🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Nova máxima

O dólar subiu a R$ 4,24 e chegou a um novo recorde, apesar dos esforços do BC

Declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, estressaram os mercados e fizeram o dólar disparar nesta terça-feira. A moeda chegou a bater os R$ 4,27 no momento de maior pressão, mas duas atuações do BC trouxeram algum alento à divisa

Victor Aguiar
Victor Aguiar
26 de novembro de 2019
18:38 - atualizado às 16:29
Dólar em alta
Dólar em alta - Imagem: Shutterstock

Que o dólar está numa sequência de alta, todo mundo está careca de saber. Mas, até agora, a moeda americana vinha subindo a escada das cotações num ritmo relativamente lento — um degrau de cada vez, digamos. Esse cenário mudou radicalmente nesta terça-feira (26).

Veja só: no último dia 13, o dólar à vista aparecia na faixa de R$ 4,18. No dia seguinte, chegou a R$ 4,19 e, na sessão posterior, tocou os R$ 4,20. Desde então, a divisa vinha girando perto dessa faixa, até dar mais um passo na última segunda-feira (25), batendo pela primeira vez os R$ 4,21.

Pois bem: logo após a abertura da sessão de hoje, o dólar a vista deu um salto para a R$ 4,23 — e, daí em diante, a moeda continuou indo para o alto.

Os números dão uma dimensão exata da pressão: no momento de maior estresse, o dólar à vista chegou a ser negociado a R$ 4,2772 (+1,49%) — um novo recorde nominal em termos intradiários. Ao fim do dia, o câmbio passou por algum alívio e fechou em alta de 0,61%, a R$ 4,2400.

Mas, apesar de o dólar ter se afastado do pico, os agentes financeiros não têm muitos motivos para comemorar — o nível de R$ 4,24, afinal, ainda representa uma nova máxima de encerramento. Mais que isso: esse 'alívio' só foi possível porque o Banco Central (BC) atuou duas vezes, vendendo moeda no mercado à vista.

E enquanto a turbulência reinava no câmbio, o que acontecia nos demais mercados financeiros do Brasil? Bem, o dia foi de cautela generalizada: o Ibovespa fechou em baixa de mais de 1% e ficou a um triz de perder os 107 mil pontos, enquanto as curvas de juros passaram por fortes ajustes positivos.

Leia Também

Mas o que foi que aconteceu para gerar todo esse estresse? É melhor perguntar lá no posto Ipiranga do governo...

"Acostumem-se"

A forte reação dos agentes financeiros se deve às declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, recomendando aos investidores que se acostumassem com juros mais baixos e câmbio mais alto — segundo ele, a atual conjuntura econômica faz com que a taxa de equilíbrio do dólar seja mais alta.

A fala do ministro foi mais uma camada na bola de neve de fatores de estresse para o mercado de câmbio. Conforme destaca Cleber Alessie, operador da H. Commcor, a combinação entre juros mais baixos, frustração com o leilão da cessão onerosa e tensão social na América Latina já vinha pressionando o dólar.

"Além de tudo isso, veio o Guedes dizendo que é melhor o mercado se acostumar. Juntando todos os fatores, não há como enfrentar o movimento de alta por aqui", diz Alessie. "Mesmo o especulador pode sofrer bastante até que a moeda volte a cair".

Ainda durante a manhã, o dólar chegou a subir mais de 1% e romper a barreira dos R$ 4,26. Essa disparada súbita fez com que o BC entrasse no jogo, promovendo um leilão surpresa para venda da moeda americana no mercado à vista. A medida até trouxe um alívio pontual e fez a divisa recuar a R$ 4,24.

Só que, conforme analistas e traders de câmbio comentaram conosco, essa atuação inicial do BC foi pontual, atendendo à demanda de um player "muito relevante" que precisava de liquidez. "Como o mercado já estava estressado, o BC atendeu", diz uma fonte que prefere não ser identificada.

Segundo essa mesma fonte, assim que os principais players do mercado de câmbio se deram conta de que o leilão não era uma tentativa de frear a escalada do dólar, as cotações voltaram a ganhar força — e, desta vez, foram além das máximas registradas durante a manhã.

Pouco depois das 15h, o dólar à vista chegou a subir 1,49%, tocando os R$ 4,2772. Nesse patamar, o BC voltou a atuar no mercado com um segundo leilão surpresa — e, desta vez, conseguiu trazer um alento mais duradouro. A partir daí, a dólar caiu para perto de R$ 4,24, permanecendo por lá até o fechamento.

