🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Pressão na moeda

Com a guerra comercial nos holofotes, o dólar segue em alta e se aproxima de R$ 4,00

A tensão contínua na guerra comercial traz estresse ao mercado de câmbio e joga o dólar à vista para o alto. Já o Ibovespa fechou em alta, ajudado pelas ações do setor bancário

Victor Aguiar
Victor Aguiar
7 de agosto de 2019
10:26 - atualizado às 14:28
Dólar subindo
Ibovespa chegou a cair mais de 1%, mas agora opera em alta; dólar vai a R$ 3,97Imagem: Shutterstock

Enquanto o Ibovespa e as bolsas globais mostram-se indecisas quanto à postura a ser assumida em relação à guerra comercial, o mercado de câmbio não hesita: está na defensiva, temendo as consequências de uma disputa mais acirrada entre Estados Unidos e China. E o dólar à vista tem servido como termômetro da cautela.

A moeda americana fechou esta quarta-feira (7) em alta de 0,49%, a R$ 3,9743, o maior nível de encerramento desde 30 de maio, quando estava cotada a R$ 3,9784 — na máxima do dia, chegou a bater os R$ 3,9927. Também chama a atenção o desempenho recente do dólar: a divisa se valorizou ante o real em oito das últimas 11 sessões.

Explicitando os números: em 22 de julho, o dólar à vista estava cotado a R$3,7384. Ou seja: em 11 sessões, o ganho foi de 23 centavos — um salto de 6,31% no período em questão. Somente nesta semana, o ganho é de 2,13%.

E o trampolim para esse movimento é a tensão entre americanos e chineses, em meio à percepção de que o gigante asiático pode usar o câmbio como arma nas disputas comerciais. O yuan — a moeda da China — tem passado por um processo de desvalorização ante o dólar desde segunda-feira, o que tem trazido apreensão ao mercado.

A lógica por trás dos temores passa pelas relações comerciais internacionais, uma vez que o yuan desvalorizado tende a aumentar a competitividade das exportações chinesas — o que neutraliza os impactos das tarifas impostas pelo governo Trump às importações de produtos vindos do país asiático.

E, nesta quarta-feira, o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) — instituição que define diariamente a cotação de referência do yuan — voltou a enfraquecer a moeda do país em relação ao dólar, situação que manteve os mercados em estado de alerta.

Leia Também

Essas incertezas mexem principalmente com as negociações de câmbio, com um movimento global de aversão ao risco. Nesse contexto, os agentes financeiros vendem moedas consideradas mais arriscadas, como as de países emergentes e exportadores de commodities, e compram dólar.

Assim, a moeda americana se fortaleceu ante divisas como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno, o rand sul-africano, o peso colombiano e o dólar neozelandês — e o real seguiu a tendência externa.

Já as bolsas apresentaram um comportamento diferente. Apesar de essa cautela também ter sido sentida nos índices acionários, outros fatores ajudaram a dar sustentação ao Ibovespa e às bolsas americanas nesta quarta-feira.

Forças opostas

No início do dia, os mercados acionários apresentavam desempenho bastante negativo, influenciados pela cautela em relação à desvalorização do yuan e os possíveis desdobramentos da guerra comercial. Mas, aos poucos, os índices foram se recuperando.

É melhor ir por pates para entender esse movimento. Tudo começou nas bolsas americanas, com uma melhora no desempenho das ações do setor de tecnologia — esses papéis, que possuem um peso expressivo nos índices, tinham perdido terreno nos últimos dias.

Com o Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq se afastando das mínimas, o Ibovespa aproveitou para pegar carona. E, por aqui, esse aumento na confiança impulsionou especialmente as ações do setor bancário.

E por que o setor bancário? Há duas explicações: em primeiro lugar, um operador me falou que o Morgan Stanley elevou as recomendações para as units do Santander Brasil e para os recibos de ações (ADRs) do Itaú Unibanco e do Bradesco. Assim, esses ativos já apresentavam um desempenho melhor que o restante, mesmo durante a manhã.

Em segundo, é importante lembrar que os bancos fazem parte do grupo conhecido como blue chips — ou seja, as ações que possuem grande liquidez e peso para a composição do Ibovespa. E os investidores estrangeiros que atuam no Brasil tendem a concentrar suas operações nesse tipo de papel.

Assim, a melhora no humor externo encorajou os estrangeiros, que olharam para as blue chips do Ibovespa — e, por aqui, os bancos apareceram como a melhor opção, em meio ao otimismo do Morgan Stanley.

Resumindo: Itaú Unibanco PN (ITUB4) fechou em alta de 3,69%, Bradesco ON (BBDC3) teve ganho de 1,43%, Bradesco PN (BBDC4) avançou 2,11% e as units do Santander Brasil (SANB11) subiram 2,86%.

E, com o fortalecimento dos bancos, o Ibovespa foi recuperando terreno lentamente: o índice, que chegou a cair 1,65% na mínima, aos 100.476,12 pontos, virou para alta por volta de 16h15, terminando o pregão com ganho de 0,61%, aos 102.782,37 pontos.

De olho na Previdência

No front doméstico, os mercados também acompanharam o noticiário referente à reforma da Previdência — na noite de ontem, o texto-base foi aprovado em segundo turno na Câmara dos Deputados. No momento, estão sendo analisados os destaques — ou seja, pedidos de alteração na proposta.

A questão dos destaques é importante porque eventuais mudanças no texto podem diminuir a potência fiscal da proposta. No entanto, os mercados seguem apostando que a tramitação da Previdência tende a caminhar de maneira relativamente tranquila daqui para frente — a reforma ainda será votada pelo Senado.

Ainda no noticiário doméstico, destaque para o resultado das vedas no varejo em junho, divulgadas nesta manhã. O indicador subiu 0,1% em relação a maio e ficou aquém da expectativa dos analistas, o que eleva a percepção de que a economia brasileira segue fraca.

Juros caem

Em meio à decepção com as vendas no varejo e à leitura de que a guerra comercial pode estimular um movimento mais intenso de corte de juros no mundo, de modo a estimular as economias dos países, os mercados promoveram um novo ajuste negativo nos DIs.

Na ponta curta, as curvas para janeiro de 2020 recuaram de 5,52% para 5,51%, e as com vencimento em janeiro de 2021 caíram de 5,49% para 5,43%. Na longa, os DIs para janeiro de 2023 fecharam em baixa de 6,42% para 6,37%, e os para janeiro de 2025 foram de 6,94% para 6,88%.

Balanços agitados

Destaque, ainda, para a temporada de balanços do segundo trimestre, com a repercussão dos números de cinco empresas que compõem o Ibovespa: BB Seguridade, Engie, Gerdau, Iguatemi e Raia Drogasil. Você pode conferir um resumo dos resultados dessas companhias nesta matéria especial.

Nesse grupo, chamou a atenção o bom desempenho de Raia Drogasil ON (RADL3), que subiu 9,25% e liderou os ganhos do Ibovespa — a empresa reportou crescimento de 16,1% no lucro líquido ajustado, para R$ 149,4 milhões.

BB Seguridade ON (BBSE3) também foi bem: as ações avançaram 2,04%, em meio à expansão de 18,5% no lucro, para R$ 31,1 bilhões. Iguatemi ON (IGTA3) subiu 0,52%.

Os papéis das demais companhias, contudo, reagiram mal aos números trimestrais: Engie ON (EGIE3) caiu 2,27% e Gerdau PN (GGBR4) teve perda de 0,92%.

Dois focos de pressão

Fora dos balanços, há dois destaques negativos: o setor de varejo e o de commodities.

No primeiro grupo, a surpresa negativa em relação às vendas no varejo diminuiu o otimismo quanto à recuperação do setor. Nesse contexto, Lojas Americanas PN (LAME4) caiu 2,40%, B2W ON (BTOW3) recua 4,74% e Magazine Luiza ON (MGLU3) teve baixa de 0,79%.

No segundo, a forte desvalorização do minério de ferro (-4,35%), do petróleo WTI (-4,73%) e do Brent (-4,60%) impactou as ações da Petrobras, da Vale e das siderúrgicas. Os papéis PN (PETR4) e ON (PETR3) da estatal recuaram 1,08% e 0,95%, respectivamente.

Vale ON (VALE3) caiu 0,94%, Usiminas PNA (USIM5) recuou 2,33% e CSN ON (CSNA3) teve baixa de 1,62%.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
PESOU NO BOLSO

Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump

4 de abril de 2025 - 11:31

Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg

OLHO POR OLHO

China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta

4 de abril de 2025 - 9:32

O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell

4 de abril de 2025 - 8:16

Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem

SEXTOU COM O RUY

Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa

4 de abril de 2025 - 6:03

O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso

MODO DEFESA

Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos

3 de abril de 2025 - 19:14

A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco

UM DIA PARA ESQUECER

Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump

3 de abril de 2025 - 19:01

Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro

NO OLHO DO FURACÃO

Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora

3 de abril de 2025 - 15:05

Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados

ABAIXO DO PREÇO

O ativo que Luis Stuhlberger gosta em meio às tensões globais e à perda de popularidade de Lula — e que está mais barato que a bolsa

3 de abril de 2025 - 14:53

Para o gestor do fundo Verde, Brasil não aguenta mais quatro anos de PT sem haver uma “argentinização”

DÓLAR HOJE

Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte

3 de abril de 2025 - 13:13

A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação

ENTREGAS DE AVIÕES

Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 12:31

A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

AJUSTANDO A CARTEIRA

Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 11:27

A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas

O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%

3 de abril de 2025 - 10:50

O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

AÇÃO DO MÊS

Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas

3 de abril de 2025 - 6:10

Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês

2 de abril de 2025 - 19:30

No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional

CADEIRA NO CONSELHO

Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO

2 de abril de 2025 - 18:57

Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar