🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Estadão Conteúdo

em busca de retornos

Prazo mais longo de títulos de empresas exige cautela

Rentabilidade das debêntures em agosto ficou abaixo do CDI, referência de remuneração do mercado; gestores alertam para chance de mau negócio

Estadão Conteúdo
9 de setembro de 2019
8:17 - atualizado às 12:08
Imagem: Shutterstock

A remuneração de um produto financeiro, em geral, será maior quanto menor a liquidez: o investidor receberá mais dinheiro quanto maior o prazo de vencimento e mais difícil for o resgate da aplicação. As debêntures, no entanto, foram exceção a essa regra da renda fixa no último ano. O aumento da demanda pelos títulos de dívida privada permitiu que as empresas lançassem ofertas que pagam juros menores e vencem em prazo mais longos. Com isso, a chance de fazer um mau negócio aumentou, alertam gestores.

Sinal disso foi que a rentabilidade das debêntures em agosto ficou abaixo do CDI, referência de remuneração do mercado. É o primeiro mês em que isso acontece em quase dois anos. Segundo o Idex, índice da gestora JGP que mede o desempenho de debêntures indexadas ao CDI. A alta da referência em agosto foi de 0,50%, enquanto o preço da cesta de debêntures subiu 0,48%.

"A variação do índice perdeu para o DI, como às vezes acontece também com as ações na Bolsa. O mês passado foi de ajuste, mas o desempenho dele ainda está significativamente acima no ano, com retorno de 4,8% até agosto", diz Alexandre Muller, gestor de crédito da JGP.

Assim como acontece com os títulos públicos, os investimentos em debêntures sofrem o efeito da marcação a mercado: em caso de venda dos papéis antes do vencimento, as aplicações se valorizam quando os juros caem, e vice-versa. Essa oscilação, que é maior quanto mais longo for o prazo do título, explicou o resultado de agosto, diz Muller.

Como os juros pagos pelas empresas nessas operações vêm encolhendo e os vencimentos se alongando, destaca o gestor, o momento exige maior atenção para não tomar prejuízo com as debêntures. "O crescimento da demanda por crédito privado gerou uma compressão nos juros pagos, que agora estão em um nível muito baixo. E, se o vencimento é muito longo, é perigoso porque qualquer oscilação de taxa causa um impacto de preço gigante", diz. "Se o investidor não tomar cuidado, pode sofrer. Até os profissionais precisam ser cirúrgicos nas escolhas, porque o mercado está com condições de preço mais difíceis."

Cenário

Segundo o sócio da BTG Pactual Asset Managment, Eduardo Arraes, os novos prazos e taxas eram esperados com o cenário econômico dos últimos dois anos. "Com toda a melhoria de percepção de risco do Brasil, a redução dos juros pagos (nas debêntures) é um processo normal. Lá fora, nos Estados Unidos e Chile, por exemplo, as operações são de 30 anos. O errado é um mercado muito focado em três, quatro anos", diz Arraes, acrescentando que pesou sobre o resultado de agosto a aversão a risco com a guerra comercial entre EUA e China e as eleições na Argentina.

Leia Também

As debêntures da Taesa, controlada pela estatal Cemig e pela colombiana Isa, ilustram a nova realidade. Em julho do ano passado, uma das ofertas da transmissora de energia teve juros de 5,95% ao ano, acima da inflação, com vencimento em sete anos. Em nova emissão, há quatro meses, a taxa caiu para 5,5%, com prazo de 25 anos.

Diversificação

As debêntures são indicadas para quem quer buscar retornos maiores e diversificar a carteira de renda fixa. Com a queda da Selic, a taxa básica de juros, mais investidores vêm buscando essa opção, sobretudo as relacionadas ao setor de infraestrutura, que têm isenção do Imposto de Renda. Do início do ano até julho, foram emitidos R$ 96 bilhões em debêntures, o equivalente ao emitido em todo o ano de 2018.

"Os investidores preferiam ficar nos títulos públicos, porque ofereciam baixo risco a alta rentabilidade. Quando a taxa deles caiu, migraram em parte para o setor privado. É uma fonte de financiamento das empresas que querem fugir dos juros bancários, que são elevadíssimos", diz Ana Lúcia Pinto da Silva, professora de economia do Mackenzie. O investimento, contudo, é mais arriscado que outros títulos pois não tem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PESOU NO BOLSO

Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump

4 de abril de 2025 - 11:31

Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg

OLHO POR OLHO

China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta

4 de abril de 2025 - 9:32

O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell

4 de abril de 2025 - 8:16

Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem

UM DIA PARA ESQUECER

Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump

3 de abril de 2025 - 19:01

Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro

ENTREGAS DE AVIÕES

Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 12:31

A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

ACORDO ELETRIZANTE

Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos

1 de abril de 2025 - 14:35

Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%

MUDANÇAS NO CONSELHO

Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3

1 de abril de 2025 - 11:49

Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista

APÓS O ROMBO

Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária

1 de abril de 2025 - 9:51

Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa

DESTAQUES DA BOLSA

Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações

31 de março de 2025 - 16:35

O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024

NO BANCO DOS RESERVAS

Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan

31 de março de 2025 - 14:49

O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra

EM BUSCA DE PROTEÇÃO

Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março 

31 de março de 2025 - 11:37

A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%

GOVERNANÇA

Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3

31 de março de 2025 - 9:34

A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump

31 de março de 2025 - 8:18

O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”

RENDA FIXA NA VEIA

Conservador, sim; com retorno, também: como bater o CDI com uma carteira 100% conservadora, focada em LCIs, LCAs, CDBs e Tesouro Direto

31 de março de 2025 - 6:01

A carteira conservadora tem como foco a proteção patrimonial acima de tudo, porém, com os juros altos, é possível aliar um bom retorno à estratégia. Entenda como

BALANÇO DOS BALANÇOS

O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital

28 de março de 2025 - 16:02

O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online

MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar