Otimismo após eleições acaba e confiança do consumidor recua, afirma FGV
Quanto às perspectivas para os meses seguintes, o indicador que mede o otimismo relacionado à evolução da economia foi o que mais contribuiu para a queda da confiança no mês

A confiança do consumidor brasileiro caiu pela quarta vez consecutiva, voltando ao patamar de outubro de 2018, mês das eleições. O índice recuou 2,9 pontos em maio, para 86,6 pontos, uma perda de 10 pontos desde janeiro, informou nesta quinta-feira, 23, a Fundação Getulio Vargas (FGV) Ibre.
"Entre fevereiro e abril, a queda da confiança havia sido mais associada à frustração de expectativas com o ritmo de recuperação econômica e seus reflexos na evolução do emprego e da situação financeira familiar.
O resultado de maio mostra um aumento expressivo da insatisfação dos consumidores com a situação atual, principalmente entre famílias de menor poder aquisitivo. Uma alteração deste quadro parece estar condicionada à redução dos elevados níveis de incerteza política e econômica observados hoje no país", afirma, em nota, a coordenadora das Sondagens da FGV Ibre, Viviane Seda Bittencourt.
O Índice que mede a situação atual, ISA, caiu 3,7 pontos, para 73,4 pontos, enquanto o índice que mede as expectativas recuou 2,2 pontos, para 96,5 pontos, ambos atingindo o menor nível desde outubro do ano passado.
Com relação à situação presente, pelo terceiro mês consecutivo, o indicador que mede o grau de satisfação com a economia recuou, ao passar de 82,1 pontos para 79,1 pontos, o menor nível desde outubro de 2018 (77,9). Já o indicador de satisfação com as finanças familiares caiu 4,4 pontos, para 68,2 pontos, nível "extremamente baixo em termos históricos", observou a FGV Ibre.
Quanto às perspectivas para os meses seguintes, o indicador que mede o otimismo relacionado à evolução da economia foi o que mais contribuiu para a queda da confiança no mês, recuando 7,4 pontos, para 108,0 pontos. A perda de 22,9 pontos entre janeiro e maio significa uma devolução de três quartos da onda de otimismo observada após as eleições. O indicador que mede o grau de otimismo com a situação financeira futura caiu 5,9 pontos, para 90,9 pontos, o menor desde julho de 2018 (90,3 pontos).
Leia Também
A queda da confiança em maio ocorreu em todas as classes de renda, tendo sido mais forte nos extremos: a confiança das famílias com renda até R$ 2,1 mil mensais caiu 6,2 pontos no mês e 19,7 pontos nos últimos quatro meses. A piora neste grupo foi mais influenciada, em maio, por uma redução da satisfação em relação ao momento atual. Nas famílias com renda acima de R$ 9,6 mil mensais, houve redução de 6,9 pontos no mês, influenciada por uma piora das expectativas.
Em meio a transição de modelo, China luta contra a desaceleração do crescimento do PIB no novo Ano da Serpente
Depois de décadas de forte expansão econômica, o crescimento do PIB da China vem desacelerando nos últimos anos e desafia o otimismo do governo Xi Jinping
Dólar nas mínimas do dia: o dado de emprego dos EUA que derrubou a moeda norte-americana aqui e lá fora
As bolsas tanto aqui como lá fora reagiram pouco ao payroll, que trouxe dados mistos sobre a saúde do mercado de trabalho norte-americano em janeiro; saibam como ficam os juros na maior economia do mundo após esses relatórios
Felipe Miranda: Erro de diagnóstico
A essência do problema da conjuntura brasileira reside na desobediência às sinalizações do sistema de preços, que é um dos pilares do bom funcionamento do capitalismo
Webmotors, iCarros, NaPista e mais: Por que os bancos estão cada vez mais envolvidos com as plataformas de compra e venda de carros
O lucrativo negócio dos classificados automotivos online vai muito além da renda gerada pelo custo do anúncio e dos financiamentos de carros
O tombo das bolsas ao redor do mundo: por que o dado de emprego dos EUA fez as ações caírem, o dólar disparar e o mercado de dívida renovar máxima
Enquanto os investidores se reposicionam sobre o número de corte de juros pelo Fed este ano, já tem bancão dizendo que a autoridade monetária vai olhar para outro lugar
Como suas emoções podem ser a chave para alcançar metas em 2025
Este ano, compartilho novamente o sistema que aplico na carreira e na vida pessoal. A novidade? A inclusão de um fator decisivo: o papel das emoções no processo.
Felipe Miranda: Carta ao Presidente
Presidente, há como arrumar o Brasil ainda no seu mandato e evitar uma grande crise. Mas talvez essa seja sua última chance. Se esperarmos bater no emprego e na inflação para, só então, agir, pode ser tarde demais
Depois do adeus de Campos Neto com alta da Selic, vem aí a decisão dos juros nos EUA — e o mercado diz o que vai acontecer por lá
Novos dados de inflação e emprego da maior economia do mundo deixam mais claro qual será o próximo passo do Fed antes da chegada de Donald Trump na Casa Branca; por aqui, Ibovespa recua e dólar sobe
PEC 6×1: pressão aumenta pela aprovação da redução da jornada de trabalho e debate aquece redes sociais
Enquanto deputados e entidades de classe se manifestam em redes sociais, países da América Latina entram em nova fase de redução gradual de jornadas de trabalho
Demissões a pedido: por que os jovens estão liderando os pedidos de demissão voluntária?
Estudo da FGV mostra que o número de demissões voluntárias registrado em setembro de 2024 foi o maior em comparação com o mesmo mês desde 2020 — e por jovens entre 18 e 24 anos correspondem a boa parte desses pedidos
Inquilinos mais felizes: aluguel residencial cai 0,89% em outubro, após alta de 0,33% em setembro, aponta FGV
Resultado contribui para redução na variação acumulada em 12 meses, mas tendência ainda é de alta nas quatro capitais analisadas
É a economia, estúpido? Como Trump venceu Kamala mesmo com o PIB dos EUA bombando e o desemprego baixo
Percepção dos eleitores norte-americanos é de que a economia dos EUA não vai tão bem quanto alguns indicadores sugerem
Seu próximo recrutador pode ser uma IA: inteligência artificial interativa em entrevistas de emprego já é uma realidade e caminha para se tornar uma norma
Grandes empresas já utilizam a tecnologia para agendar e realizar entrevistas, mas experiência pode se tornar impessoal e enviesada para candidatos.
Indústria gera mais emprego e com preferência pelos jovens — mas com salário menor
Do total dos novos postos de trabalho criados pela indústria nos nove primeiros meses de 2024, 57,4% das vagas foram ocupadas por jovens de 18 e 24 anos
Agenda econômica: Payroll e PCE nos EUA dominam a semana em meio a temporada de balanços e dados Caged no Brasil
Os próximos dias ainda contam com a divulgação de vários relatórios de emprego nos EUA, PIB da zona do euro e decisão da política monetária do Japão
Salvaram o Ibovespa? Por que os dados de inflação e emprego nos EUA ajudam a bolsa aqui, mas fecham a porta para Wall Street
No câmbio, o dólar à vista perde força depois de ter encostado e R$ 5,60 na máxima da sessão anterior; entenda o que mexe com os mercados aqui e lá fora
O choque da Geração Z no mercado de trabalho: por que eles estão sendo demitidos em massa?
Se a pergunta que define minha geração é: “quem sou eu sem minha profissão?”, arrisco dizer que, para a Geração Z, será: “quem sou eu sem a tecnologia?”
Dado de emprego arrasa-quarteirão nos EUA faz bolsas subirem, mas pode não ser uma notícia tão boa assim. Como ficam os juros agora?
A economia norte-americana abriu 254 mil vagas em setembro, bem acima das 159 mil de agosto e da previsão de 150 mil; a taxa de desemprego caiu 4,2% para 4,2% e os salários subiram
Campos Neto não curtiu? Desemprego atinge o menor nível para agosto — mas parte dos economistas acha isso ‘ruim’
Além da queda da taxa de desemprego próxima de uma situação de pleno emprego, o rendimento real dos trabalhadores cresceu
Vale (VALE3) leva a melhor no cabo de guerra com a Petrobras (PETR4) e ajuda Ibovespa a fechar em alta; dólar recua a R$ 5,4447
No mercado de câmbio, o dólar à vista opera em queda, mas longe das mínimas do dia