Antônio, João, Pedro e Guedes – os “santos” da Nova Previdência
Suspensão das novas regras sobre porte de armas de fogo e situação de atletas transgêneros são pautas sociais que disputam atenção com Previdência e julgamento de liminar sobre privatização no STF

O Congresso Nacional entra em recesso em 18 de julho. Você deve estar pensando que junho mal começou e até meados de julho tem muita água para rolar...E é verdade! Mas o tempo encolherá rapidamente se deputados e senadores decidirem interromper os trabalhos para celebrar os três “santos” que sacodem o Nordeste nas Festas Juninas. E não duvide que Santo Antônio, São João e São Pedro são capazes de inspirar tanta devoção e preocupação quanto o projeto de reforma da Previdência que está na reta final na Câmara dos Deputados.
A Previdência segue como prioridade a cada dia. Nos próximos, porém, questões sociais em destaque na pauta legislativa deverão aproximar os políticos de seus eleitores, inclusive, pela grande audiência que despertam nas redes sociais.
A suspensão das novas regras para porte e posse de armas de fogo, a situação de atletas transgêneros e a violência contra a mulher são alguns dos temas que estarão em debate. Contudo, a economia não ficará em segundo plano, com a perspectiva de elevada exposição de Paulo Guedes.
Amanhã, terça-feira, o ministro voltará à Câmara pela terceira vez em poucas semanas; provavelmente comparecerá, na quinta-feira, à homenagem de economistas ao professor Affonso Celso Pastore, em seminário a ser promovido pelo Centro de Debate de Políticas Públicas (CDPP), da Fundação Getulio Vargas, no Rio de Janeiro; e, no fim de semana, deverá representar o Brasil na reunião do G-20 que será realizada no Japão.
Paulo Guedes participa de audiência da Comissão de Finanças e Tributação da Câmara, onde parlamentares querem discutir mais do que a reforma da Previdência, conforme manifestaram logo após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, negativo em 0,2%. O debate em torno das perspectivas do governo para o país deve passar pela liberação de recursos do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS), confirmada por Guedes na quinta-feira passada.
FGTS na mão com Previdência aprovada
A liberação de contas inativas do FGTS pelo governo Temer, em 2016, da ordem de R$ 44 bilhões, beneficiou 26 milhões de trabalhadores e foi apontada como contribuição de 0,7 ponto percentual da variação do PIB de 1,1% observado em 2017.
Leia Também
O ministro já alertou, porém, que a liberação dos recursos deve ocorrer após a aprovação da reforma da Previdência. Não antes disso. Se cobrado sobre incentivo ao crescimento, o ministro da Economia certamente vai lembrar – como já vem fazendo – de que sem a reforma das aposentadorias não haverá crescimento.
As próximas manifestações de Paulo Guedes poderão impor um ritmo mais acelerado na elaboração e na conclusão do parecer sobre a Previdência que está nas mãos do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), relator do projeto na comissão especial da Câmara.
O deputado deverá entregar o documento no máximo até 15 de junho. Mas ele mesmo já se disse empenhado em antecipar esse prazo.
Quinta-feira foi o último dia de apresentação de emendas à proposta da reforma. Foram encaminhadas 277 emendas, sendo que mais da metade apenas na quinta.
Crise de identidade
Dois partidos – PDT e PL – apresentaram emendas substitutivas globais, o que significa apresentar um novo texto ao proposto pelo governo.
O PL informou sua decisão na semana passada e obteve a adesão de parlamentares de outros partidos e a discussão promete esquentar, inclusive, porque não está em jogo apenas o destino da Previdência Social no Brasil, mas projetos de poder.
O PL faz parte de um Centrão em crise de identidade.
Um bloco de partidos que se cansaram de ser Centrão – costumeiramente apontado e criticado como um grupo que supostamente fomenta negociação de decisões no Congresso –, mas que (é inegável) vale o quanto pesa nas votações com seu elenco de 230 deputados mais os comandos da Câmara e do Senado.
A sinalização dada pelo próprio relator da reforma, deputado Samuel Moreira, é de que vinda de parlamentares é de que um esforço será feito no sentido de viabilizar o cronograma de votação da Previdência traçado por Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara. Feita a votação e aprovado o texo, a reforma deverá passar pelo crivo do Senado de Davi Alcolumbre (DEM-AP).
Na quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal (STF) dará sua contribuição para manter a economia em destaque com a retomada do julgamento da liminar que condiciona privatizações à chancela do Congresso Nacional e atinge diretamente a venda de refinarias pela Petrobras e a decisão que suspendeu a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) também pela Petrobras.
Enquanto as decisões amadurecem, a economia segue em marcha lentíssima e há uma massa de recursos “queimando” nos bancos, longe da promoção de investimentos físicos.
Nos primeiros quatro meses deste ano, a maioria dos itens que compõem os meios de pagamento ampliado no Brasil encolheu. Os depósitos à vista caíram quase 10% para R$ 173,5 bilhões ao final de abril; os depósitos em poupança tiveram queda discreta de 0,5% para R$ 796,5 bilhões; os depósitos a prazo recuaram 1,7% para R$ 994,2 bilhões. Cresceu levemente, 0,4%, para R$ 3,286 trilhões, o patrimônio consolidado dos fundos de investimentos; a compra definitiva de títulos públicos federais por empresas avançou 10%, para R$ 476,7 bilhões; as “operações compromissadas” de empresas com lastro em títulos do Tesouro saltaram 20%, para R$ 148,5 bilhões, mas as “compromissadas” de empresas com lastro em títulos privados despencaram 22%, para R$ 60,7 bilhões.
Comissão confirma votação do Orçamento na próxima semana depois de suposto adiamento; entenda o que causou a confusão
Congresso vem sendo criticado pela demora na votação; normalmente, o orçamento de um ano é votado até dezembro do ano anterior
Sem exceções: Ibovespa reage à guerra comercial de Trump em dia de dados de inflação no Brasil e nos EUA
Analistas projetam aceleração do IPCA no Brasil e desaceleração da inflação ao consumidor norte-americano em fevereiro
PGBL ou VGBL? Veja quanto dinheiro você ‘deixa na mesa’ ao escolher o tipo de plano de previdência errado
Investir em PGBL não é para todo mundo, mas para quem tem essa oportunidade, o aporte errado em VGBL pode custar caro; confira a simulação
Para os tubarões do mercado, tamanho pode ser um problema: rebalanceamento automático leva fundos de pensão a perder bilhões, diz estudo
Segundo artigo da Duke Fuqua School of Business, esses grandes fundos perdem cerca de US$ 16 bilhões por ano porque outros investidores antecipam seu movimento de rebalanceamento de carteiras
Informe de rendimentos do INSS para o IR 2025 já está disponível; veja como baixar
Documento serve como comprovação do recebimento de benefícios da Previdência Social em 2024
De onde não se espera nada: Ibovespa repercute balanços e entrevista de Haddad depois de surpresa com a Vale
Agenda vazia de indicadores obriga investidores a concentrarem foco em balanços e comentários do ministro da Fazenda
Nova reforma da previdência? Aposentadoria pública brasileira é uma das menos sustentáveis do mundo; veja ranking dos melhores sistemas
Apesar da necessidade de mais reformas, Previdência Social do Brasil tem a maior taxa de benefícios do mundo e alta cobertura da população, mostra levantamento da seguradora Allianz
6 em cada 10 reais dos brasileiros foi investido em renda fixa em 2024 — e 2025 deve repetir o mesmo feito, diz Anbima
Brasileiros investiram 12,6% mais no ano passado e a renda fixa é a ‘queridinha’ na hora de fazer a alocação, segundo dados da associação
Haddad apresenta nova estimativa de corte de gastos em meio a negociações para aprovar Orçamento de 2025
Nova estimativa da Junta de Execução Orçamentária agora prevê economia de R$ 34 bilhões em 2025, segundo Fernando Haddad
O polêmico veto de Lula: como a possível taxação dos fundos imobiliários pode impactar o investimento em FIIs
Em relatório, o BB Investimentos lista as possíveis consequências do dispositivo que obrigaria os FIIs a pagarem impostos de consumo; advogado critica aumento da complexidade tributária
Imposto sobre consumo: Lula sanciona regulamentação da reforma tributária, mas alguns pontos da proposta foram vetados
O texto teve votação concluída pelo Congresso Nacional no fim do ano passado e marca um momento histórico na reestruturação do sistema de impostos do país, discutida há três décadas
Bitcoin (BTC) volta aos US$ 100 mil em 2025: confiança dos investidores cresce, enquanto futuro da criptomoeda está nas mãos de Donald Trump
Ainda longe de seu recorde histórico, o bitcoin mostra sinais de recuperação, após duas semanas conturbadas provocadas pela última reunião do Fed
Ministro Flávio Dino libera parte dos R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares bloqueadas
Em nova decisão, ministro Flávio Dino liberou pagamento de recursos empenhados até 23 de dezembro, data em que havia suspendido a liberação das emendas
Você tem até o dia 30 de dezembro para reduzir seu imposto de renda ou aumentar sua restituição em 2025; veja como
Está terminando o prazo para contribuir para um PGBL e abater os aportes já na declaração de imposto de renda 2025
Pacote fiscal: o último apelo de Lula para Haddad sobre os cortes de gastos
O presidente recebeu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em sua residência nesta segunda-feira (16) para tratar das medidas fiscais
Os juros vão subir ainda mais? Quando a âncora fiscal falha, a âncora monetária precisa ser acionada com mais força
Falta de avanços na agenda fiscal faz aumentar a chance de uma elevação ainda maior dos juros na última reunião do Copom em 2024
Previdência privada: vale a pena mesmo ou é cilada? E é uma boa investir no fim do ano?
Décimo terceiro salário, confraternizações, presentes e talvez até uma viagem. Mas para além das festividades, o fim do ano também é marcado pelas tradicionais ofertas de planos de previdência privada por parte das instituições financeiras. Mas investir em previdência é mesmo uma boa? Por muito tempo esses produtos, voltados para a poupança de longo prazo […]
Voltado para a aposentadoria, Tesouro RendA+ chega a cair 30% em 2024; investidor deve fazer algo a respeito?
Quem comprou esses títulos públicos no Tesouro Direto pode até estar pensando no longo prazo, mas deve estar incomodado com o desempenho vermelho da carteira
Tudo que você precisa saber — e o que está em jogo — sobre PEC que quer acabar com a escala 6×1
O movimento começou com o então tiktoker Rick Azevedo, em um post de desabafo nas redes sociais e ganhou força durante o fim de semana
Lula fala em aceitar cortes nos investimentos, critica mercado e exige que Congresso reduza emendas para ajuda fazer ajuste fiscal
O presidente ainda criticou o que chamou de “hipocrisia especulativa” do mercado, que tem o aval da imprensa brasileira