Como um foguete… Ibovespa renova máxima histórica e dólar fecha no menor patamar desde abril
Sexta-feira fechou com otimismo na bolsa de valores, na expectativa de que os BCs voltem a estimular suas economias. DIs terminaram o pregão em mais um dia de queda

O pregão desta sexta-feira (21) terminou no embalo das altas registradas pelas bolsas estrangeiras durante o feriado de Corpus Christi e fechou na máxima histórica. Acompanhando o movimento visto na última quarta-feira (19), o Ibovespa fechou o dia com alta de 1,70%, aos 102.012 pontos.
Lá fora, o comportamento positivo das American Deposiray Receipts (ADRs) brasileiras no pregão de ontem já sinalizavam para um no principal índice da B3.
Seguindo a tendência do exterior, o dólar chamou a atenção. Iniciou a sexta-feira em baixa de 0,41%, ao longo da manhã acentuou a queda, chegando a ir abaixo dos R$ 3,82, e terminou o dia no menor patamar desde abril deste ano, cotado em R$ 3,82, uma queda de 0,62%.
O câmbio acompanha as expectativas para a atuação dos Bancos Centrais ao redor do mundo, estimulando as economias. O resultado do PMI dos Estados Unidos em junho, mais fraco do que o esperado, reforçou a expectativa de que o Federal Reserve cortará os juros norte-americanos já no mês de julho.
Não por acaso a moeda norte-americana perdia valor diante das principais divisas internacionais, e o índice DXY registra queda de 0,43%, a 96,217 pontos.
Juros contrariam
Apesar do tom menos incisivo do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a possibilidade de um corte da taxa Selic já na reunião de julho, os juros operam em queda firme nesta sexta-feira.
Leia Também
A expectativa dos investidores era de que a diretoria do Banco Central sinalizasse de forma mais enfática a sua disposição em cortar as taxas de juros no curto prazo. O comunicado da quarta-feira, no entanto, mostraram um BC ainda reticente, embora cada vez mais declinado à "tesourada".
Os contratos de DI para janeiro de 2020 fecharam o dia em 5,98%, ante 6,08% do pregão anterior. Já os juros futuros com vencimento em janeiro de 2021 também recuaram para 5,85%, ante os 6,02% de ontem.
De carona no petróleo
Um dos destaques de alta logo na abertura do pregão são as ações da Petrobras, tanto as ordinárias (PETR3) como as preferenciais (PETR4). Os papéis surfam na alta do petróleo após as notícias de que o Irã abateu um drone dos Estados Unidos. Em Nova York, o barril do WTI fechou o dia com alta de 0,63% a US$ 57,43.
Ações ON da Petro subiam e terminaram o pregão com valorização de 3,08%, negociadas a R$ 31,79. Já as PN fecharam o dia com alta de 2,76%, a R$ 28,28.
De carona no minério
Já a Vale (VALE3) começou o dia surfando na onda de valorização do minério de ferro, que fechou a quinta-feira em alta de 2,78%, cotado a US$ 117,25 a tonelada. O produto também refletiu as tensões políticas envolvendo o Irã e os Estados Unidos. Mas os papéis da mineradora perderam força ao longo da manhã e ficaram no segundo lugar das ações mais negociadas do dia. Os papéis da companhia terminaram o pregão com ganhos de 0,27%, a R$ 52,44.
E na dianteira: B3
Quem liderava as altas do Ibovespa era a própria bolsa, B3. Seguindo a tendência dos últimos dias, a procura pelos papéis aumentou por conta da perspectiva de queda de juros e do aumento de investidores por produtos que ofereçam rendimentos melhores, o que pode elevar margens e receita da empresa.
Hoje, B3 ON (B3SA3) subiu 6,31%, e fechou cotada em R$ 39,75. No acumulado do ano, as ações da companhia acumulam alta de 49% e apenas em junho, os papéis tiveram valorização de 8,70%.
Outra que saiu na frente foi a JBS. Os investidores gostaram de saber que a empresa fará uma amortização de US$ 700 milhões em dívidas com bancos. O movimento é visto como um claro sinal de que os diretores da JBS buscam ampliar esforços para reduzir o endividamento da empresa.
Papéis ordinários da JBS operavam em alta de 3,86%, a R$ 22,07.
Sorriso amarelo
Na ponta de baixo do Ibovespa estava a Azul, as aéreas foram impactadas negativamente pela alta do petróleo no exterior, fator que pode diminuir suas margens de lucro através de combustíveis mais caros. Azul PN (AZUL4) terminou o dia também em queda de 2,51%, a R$ 44,26, na liderança das maiores baixas.
Já Smiles (SMLS3), mais uma vez apanhou no pregão. Isso porque os acionistas digerem um comunicado divulgado ao mercado pela Gol (GOLL4) em que a companhia anuncia um reajuste extraordinário nos preços do contrato firmado com o programa de milhagem para a compra de passagens.
Na prática, a notícia significa que os clientes do Smiles terão de usar mais pontos para trocar por passagens aéreas da Gol.
Ações ordinárias da Smiles recuaram e fecharam em queda de 3,15%, a R$ 42,80, enquanto as preferenciais da Gol perdiam e terminaram o dia com desvalorização de 0,62,% a R$ 32,20.
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa
Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário
O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio
Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam
Itaú BBA revela as ações com baixa volatilidade que superam o retorno do Ibovespa — e indica seis papéis favoritos
O levantamento revelou que, durante 13 anos, as carteiras que incluíam ações com baixa volatilidade superaram a rentabilidade do principal índice da bolsa brasileira
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”