Qual das siderúrgicas é ‘chapa quente’? CSN brilhou no 2º trimestre, mas queridinha dos analistas é a Usiminas
Enquanto os analistas avaliam que o papel da CSN já andou bastante neste ano, a Usiminas ainda tem espaço para apresentar altas significativas, principalmente quando as vendas de aço se recuperarem no mercado interno, o que é esperado para o quarto trimestre deste ano.

O balanço da CSN foi, de longe, o que mais brilhou nesta temporada de resultados do segundo trimestre no setor de siderurgia e mineração, com uma alta de 60% no lucro líquido, que somou R$ 1,894 bilhão. Com o preço do minério de ferro nas alturas, a companhia se beneficiou da sua forte produção da commodity (que é matéria-prima do aço) e surfou na onda que foi, em grande parte, provocada pelo acidente da Vale em Brumadinho. Daqui para frente, no entanto, os holofotes estão voltados para outra gigante do setor de aço: a Usiminas.
Impulsionada pela operação de mineração, a CSN já teve grande parte deste movimento refletido no preço das suas ações, segundo os analistas que acompanham o setor. Neste ano, as ações ordinárias da siderúrgica de Benjamin Steinbruch chegaram a dobrar de valor, saindo dos R$ 9 em janeiro para mais de R$ 18 em junho, e agora giram perto de R$ 15.
O processo de desalavancagem da companhia, que tenta reduzir seu índice de endividamento, também foi bem recebido e ajudou a levantar os preços das ações. A relação entre dívida líquida e Ebitda saiu de 5,3 vezes no segundo trimestre de 2018 para 3,65 vezes no mesmo trimestre deste ano.
Enquanto os analistas avaliam que o papel da CSN já andou bastante neste ano, a Usiminas ainda tem espaço para apresentar altas significativas, principalmente quando as vendas de aço se recuperarem no mercado interno, o que é esperado para o quarto trimestre deste ano.
Como a operação de minério de ferro da Usiminas é muito menor do que a da CSN, as ações da empresa caíram ao longo deste ano, refletindo o fraco consumo interno de aço. As ações preferenciais da Usiminas acumulam uma queda de cerca de 15% neste ano.
No resultado do segundo trimestre, o volume de vendas de aço ainda foi fraco, e isso tem pesado sobre a Usiminas, que é mais exposta à demanda interna, segundo Rafael Passos, analista da Guide Investimentos. “A Usiminas está à mercê da recuperação no Brasil, o que deve ocorrer a partir do quarto trimestre”, afirmou. No segundo trimestre, a Usiminas teve lucro líquido de R$ 171 milhões, revertendo prejuízo de R$ 19 milhões registrado um ano antes.
Leia Também
Usiminas, a bola da vez
Diante da chance de uma retomada nas vendas de aço, os analistas estão de olho no potencial de alta da Usiminas nos próximos meses. Segundo o analista Luiz Caetano, da Planner Corretora, o papel da Usiminas é o seu favorito no setor, com preço justo de R$ 12 para o final do ano e recomendação de compra.
"Existe um excelente potencial de alta em Usiminas devido à expectativa de um segundo semestre melhor para vendas de aço no mercado interno e por ganhos de margem devido à contenção de custos.”
Outra casa que vê potencial de ganhos para a Usiminas é a Mirae Asset, que tem Usiminas e Gerdau como papéis preferidos do setor de siderurgia e mineração, uma vez que a CSN já se apreciou bastante nos últimos meses. Segundo o analista Pedro Galdi, a demanda por aço deve crescer a partir de 2020, e o mercado vai antecipar este movimento no preço das ações da Usiminas ainda este ano.
A Ativa Investimentos tem recomendação de compra para Usiminas, por avaliar que o preço da ação está atrativo, mas destaca que o avanço da ação vai depender da retomada da indústria nacional. “Em um cenário otimista, podemos pensar em uma retomada da demanda de aço no quarto trimestre”, afirmou o analista Ilan Arbetman. Para ele, a ação da Usiminas está “andando de lado” há bastante tempo, e a empresa é a que mais deve se beneficiar do aumento da demanda nacional.
Entre as siderúrgicas, a Gerdau foi que teve um resultado mais fraco no segundo trimestre, mostrando queda nas vendas, na receita, na margem e no lucro, que foi de R$ 373 milhões, queda de 46,6% ante o mesmo trimestre do ano passado. “Apenas a expressiva diminuição nos custos financeiros evitou que os números fossem ainda piores”, comentou o analista da Planner.
Segundo a Gerdau, os volumes caíram devido aos desinvestimentos realizados no exterior, que incluíram a venda de ativos no Chile, na Índia e nos Estados Unidos. Os números decepcionaram o mercado, influenciados tanto pelos desinvestimentos quanto pela fraqueza da economia doméstica, e o futuro ainda é incerto. “Ainda vemos um cenário desafiador para Gerdau em função da crise no mercado argentino impactando as exportações de veículos e uma possível desaceleração dos EUA em função do aumento das tensões comerciais com a China”, afirmou o analista da Guide.
Minério não cai nem sobe
Enquanto a alta do minério levou a CSN às alturas, a Vale não teve o mesmo desempenho pois a sua produção foi muito prejudicada pelo acidente de Brumadinho. Além dos volumes menores do que o seu potencial, a Vale foi impactada pelas novas provisões para o acidente, que somaram R$ 5,3 bilhões somente no segundo trimestre. No total, as provisões e despesas com a tragédia chegam a R$ 23,2 bilhões.
Os especialistas acreditam que o minério não tem espaço para subir mais, mas também duvidam que ele possa cair tão cedo. Segundo as analistas, o desajuste entre oferta e demanda deve manter a commodity na faixa de US$ 100 por tonelada nos próximos meses. “Mesmo com a guerra comercial entre Estados Unidos e China, não há espaço para grandes quedas no preço do minério”, afirma Galdi, da Mirae.
Para Luiz Caetano, da Planner, tanto a Vale quanto a CSN poderão aproveitar preços mais altos do minério de ferro por pelo menos mais dois trimestres. Antes do acidente, a commodity era cotada na casa dos US$ 60 por tonelada, mas o analista não vê o preço voltando para este patamar no curto prazo. “Não acredito em uma queda abrupta dos preços porque existe uma conjugação entre o aumento da produção chinesa de aço e a carência de oferta por causa dos problemas enfrentados pela Vale”, afirmou.
A expectativa dos analistas é de que a Vale consiga retomar gradualmente a produção de minério de ferro e pelotas a partir do terceiro trimestre, começando uma trajetória ascendente depois da crise vivida desde Brumadinho. “Esperamos que o segundo trimestre tenha sido o ponto mais baixo de Vale”, disse Caetano.
Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA
Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas
Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano
No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa
Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3
A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump
Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump
Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado
Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq
Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump
O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”
Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump
Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real
Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA
O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária
Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação
A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita
Tarifas de Trump derrubam montadoras mundo afora — Tesla se dá bem e ações sobem mais de 3%
O presidente norte-americano anunciou taxas de 25% sobre todos os carros importados pelos EUA; entenda os motivos que fazem os papéis de companhias na América do Norte, na Europa e na Ásia recuarem hoje
Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo
Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC
Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde
Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta
Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump
Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair
É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata
A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções
Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar
Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo
Felipe Miranda: Dedo no gatilho
Não dá pra saber exatamente quando vai se dar o movimento. O que temos de informação neste momento é que há uma enorme demanda reprimida por Brasil. E essa talvez seja uma informação suficiente.
Eles perderam a fofura? Ibovespa luta contra agenda movimentada para continuar renovando as máximas do ano
Ata do Copom, balanços e prévia da inflação disputam espaço com números sobre a economia dos EUA nos próximos dias
Sem OPA na Oncoclínicas (ONCO3): Empresa descarta necessidade de oferta pelas ações dos minoritários após reestruturação societária
Minoritários pediram esclarecimentos sobre a falta de convocação de uma OPA após o Fundo Centaurus passar a deter uma fatia de 16,05% na empresa em novembro de 2024
Ação da Petz (PETZ3) acumula queda de mais de 7% na semana e prejuízo do 4T24 não ajuda. Vender o papel é a solução?
De acordo com analistas, o grande foco agora é a fusão com a Cobasi, anunciada no ano passado e que pode ser um gatilho para as ações