Natura, brMalls, Qualicorp, JBS e Via Varejo: os balanços que movimentam os mercados nesta quinta-feira
Resultados das companhias vieram mistos, com dados positivos e negativos para todos os lados. Confira cada um deles

A quinta-feira (14) na bolsa de valores promete ser agitada com os investidores digerindo o finalzinho da temporada de balanços do terceiro trimestre de 2019. No penúltimo dia de resultados, várias empresas apresentaram seus números, entre elas gigantes como a Natura.
Os resultados das companhias vieram mistos, com dados positivos e negativos para todos os lados. Separamos para você as principais métricas financeiras de cada empresa.
Natura
A compra da Avon acabou pesando no resultado trimestral da Natura, que fechou o trimestre com queda de 52% no lucro líquido (já considerando os efeitos na norma IFRS16), a R$ 63,8 milhões. Os analistas de mercado projetavam um lucro bem maior, de R$ 119 milhões, mas a empresa acabou lançando no balanço os R$ 36,5 milhões em despesas com custos não recorrentes para a aquisição da rede de cosméticos norte-americana, como pagamento de profissionais e de financiamentos.
Outros indicadores da Natura vieram positivos quando comparamos as projeções feitas pelos analistas. O Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) fechou o trimestre em R$ 548,3 milhões, alta de 37,4% ano a ano e acima dos R$ 432,8 milhões projetados. Na receita líquida, avanço de 7,2% ante o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 3,4 bilhões.
Vale ficar de olho no cronograma de incorporação das ações da Avon, também divulgados na noite de quarta-feira e que deve fazer preço nas ações da empresa. Segundo a Natura, o prazo limite para a incorporação será 19 de dezembro de 2019, caso ocorra o exercício do direito de retirada pelos acionistas dissidentes.
- Lucro líquido ajustado: R$ 63,8 milhões (↓52%)
- Ebitda: R$ 548,3 milhões (↑37,4%)
- Receita líquida: R$ 3,473 bilhões (↑7,2%)
brMalls
A administradora de shoppings centers fechou o terceiro trimestre voando e ostentando uma alta de 51,4% no lucro líquido ajustado, que fechou o período em R$ 186,8 milhões. O resultado foi impulsionado sobretudo a um volume maior de receitas vindas de aluguéis de lojas e cobranças de estacionamento. E por falar em receita, brMalls registrou receita líquida de R$ 328,9 milhões, alta de 5,2% na comparação com o mesmo período do ano passado. Fechando a sequência de números positivos, a empresa teve uma geração de caixa medida pelo Ebitda de R$ 211,7 milhões, número que representa uma alta de R$ 16,8% ano a ano.
Leia Também
- Lucro líquido ajustado: R$ 186,8 milhões (↑51,4%)
- Ebitda: R$ 211,7 milhões (↑16,8%)
- Receita líquida: R$ 328,9 milhões (↑5,2%)
Qualicorp
Outra empresa que veio bem no terceiro trimestre e divulgou balanços na quarta-feira foi a Qualicorp. Os principais números do balanço vieram em linha com as projeções de analistas de mercado, confirmando um período bastante positivo para a companhia. O lucro líquido somou R$ 119,1 milhões, alta de 9% na comparação com o terceiro trimestre de 2018 e praticamente em linha com as estimativas (R$ 125 milhões). Na geração de caixa via Ebitda, crescimento de 11,7%, alcançando R$ 271,5 milhões (acima dos R$ 264 milhões esperados pelo mercado). Já a receita líquida fechou o período em R$ 517,7 milhões, alta de 5,4%.
- Lucro líquido ajustado: R$ 119,1 milhões (↑9%)
- Ebitda: R$ 271,5 milhões (↑11,7%)
- Receita líquida: R$ 517,7 milhões (↑5,4%)
JBS
A JBS saiu de prejuízo para lucro líquido o terceiro trimestre, chegando a R$ 356,7 milhões, ante prejuízo de R$ 133,5 milhões no mesmo intervalo de 2018. A companhia apurou receita líquida de R$ 52,184 bilhões, 5,6% acima. O Ebitda alcançou R$ 5,9 bilhões, aumento de 33,6% sobre o terceiro trimestre do ano passado, com margem de 11,3%, ante 9%. A JBS encerrou setembro com um resultado financeiro líquido que corresponde a uma despesa líquida 95,7% maior do que no terceiro trimestre de 2018, para R$ 3,7 bilhões.
*Mais informações em instantes
- Lucro líquido: R$ 356,7 milhões (ante prejuízo de R$ 133,5 milhões)
- Ebitda: R$ 5,9 bilhões (↑33,6%)
Via Varejo
A Via Varejo registrou um prejuízo de R$ 383 milhões no terceiro trimestre, número mais de 4,5 vezes maior que a perda de R$ 83 milhões apurada no mesmo período de 2018. O Ebitda ficou negativo em R$ 176 milhões, ante resultado positivo de R$ 322 milhões de um ano antes. A receita líquida da Via Varejo no trimestre foi de R$ 6,608 bilhões, queda de 10,7% em um ano.
- Prejuízo: R$ 383 milhões (ante prejuízo de R$ 83 milhões)
- Ebitda: negativo em R$ 176 milhões (ante resultado positivo de R$ 322 milhões)
- Receita líquida: R$ 6,608 bilhões (↑18,4%%)
*Com Estadão Conteúdo
Agora vai, Natura (NTCO3)? Mercado não “compra” a nova reestruturação — mas ações tomam fôlego na B3
O mercado avalia que a Natura vivencia uma verdadeira perda, dada a saída de um executivo visto como essencial para a resolução da Avon. O que fazer com as ações NTCO3 agora?
Não fique aí esperando: Agenda fraca deixa Ibovespa a reboque do exterior e da temporada de balanços
Ibovespa interrompeu na quinta-feira uma sequência de seis pregões em alta; movimento é visto como correção
Natura (NTCO3): a proposta de incorporação que pode dar um pontapé para uma nova fase
Operação ainda precisa ser aprovada em assembleia e passar pelo aval da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
Não é um pássaro (nem um avião): Ibovespa tenta manter bom momento enquanto investidores se preparam para a Super Quarta
Investidores tentam antecipar os próximos passos dos bancos centrais enquanto Lula assina projeto sobre isenção de imposto de renda
JP Morgan rebaixa Natura (NTCO3) após tombo de 30% das ações; empresa lança programa de recompra
Para o banco, tendências operacionais mais fracas de curto prazo e níveis elevados de ruídos devem continuar a fazer preço sobre as ações NTCO3; saiba o que fazer com os papéis agora
O rugido do leão: Ibovespa se prepara para Super Semana dos bancos centrais e mais balanços
Além das decisões de juros, os investidores seguem repercutindo as medidas de estímulo ao consumo na China
Ibovespa tem melhor semana do ano e vai ao nível mais alto em 2025; Magazine Luiza (MGLU3) e Natura (NTCO3) destacam-se em extremos opostos
Boa parte da alta do Ibovespa na semana é atribuída à repercussão de medidas adotadas pela China para impulsionar o consumo interno
Natura (NTCO3) derrete 29% depois da divulgação do balanço do 4T24; por que o mercado ficou tão pessimista com a ação?
Resultados ‘poluídos’ pela reestruturação da Avon Internacional e Ebtida negativo fazem o papel da empresa de cosméticos sofrer na bolsa hoje
Quando você é o técnico: Ibovespa busca motivos para subir em dia decisão de juros do BCE
Além do BCE, os investidores seguem de olho nas consequências da guerra comercial de Donald Trump
Mesmo mesmo com fim da exclusividade, Natura (NTCO3) negocia a venda da Avon Internacional com a IG4
A companhia segue avaliando alternativas para a divisão fora da América Latina, que podem incluir uma possível venda, parceria ou spinoff
De onde não se espera nada: Ibovespa repercute balanços e entrevista de Haddad depois de surpresa com a Vale
Agenda vazia de indicadores obriga investidores a concentrarem foco em balanços e comentários do ministro da Fazenda
Natura (NTCO3) confirma negociação para vender operação da Avon para gestora especializada em empresas em dificuldades
Empresa de cosméticos brasileira tenta se desfazer da divisão internacional da Avon e diz que “alternativas estratégicas” estão sendo avaliadas
JP Morgan recomenda distância de Oncoclínicas (ONCO3), mas revela duas ações atraentes no setor de saúde
Os analistas não veem gatilhos de curto prazo para impulsionar a ONCO3 — mas destacam uma dupla de ações com lucros crescentes e preços atraentes na B3
Ultrapar (UGPA3) pretende investir até R$ 2,5 bilhões em 2025 – e a maior parte deve ir ‘lá para o posto Ipiranga’
Plano apresentado pela Ultrapar (UGPA3) prevê investimentos de até R$ 2,542 bilhões este ano, com 60% do valor destinados à expansão do grupo
O raio-x da Moody’s para quem investe em empresas brasileiras: quais devem sofrer o maior e o menor impacto dos juros altos
Aumento da Selic, inflação persistente e depreciação cambial devem pressionar a rentabilidade das companhias nacionais em diferentes graus, segundo a agência de classificação de risco
Em mais uma etapa da reestruturação financeira, Azul (AZUL4) aprova aumento de capital em até R$ 6,1 bilhões – mercado reage e ação cai
Conselho de administração da Azul aprova aumento de capital da companhia em até R$ 6,1 bilhões; ação fica entre maiores quedas do Ibovespa nesta manhã (5)
Um olho na estrada, outro no retrovisor: Ibovespa reage à ata do Copom enquanto se prepara para temporada de balanços
Investidores também repercutem a relatório de produção e vendas da Petrobras enquanto monitoram desdobramentos da guerra comercial de Trump
Goldman Sachs eleva Natura (NTCO3) para compra de olho no potencial de dividendos — mas empresa precisa se livrar de um risco antes
Banco destaca demanda relativamente defensiva e potencial da reestruturação interna, mas elenca riscos para o investidor ficar de olho — inclusive em relação à Avon
Natura (NTCO3), Assaí (ASAI3), BR Malls (BRML3) e mais 3 empresas distribuem mais de R$ 700 milhões em dividendos e JCP; confira valores e prazos
Os investidores das empresas Brisanet, Equatorial e Eucatex também receberão pagamentos de dividendos e JCP antes mesmo de estourar o champanhe
Querido Papai Noel: semana cheia conta com indicadores no exterior e local de olho em transição no BC, com Galípolo em foco
Além disso, na quinta-feira será divulgado o relatório trimestral de inflação do Banco Central após autarquia elevar a Selic para 12,25%