A conta do imposto: lucro dos bancos pode cair 7% com aumento da CSLL, diz Goldman Sachs
No total, a estimativa dos analistas para o resultado combinado dos quatro bancões em 2020 cairia de R$ 88,8 bilhões para R$ 82,3 bilhões com o imposto maior previsto no relatório da reforma da Previdência

O aumento da tributação dos bancos para compensar as concessões feitas no projeto da reforma da Previdência pode reduzir em 7% o lucro de Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander Brasil. As contas são do banco americano Goldman Sachs.
Não por acaso, as ações do setor caíram em bloco ontem após o anúncio feito pelo deputado Samuel Moreira, relator da reforma na comissão especial da Câmara.
Pela proposta, a alíquota da Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) para o bancos subirá dos atuais 15% para 20% – percentual que vigorou entre 2015 e 2018. A expectativa do relator é de uma arrecadação de R$ 50 bilhões em dez anos.
Nas projeções dos analistas do Goldman Sachs, o Itaú e o Santander sofreriam o maior impacto da tributação maior, com uma queda de 7,5% no lucro esperado para 2020.
Para o Bradesco, a queda no resultado projetado do ano que vem seria de 7,1% e no Banco do Brasil, de 6,9%. No total, a estimativa dos analistas para o resultado combinado dos quatro bancões em 2020 cairia de R$ 88,8 bilhões para R$ 82,3 bilhões com o imposto maior.
"Além disso, estamos preocupados com os potenciais efeitos que os impostos mais altos poderiam ter sobre os custos dos empréstimos", escreveram os analistas, em relatório a clientes.
Leia Também
Isso porque os bancos provavelmente tentarão repassar a alta da tributação para os juros nas linhas de crédito, o que levaria a uma alta nas taxas. Para o Goldman, esse movimento pode diminuir o avanço dos financiamentos e piorar a qualidade dos ativos dos bancos.
Os analistas têm recomendação de venda para as ações do Itaú e do Bradesco e neutra para Banco do Brasil e Santander.
Lucro maior no primeiro ano
Apesar do impacto negativo, no primeiro ano a tributação maior deve levar a uma melhora nos resultados de Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander, segundo os analistas.
Pode parecer um contrasenso, mas o aumento da alíquota traz um efeito contábil positivo nos ativos fiscais diferidos dos bancos. Mas nos anos seguintes os resultados seriam afetados pela alíquota efetiva de imposto maior, ainda de acordo com o Goldman Sachs.
A queda nas ações dos bancos continua no pregão de hoje. Por volta das 11h, as ações do Itaú (ITUB4) recuavam 0,59%, as do Bradesco (BBDC4) caíam 0,69%. Banco do Brasil (BBAS3) e Santander (SANB11) eram negociadas em baixa de 0,25% e 0,18%, respectivamente. Confira também nossa cobertura completa de mercados.
Pix parcelado já tem data marcada: Banco Central deve disponibilizar atualização em setembro e mecanismo de devolução em outubro
Banco Central planeja lançar o Pix parcelado, aprimorar o Mecanismo Especial de Devolução e expandir o pagamento por aproximação ainda em 2025; em 2026, chega o Pix garantido
Lula reclama e Milei “canta Queen”: as reações de Brasil e Argentina às tarifas de Trump
Os dois países foram alvo da alíquota mínima de 10% para as exportações aos EUA, mas as reações dos presidentes foram completamente diferentes; veja o que cada deles um disse
Luis Stuhlberger: ‘Brasil saiu muito beneficiado’ após tarifas de Trump; dos ativos globais, bitcoin e ouro saem ganhando, e uma moeda se destaca
Em evento da Icatu Seguros, o gestor do fundo Verde analisou o impacto das tarifas recíprocas anunciadas ontem nos mercados globais e apontou ganhadores e perdedores
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais
Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara
Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
As tarifas de Trump: entenda os principais pontos do anúncio de hoje nos EUA e os impactos para o Brasil
O presidente norte-americano finalmente apresentou o plano tarifário e o Seu Dinheiro reuniu tudo o que você precisa saber sobre esse anúncio tão aguardado pelo mercado e pelos governos; confira
Três museus brasileiros estão entre os 100 mais visitados em 2024, mas nenhum deles é o MASP
Pesquisa feita pelo jornal especializado The Art Newspaper mostra que 2024 parece ter sido a volta aos níveis “normais” de visitações para muitos museus
Não haverá ‘bala de prata’ — Galípolo destaca desafios nos canais de transmissão da política monetária
Na cerimônia de comemoração dos 60 anos do Banco Central, Gabriel Galípolo destacou a força da instituição, a necessidade de aprimorar os canais de transmissão da política monetária e a importância de se conectar com um público mais amplo
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
O Brasil pode ser atingido pelas tarifas de Trump? Veja os riscos que o País corre após o Dia da Libertação dos EUA
O presidente norte-americano deve anunciar nesta quarta-feira (2) as taxas contra parceiros comerciais; entenda os riscos que o Brasil corre com o tarifaço do republicano
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Lucro do Banco Master, alvo de compra do BRB, dobra e passa de R$ 1 bilhão em 2024
O banco de Daniel Vorcaro divulgou os resultados após o término do prazo oficial para a apresentação de balanços e em meio a um negócio polêmico com o BRB
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas