🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

China, Petrobras e Previdência no radar dos mercados

PIB chinês cresce mais que o esperado no 1T19, mas não empolga mercados no exterior. Aqui, episódios políticos envolvendo Petrobras e Previdência ditam rumo dos negócios

Olivia Bulla
Olivia Bulla
17 de abril de 2019
5:36 - atualizado às 7:12
Proximidade do feriado da Páscoa em várias partes do mundo reduz liquidez

Pode acreditar, a China cresceu mais que o esperado no primeiro trimestre deste ano, em 6,4%, mantendo o ritmo de expansão observado ao final do ano passado. Mas os números - sempre vistos com desconfiança - não chegam a empolgar o mercado internacional. A agenda econômica está carregada hoje no exterior, enquanto aqui os episódios políticos envolvendo Petrobras e a reforma da Previdência continuam ditando o rumo dos negócios.

O mercado financeiro brasileiro deve respirar aliviado com a decisão do governo de não intervir na política de preços da petrolífera. Segundo o ministro Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro entendeu como ela funciona e não vai mais interferir nessa prática. Ainda assim, a ameaça de uma nova paralisação dos caminhoneiros persiste, até porque não há novidades sobre a tabela de frete, com um valor mínimo para o transporte de carga.

Segundo lideranças de caminhoneiros, o pacote anunciado ontem pelo governo foi visto como uma “cortina de fumaça”, incapaz de adiar uma possível greve em breve. Até porque as principais reivindicações da categoria - o tabelamento do frete e a redução do preço do diesel - não foram contempladas. Ainda segundo Guedes, a Petrobras é livre para definir o reajuste dos combustíveis. E o estopim pode vir, então, no próximo aumento.

É hoje?

Outro assunto que chama a atenção dos investidores é a discussão das novas regras para aposentadoria na comissão da Câmara. Após 12 horas de discussão ontem, a CCJ encerrou o debate sobre a reforma da Previdência e pode tentar votar hoje o parecer sobre a proposta do governo. Uma nova sessão foi marcada para as 10h de quarta-feira e os deputados querem iniciar a votação antes do feriado.

Mas a tarefa não deve ser fácil. Ainda mais, diante da desarticulação política do governo, que tem ficado cada vez mais evidente e começa a assustar. Enquanto a oposição usa todo o tempo a que tem direito para discursar, em uma tentativa de arrastar ao máximo a votação e obstruir a sessão, aliados do presidente, como PSL e Novo, tem tentado defender abertamente as propostas, impedindo que as deliberações sejam mais rápidas.

É preciso, portanto, economizar horas de debate, abrindo caminho para o andamento da reforma da Previdência na Câmara. Aos poucos, os governistas se dão conta disso, mas não se trata de uma garantia de que a votação irá se concretizar hoje. A oposição deve seguir obstruindo a pauta, tentando avançar o máximo possível para jogar o debate para depois da Páscoa, sendo que o feriado prolongado no Congresso começa amanhã.

Leia Também

No exterior, China conduz

O Produto Interno Bruto (PIB) chinês cresceu 6,4% nos três primeiros meses de 2019 em relação ao mesmo período de 2018, acima da previsão de +6,3%. O número repetiu a expansão registrada ao final do ano passado, na mesma base de comparação, mas, mesmo assim, é o ritmo mais lento de crescimento do país desde 2009.

Os números, porém, sugerem que os esforços de Pequim para reverter a desaceleração da segunda maior economia do mundo estão ganhando tração. Apenas em março, a produção industrial chinesa cresceu 8,5%, em base anual, enquanto as vendas no varejo avançaram 8,7% e os investimentos em ativos fixos acumulam alta de 6,3% no início deste ano.

Todos os indicadores vieram acima do esperado. As bolsas na Ásia, porém, não se animaram muito. Hong Kong fechou de lado, com um leve viés negativo, ao passo que Tóquio e Xangai tiveram ligeiros ganhos. Em Wall Street, os índices futuros em Nova York também exibem altas moderadas, deixando a abertura do pregão europeu na linha d’água.

As ações de mineradoras pesam na Europa, reagindo ao tombo nos preços do minério de ferro negociados na China. O petróleo, por sua vez, volta a subir forte, beneficiado pelo dólar mais fraco, que perde terreno para as moedas de países desenvolvidos. Nos bônus, o juro projeto pelo título norte-americano de 10 anos (T-note) está na máxima em um mês.

Dia de agenda cheia

A agenda econômica desta quarta-feira está carregada de indicadores, porém sem grandes destaques. No exterior, as atenções se voltam para a leitura final do índice de preços ao consumidor (CPI) na zona do euro em março, logo cedo, e também para o Livro Bege do Federal Reserve, à tarde (15h).

Além disso, o calendário externo traz também dados de atividade no Japão, índices de preços no Reino Unido e sobre as contas externas na região da moeda única. Nos EUA, destaque ainda para a balança comercial (9h30) e os estoques no atacado (11h), ambos referentes ao mês de fevereiro, além dos estoques semanais de petróleo (11h30).

Já no Brasil, a agenda econômica perde força e traz apenas a prévia do IGP-M deste mês (8h) e os números parciais sobre a entrada e saída de dólares do país até a sexta-feira passada (12h30). O levantamento será importante para aferir a reação do investidor estrangeiro à decisão do governo de suspender o reajuste do diesel pela Petrobras.

Na última sexta-feira, dia em que as ações da petrolífera registraram forte queda, reagindo à postura intervencionista do presidente Jair Bolsonaro, os “gringos” retiraram mais de R$ 2 bilhões da renda variável nacional. Foi a segunda maior saída diária de capital externo na Bolsa em 2019.

Eventos como o envolvendo a Petrobras e o atraso da reforma da Previdência na Câmara elevam a tensão no mercado doméstico, adiando o retorno maciço dos recursos externos. Afinal, o “gringo” ainda não voltou ao Brasil por causa do ceticismo com a gestão Bolsonaro e da desconfiança com a Previdência, dada a frustração no governo Temer. A conferir.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar

4 de abril de 2025 - 12:25

Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano

PESOU NO BOLSO

Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump

4 de abril de 2025 - 11:31

Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg

OLHO POR OLHO

China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta

4 de abril de 2025 - 9:32

O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell

4 de abril de 2025 - 8:16

Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem

SEXTOU COM O RUY

Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa

4 de abril de 2025 - 6:03

O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso

MODO DEFESA

Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos

3 de abril de 2025 - 19:14

A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco

UM DIA PARA ESQUECER

Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump

3 de abril de 2025 - 19:01

Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro

NO OLHO DO FURACÃO

Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora

3 de abril de 2025 - 15:05

Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados

DÓLAR HOJE

Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte

3 de abril de 2025 - 13:13

A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação

ENTREGAS DE AVIÕES

Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 12:31

A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%

3 de abril de 2025 - 10:50

O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

QUEM ENTRA E QUEM SAI

Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3

1 de abril de 2025 - 14:47

A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares

ACORDO ELETRIZANTE

Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos

1 de abril de 2025 - 14:35

Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar