🔴 RETORNOS REAIS DE ATÉ 8,67% AO ANO, ISENTO DE IR – CONHEÇA A RENDA FIXA ‘TURBINADA’

Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Mantenha o foco

Esqueça o PIB, continue acompanhando a reforma da Previdência

O fator determinante para nossos investimentos é o que vai acontecer aqui em Brasília envolvendo o andamento da agenda de reformas. PIB de 2019 já está sendo revisado para baixo

Eduardo Campos
Eduardo Campos
28 de fevereiro de 2019
10:35 - atualizado às 13:56
Imagem: Shutterstock

Quando comentamos o Produto Interno Bruto (PIB) do terceiro trimestre dissemos que o resultado tinha pouca importância para os investimentos em renda fixa ou renda variável. A avaliação segue a mesma para o resultado de 2018, mesmo ele sendo decepcionante.

O PIB “passado” tem pouca relevância na formação de preço dos ativos, pois o mercado antecipa o resultado final com grande acurácia por meio das divulgações dos demais indicadores de atividade, como vendas no varejo, produção industrial, arrecadação de impostos e o Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br).

O que era e ainda é determinante para nosso dinheiro é o que vai acontecer aqui em Brasília envolvendo o andamento da agenda de reformas, notadamente a reforma da Previdência.

Toda a formação de expectativas está colocando na conta que o governo Jair Bolsonaro vai conseguir aprovar a reforma, dando sustentabilidade às contas públicas.

Cenário que seria propício para um “bull market” histórico no preço dos ativos brasileiros, com retomada de investimentos domésticos e externos e transformação da melhora da confiança já vista em PIB efetivo.

O contrário também é válido. A não reforma seria desastrosa para o país, com a forte reversão de expectativas batendo primeiro no mercado e depois se espalhando de forma consistente para o lado real da economia, que como o PIB e, notadamente, a taxa de desemprego, mostram, está em ritmo de recuperação bastante gradual.

Leia Também

O PIB e o BC

O crescimento de 1,1% em 2017 e 2018 deve promover uma intensificação nos debates em torno do espaço para novas redução da taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 6,5% ao ano.

Estamos participando desse debate desde o fim do ano passado e voltando ao tema agora em fevereiro. Basicamente, para parte do mercado e da academia, essa falta de reação consistente da atividade aliada à inflação comportada e projeções em linha com as metas mostra que o BC já poderia estar praticando juros ainda menores. Em termos acadêmicos, a política monetária poderia estar mais estimulativa, com juro real, que está na casa dos 2,3%, ainda menor.

O BC responde a essas críticas falando que o estímulo monetário está adequado e que o crescimento depende da redução das incertezas, que depende das reformas. O BC acompanha tanto o cenário externo com o andamento da agenda de reformas, que é essencial para manutenção da inflação e das expectativas ancoradas.

Ilan Goldfajn vem insistindo na “cautela, serenidade e perseverança” na condução da política monetária e seu sucessor, que tomou posse hoje de manhã, Roberto Campos Neto, acenou que vai seguir na mesma linha.

Por ora, o que se pode dizer é que se a Selic não cai, também não deve subir dos atuais 6,5%, até que esteja mais clara qual reforma da Previdência vai sobreviver às negociações políticas que ocorrem no Congresso. O que não deixa de ser boa notícia para os ativos de risco.

Cenário binário e revisões para baixo

De acordo com o gestor de fundos da SRM, Vicente Matheus Zuffo, o dado que surpreendeu na divulgação do PIB foi a revisão do crescimento do terceiro trimestre de 0,8% para 0,5%, o que fez com que o resultado do ano ficasse no 1,1%.

Segundo o especialista, isso terá impacto no chamado carrego estatístico de 2018 para 2019. O crescimento “contratado” deste ano será um pouco menor. Com isso, vamos observar um movimento de revisões nas projeções de crescimento do ano.

As projeções médias estavam oscilando ao redor dos 2,5%, e já começam a cair para algo mais próximo dos 2%.

Falando de perspectivas, Zuffo afirma que a visão da SRM é binária, pois tudo depende das reformas. Se a aprovação da reforma da Previdência ocorrer dentro de um quadro de razoável economia fiscal, que sinalize estabilidade e posterior redução da dívida, poderemos ver um crescimento um pouco melhor no fim de 2019.

“Se tiver frustração ou reforma muito aguada é possível que a economia continue patinando”, avalia.

O desempenho da economia segue muito abaixo do potencial. Segundo Zuffo, só para recompor o que foi perdido em 2015 e 2016, o PIB poderia estar crescendo 2,5% a 3% todo ano.

Ainda sobre as reformas, a aprovação não precisa ser rápida, o que precisa acontecer o quanto antes é que tipo de reforma será aprovada para tirar o mercado e os empresários do “modo de espera”.

De acordo com o gestor, esse fraco desempenho da economia reforça a opinião de quem defende um corte da Selic no curto prazo. Mas a SRM não avalia esse corte como necessário.

No lado dos preços, há um choque de alimentos que deve se manifestar na inflação de fevereiro. Não deve ser nada preocupante, diz Zuffo, mas deve ser suficiente para tirar essa pressão de parte do mercado por corte de juros.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com a cabeça: Ibovespa tenta recuperação enquanto investidores repercutem ata do Copom

25 de março de 2025 - 8:13

Ibovespa caiu 0,77% na segunda-feira, mas acumula alta de quase 7% no que vai de março diante das perspectivas para os juros

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Inocentes ou culpados? Governo gasta e Banco Central corre atrás enquanto o mercado olha para o (fim da alta dos juros e trade eleitoral no) horizonte

25 de março de 2025 - 6:39

Iminência do fim do ciclo de alta dos juros e fluxo global favorecem, posicionamento técnico ajuda, mas ruídos fiscais e políticos impõem teto a qualquer eventual rali

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Dedo no gatilho

24 de março de 2025 - 20:00

Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano

24 de março de 2025 - 8:05

Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias

ANOTE NO CALENDÁRIO

Agenda econômica: Ata do Copom, IPCA-15 e PIB nos EUA e Reino Unido dividem espaço com reta final da temporada de balanços no Brasil

24 de março de 2025 - 7:03

Semana pós-Super Quarta mantém investidores em alerta com indicadores-chave, como a Reunião do CMN, o Relatório Trimestral de Inflação do BC e o IGP-M de março

MACRO EM FOCO

Juros nas alturas têm data para acabar, prevê economista-chefe do BMG. O que esperar do fim do ciclo de alta da Selic?

23 de março de 2025 - 12:01

Para Flávio Serrano, o Banco Central deve absorver informações que gerarão confiança em relação à desaceleração da atividade, que deve resultar em um arrefecimento da inflação nos próximos meses

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços

21 de março de 2025 - 8:21

Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção

SEXTOU COM O RUY

Deixou no chinelo: Selic está perto de 15%, mas essa carteira já rendeu mais em três meses

21 de março de 2025 - 5:42

Isso não quer dizer que você deveria vender todos os seus títulos de renda fixa para comprar bolsa neste momento, não se trata de tudo ou nada — é até saudável que você tenha as duas classes na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: As expectativas de conflação estão desancoradas

19 de março de 2025 - 20:00

A principal dificuldade epistemológica de se tentar adiantar os próximos passos do mercado financeiro não se limita à já (quase impossível) tarefa de adivinhar o que está por vir

E DEVE CONTINUAR

Renda fixa mais rentável: com Selic a 14,25%, veja quanto rendem R$ 100 mil na poupança, em Tesouro Selic, CDB e LCI

19 de março de 2025 - 19:51

Conforme já sinalizado, Copom aumentou a taxa básica em mais 1,00 ponto percentual nesta quarta (19), elevando ainda mais o retorno das aplicações pós-fixadas

CICLO CHEGANDO AO FIM?

Copom não surpreende, eleva a Selic para 14,25% e sinaliza mais um aumento em maio 

19 de março de 2025 - 19:35

Decisão foi unânime e elevou os juros para o maior patamar em nove anos. Em comunicado duro, o comitê não sinalizou a trajetória da taxa para os próximos meses

SEU MENTOR DE INVESTIMENTOS

O que o meu primeiro bull market da bolsa ensina sobre a alta das ações hoje

19 de março de 2025 - 10:30

Nada me impactou tanto como a alta do mercado de ações entre 1968 e 1971. Bolsas de Valores seguem regras próprias, e é preciso entendê-las bem para se tirar proveito

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

De volta à Terra: Ibovespa tenta manter boa sequência na Super Quarta dos bancos centrais

19 de março de 2025 - 8:35

Em momentos diferentes, Copom e Fed decidem hoje os rumos das taxas de juros no Brasil e nos Estados Unidos

SEM BOLA DE CRISTAL, MAS COM SINAIS

A decisão é o que menos importa: o que está em jogo na Super Quarta com as reuniões do Copom e do Fed sobre os juros

19 de março de 2025 - 6:07

O Banco Central brasileiro contratou para hoje um novo aumento de 1 ponto para a Selic, o que colocará a taxa em 14,25% ao ano. Nos EUA, o caminho é da manutenção na faixa entre 4,25% e 4,50% — são os sinais que virão com essas decisões que indicarão o futuro da política monetária tanto aqui como lá

TOUROS E URSOS #215

Até onde vai a alta da Selic — e como investir nesse cenário? Analista vê juros de até 15,5% e faz recomendações de investimentos

18 de março de 2025 - 13:51

No episódio da semana do Touros e Ursos, Lais Costa, da Empiricus Research, fala sobre o que esperar da política monetária no Brasil e nos Estados Unidos, após a Super Quarta

SD Select

Super Quarta no radar: saiba o que esperar das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e como investir

18 de março de 2025 - 10:00

Na quarta-feira (19), os bancos centrais do Brasil e dos EUA devem anunciar suas decisões de juros; veja o que fazer com seus investimentos, segundo especialistas do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Não é um pássaro (nem um avião): Ibovespa tenta manter bom momento enquanto investidores se preparam para a Super Quarta

18 de março de 2025 - 8:16

Investidores tentam antecipar os próximos passos dos bancos centrais enquanto Lula assina projeto sobre isenção de imposto de renda

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Mais uma Super Quarta vem aí: dois Bancos Centrais com níveis de juros, caminhos e problemas diferentes pela frente

18 de março de 2025 - 6:28

Desaceleração da atividade econômica já leva o mercado a tentar antecipar quando os juros começarão a cair no Brasil, mas essa não é necessariamente uma boa notícia

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Vale a pena investir em ações no Brasil?

17 de março de 2025 - 20:00

Dado que a renda variável carrega, ao menos a princípio, mais risco do que a renda fixa, para se justificar o investimento em ações, elas precisariam pagar mais nessa comparação

COM A PALAVRA, A XP

XP rebate acusações de esquema de pirâmide, venda massiva de COEs e rentabilidade dos fundos

17 de março de 2025 - 17:03

Após a repercussão no mercado, a própria XP decidiu tirar a limpo a história e esclarecer todas as dúvidas e temores dos investidores; veja o que disse a corretora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar