaceleração da inflação ao consumidor norte-americano em fevereiro
PGBL ou VGBL? Veja quanto dinheiro você ‘deixa na mesa’ ao escolher o tipo de plano de previdência errado
Investir em PGBL não é para todo mundo, mas para quem tem essa oportunidade, o aporte errado em VGBL pode custar caro; confira a simulação
Haddad solta o verbo: dólar, PIB, Gleisi, Trump e até Argentina — nada escapou ao ministro da Fazenda
Ele participou na noite de sexta-feira (7) do podcast Flow e comentou sobre diversos assuntos caros ao governo; o Seu Dinheiro separou os principais pontos para você
Janela de oportunidade na Eletrobras (ELET3): ação ainda não se valorizou e chance de dividendos é cada vez maior
Além da melhora de resultados, o fato de se tornar uma boa e frequente pagadora de proventos é mais um fator que deve ajudar os papéis a subir, agora que a disputa com o governo ficou para trás
Vai pingar na conta: pagamento do saldo retido do FGTS para quem aderiu ao saque-aniversário começa nesta quinta (6)
De acordo com o Ministério do Trabalho, serão liberados R$ 12 bilhões a 12,2 milhões de trabalhadores; saiba quem tem direito a receber
Sondado para a presidência, Tarcísio é candidato preferido dos paulistas para seguir governando São Paulo, mostra pesquisa
O levantamento da Genial/Quaest mostrou que 55% dos eleitores avaliam que Tarcísio de Freitas merece ser reeleito para o cargo de governador de São Paulo. A pesquisa também consultou cidadãos de outros sete estados
Para os tubarões do mercado, tamanho pode ser um problema: rebalanceamento automático leva fundos de pensão a perder bilhões, diz estudo
Segundo artigo da Duke Fuqua School of Business, esses grandes fundos perdem cerca de US$ 16 bilhões por ano porque outros investidores antecipam seu movimento de rebalanceamento de carteiras
Reforma ministerial de Lula: demissão de Nísia Trindade da Saúde abre espaço para posto-chave do governo na relação com o Congresso
O ministro da Secretaria das Relações Institucionais (SRI), Alexandre Padilha, vai assumir a pasta, que é cobiçada por ser a que mais executa emendas parlamentares
Informe de rendimentos do INSS para o IR 2025 já está disponível; veja como baixar
Documento serve como comprovação do recebimento de benefícios da Previdência Social em 2024
De onde não se espera nada: Ibovespa repercute balanços e entrevista de Haddad depois de surpresa com a Vale
Agenda vazia de indicadores obriga investidores a concentrarem foco em balanços e comentários do ministro da Fazenda
Nova reforma da previdência? Aposentadoria pública brasileira é uma das menos sustentáveis do mundo; veja ranking dos melhores sistemas
Apesar da necessidade de mais reformas, Previdência Social do Brasil tem a maior taxa de benefícios do mundo e alta cobertura da população, mostra levantamento da seguradora Allianz
6 em cada 10 reais dos brasileiros foi investido em renda fixa em 2024 — e 2025 deve repetir o mesmo feito, diz Anbima
Brasileiros investiram 12,6% mais no ano passado e a renda fixa é a ‘queridinha’ na hora de fazer a alocação, segundo dados da associação
Brasil não vive crise como a de 2016, mas precisa largar o ‘vício em gasto público’ se quiser que os juros caiam, diz Mansueto Almeida, do BTG
Comentários do economista-chefe do banco foram feitos durante evento promovido pelo BTG Pactual na manhã desta quarta-feira em São Paulo
Vai sobrar para o Zuckerberg? Lula bate na porta do dono da Meta e dá 72 horas para esclarecer dúvidas sobre mudança na política de conteúdo
O governo vê com muita preocupação o anúncio de que a Meta não fará mais controle de conteúdo
R$ 8,7 bilhões em dinheiro esquecido: governo já começou a incorporar recursos; veja como recuperar sua parte antes que seja tarde
Banco Central revela que 44,5 milhões de pessoas físicas ainda não reivindicaram o dinheiro esquecido
Ministério Público divulga novo edital para concurso com salário de até R$ 13,9 mil; veja como participar
O concurso do Ministério Público disponibiliza 152 vagas para profissionais com nível superior; inscrições abrem em 13 de janeiro
Pressão por emendas e expectativa de reforma: como Lula começará 2025? Presidente volta ao Palácio do Planalto na segunda (6)
O chefe do governo teve alta hospitalar em 15 de dezembro, mas ficou se recuperando em sua casa em São Paulo até o dia 19. De lá para cá, esteve entre o Alvorada e a Granja do Torto, de onde realizou reuniões.
Para colocar a casa em ordem, Gol (GOLL4) faz acordo de R$ 5,5 bilhões com governo para pagar multas e juros de dívidas com desconto
Mesmo com o acerto, a reestruturação financeira da companhia aérea por meio do procedimento de Chapter 11 permanece necessária