Fed atuará de forma apropriada no juro e dará mais liquidez ao mercado
Presidente do Fed, Jerome Powell, repetiu mensagem de política monetária e acenou compra de títulos do Tesouro. Ele também descartou juro negativo nos EUA

Em esperado discurso, o presidente do Federal Reserve (Fed), banco central americano, Jerome Powell, manteve a mensagem que já vinha dando ao mercado de que vai atuar de forma apropriada para sustentar a expansão da economia. A novidade foi o aceno de compra de títulos do Tesouro e outras medidas para garantir a liquidez no mercado. Mas Powell foi explícito ao dizer que isso não é um programa de afrouxamento quantitativo (QE na sigla em inglês).
Essa é a primeira fala de Powell depois da divulgação de uma série de indicadores econômicos negativos, que levaram o mercado a elevar para cima dos 70% a probabilidade de novo corte de juro em 31 de outubro. Nos mercados, a reação, até o momento, foi baixa, com as bolsas em Wall Street mantendo baixa. O Dow Jones caía cerca de 0,70%. Por aqui, o Ibovespa seguia próximo da estabilidade. Já o dólar caía 0,35%, a R$ 4,09 (veja a cobertura completa de mercados).
As considerações sobre política monetária estão no fim de um discurso preparado para ser apresentado a “National Association for Business Economics” sobre “data-dependent” ou a importância dos dados para a tomada de decisão na política monetária. E foi um Fed “data-dependent” que Powell destacou.
Para o presidente do Fed, as ações já tomadas pelo colegiado, como a redução do juro em meio ponto nas últimas reuniões, estão dando suporte ao cenário base de crescimento econômico, mercado de trabalho forte e inflação rumando para a meta de 2%.
“A próxima reunião será daqui a algumas semanas e estaremos monitorando cuidadosamente as informações recebidas. Estaremos dependentes dos dados, avaliando as perspectivas e os riscos para as perspectivas, reunião a reunião. Levando tudo isso em consideração, atuaremos de forma apropriada para apoiar o crescimento, um forte mercado de trabalho e uma inflação voltando à meta de 2%”, diz Powell.
Operações de liquidez
O presidente do Fed também falou sobre as operações de mercado aberto que foram feitas em setembro para atender à demanda do mercado por liquidez e enfatizou que essas operações não podem ser confundidas com a compra em grande volume de ativos feitas pelo Fed após a crise de 2008/2009.
Leia Também
Powell falou que chegou a hora do Fed voltar a avaliar o tamanho do seu balanço de ativos, indicando que possíveis compras de títulos do Tesouro devem voltar a acontecer, mas com o objetivo de manter a taxa de juros de mercado em linha com a meta estabelecida pelo Fed.
Na parte de perguntas e respostas, Powell foi claro ao afirmar que o que está sendo feito não é um programa de afrouxamento quantitativo (QE). São operações para manter o bom funcionamento do mercado, sem implicações sobre a economia de forma geral.
No mês passado, as taxas de curto prazo subiram de forma acentuada, sinalizando falta de dólares no mercado para os bancos e outros agentes atenderem necessidades de caixa de curto prazo. Nesses momentos, o Fed atua, comprando títulos de curto prazo e entregando dinheiro ao mercado. Powell disse que ele e seus colegas vão, em breve, anunciar medidas para ampliar a liquidez no mercado.
Juro negativo
Para Powell, taxas de juros negativas não são vistas como uma ferramenta “ideal” dentro do contexto institucional do Fed. “Não temos isso como uma ferramenta de primeira ordem”, disse.
Powell comentava sobre as ferramentas à disposição do Fed para atuar em momentos de crise, como a de 2008. Ele disse que o Fed, vai usar sua “caixa de ferramenta” de forma agressiva se necessário, entre essas ferramentas está o controle da estrutura a termo da taxa de juros, que o Fed influencia via compra de ativos de longo prazo.
Inflação
Powell diz que o Fed quer ver a inflação e as expectativas ao redor da meta de 2%. O desafio é escapar de forças deflacionárias que já atuam em outras partes do mundo, pressionando a inflação esperada pelos agentes do mercado para baixo das metas. "Parece que o problema dessa era é impedir a inflação de ir para baixo."
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Boletim Focus mantém projeção de Selic a 15% no fim de 2025 e EQI aponta caminho para buscar lucros de até 18% ao ano; entenda
Com a Selic projetada para 15% ao ano, investidores atentos enxergam oportunidade de buscar até 18% de rentabilidade líquida e isenta de Imposto de Renda
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Protege contra a inflação e pode deixar a Selic ‘no chinelo’: conheça o ativo com retorno-alvo de até 18% ao ano e livre de Imposto de Renda
Investimento garimpado pela EQI Investimentos pode ser “chave” para lucrar com o atual cenário inflacionário no Brasil; veja qual é
O e-commerce das brasileiras começou a fraquejar? Mercado Livre ofusca rivais no 4T24, enquanto Americanas, Magazine Luiza e Casas Bahia apanham no digital
O setor de varejo doméstico divulgou resultados mistos no trimestre, com players brasileiros deixando a desejar quando o assunto são as vendas online
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Não é a Vale (VALE3): BTG recomenda compra de ação de mineradora que pode subir quase 70% na B3 e está fora do radar do mercado
Para o BTG Pactual, essa mineradora conseguiu virar o jogo em suas finanças e agora oferece um retorno potencial atraente para os investidores; veja qual é o papel
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje
CEO da Americanas vê mais 5 trimestres de transformação e e-commerce menor, mas sem ‘anabolizantes’; ação AMER3 desaba 25% após balanço
Ao Seu Dinheiro, Leonardo Coelho revelou os planos para tirar a empresa da recuperação e reverter os números do quarto trimestre
Oncoclínicas (ONCO3) fecha parceria para atendimento oncológico em ambulatórios da rede da Hapvida (HAPV3)
Anunciado a um dia da divulgação do balanço do quarto trimestre, o acordo busca oferecer atendimento ambulatorial em oncologia na região metropolitana de São Paulo