Indicador de incerteza da FGV tem segunda alta seguida e sobe 2,2 pontos em maio
Instabilidade do ambiente político brasileiro contribuiu para as altas do índice. Resultado de maio mantém o nível de incerteza elevada

O Indicador de Incerteza da Economia Brasileira (IIE-Br), divulgado nesta sexta-feira (31) pela Fundação Getulio vargas, subiu 2,2 pontos na passagem de abril para maio, alcançando 119,5 pontos. O resultado mantém o índice no nível de incerteza elevada (acima de 110 pontos). Essa é a segunda alta seguida do indicador.
Para chegar ao IIE-Br, a Fundação avalia dois componentes: o IIE-Br Mídia, que faz o mapeamento nos principais jornais da frequência de notícias com menção à incerteza; e o IIE-Br Expectativa, construído a partir das dispersões das previsões para a taxa de câmbio e para o IPCA.
Para a pesquisadora Raíra Marotta, do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), as altas recente refletem a instabilidade do ambiente político brasileiro. "No cenário externo, a guerra comercial entre EUA e China também vem contribuindo para que a incerteza permaneça elevada e influencie, em menor magnitude, o resultado. É possível que o IIE-Br recue nos próximos meses, quando se terá maior clareza quanto à aprovação da reforma da Previdência e com relação ao abrandamento das tensões entre o Executivo e Legislativo", avaliou.
Em maio, o componente de Mídia subiu 3,3 pontos, contribuindo com 2,9 pontos para o resultado agregado. O componente de Expectativa registrou queda de 3,1 pontos no período, contribuindo com -0,7 ponto.
A coleta dos dados é feita entre o dia 26 do mês anterior ao dia 24 do mês de referência.
*Com Estadão Conteúdo
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