Para completar o quadro desfavorável para o mercado de câmbio brasileiro, o dia foi de pressão sobre as moedas de países emergentes como um todo. O dólar ganha força em relação ao peso mexicano, ao rublo russo, ao peso chileno, ao rand sul-africano, ao peso colombiano e à lira turca, entre outras divisas.

Alta firme nos juros

A pressão no dólar à vista foi refletida no mercado de juros futuros: as curvas passaram por ajustes positivos, tanto na ponta curta quanto na longa. Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta terça-feira:

  • Janeiro/2021: alta de 4,64% para 4,73%;
  • Janeiro/2023: avanço e 5,94% para 5,97%;
  • Janeiro/2025: subida de 6,54% para 6,59%;
  • Janeiro/2027: ganho de 6,85% para 6,92%.

E o Ibovespa?

A disparada do dólar trouxe efeitos imediatos à bolsa, em especial às empresas que possuem custos denominados na moeda americana, como as companhias aéreas. Azul PN (AZUL4) e Gol PN (GOLL4) recuaram 4,53% e 3,84%, respectivamente, e apareceram entre as maiores perdas do Ibovespa.

Mas não foram apenas essas as companhias que apareceram no campo negativo. Grande parte dos papéis do índice fechou em queda, contaminados pelo sentimento de aversão ao risco e cautela que tomou conta do dólar nesta terça-feira. Nesse cenário, as ações dos bancos e das varejistas caíram forte, assim com os ativos da Petrobras.

Considerando esse cenário, o Ibovespa encerrou o pregão de hoje com forte baixa de 1,26%, aos 107.059,40 pontos — na mínima do dia, o índice chegou a cair 1,50%, aos 16.41393 pontos.

No lado oposto, companhias exportadoras comemoraram o nível mais alto da moeda americana, uma vez que o câmbio elevado tende a impulsionar a geração de receita. Foi o caso das siderúrgicas CSN ON (CSNA3), em alta de 4,21%, e Gerdau PN (GGBR4), com ganho de 2,74%.

Confira as maiores altas do Ibovespa nesta terça-feira:

  • CSN ON (CSNA3): +4,21%
  • Yduqs ON (YDUQ3): +3,11%
  • Gerdau PN (GGBR4): +2,74%
  • Bradespar PN (BRAP4): +2,53%
  • Metalúrgica Gerdau PN (GOAU4): +2,43%

E veja também os papéis de pior desempenho do índice:

  • Marfrig ON (MRFG3): -4,62%
  • Azul PN (AZUL4): -4,53%
  • Cogna ON (COGN3): -3,96%
  • Gol PN (GOLL4): -3,84%
  • Bradesco PN (BBDC4): -3,14%

Lá fora

No exterior, os mercados globais seguem em marcha lenta, dada a proximidade do feriado de Ação de Graças, que acontece na próxima quinta-feira (28) nos Estados Unidos. Nesse cenário, a liquidez das operações lá fora tem ficado abaixo da média — e os índices têm apresentado oscilações tímidas.

Apesar disso, Wall Street mostrou algum fôlego para esticar o rali recente: o Dow Jones fechou em alta de 0,20%, o S&P 500 subiu 0,22% e o Nasdaq teve ganho de 0,18% — os três índices, assim, renovaram os recordes de encerramento.

Novamente, a esperança quanto ao fechamento de um acordo comercial entre EUA e China pauta os rumos dos mercados financeiros globais. Notícias de que autoridades dos dois países mantiveram contatos telefônicos nesta terça-feira animaram os investidores.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%

3 de abril de 2025 - 10:50

O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

AÇÃO DO MÊS

Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas

3 de abril de 2025 - 6:10

Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês

2 de abril de 2025 - 19:30

No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional

CADEIRA NO CONSELHO

Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO

2 de abril de 2025 - 18:57

Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

O DIA DA LIBERTAÇÃO

O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China

2 de abril de 2025 - 6:01

A expectativa é de que a Casa Branca divulgue oficialmente os detalhes da taxação às 17h (de Brasília). O Seu Dinheiro ouviu especialistas para saber o que está em jogo.

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

NOVA ERA

Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio

1 de abril de 2025 - 18:08

Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros

QUEM ENTRA E QUEM SAI

Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3

1 de abril de 2025 - 14:47

A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares

ACORDO ELETRIZANTE

Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos

1 de abril de 2025 - 14:35

Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%

TOUROS E URSOS #217

Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos

1 de abril de 2025 - 14:05

No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira

conteúdo EQI

Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário

1 de abril de 2025 - 12:00

O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como

MUDANÇAS NO CONSELHO

Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3

1 de abril de 2025 - 11:49

Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista

APÓS O ROMBO

Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária

1 de abril de 2025 - 9:51

Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump

1 de abril de 2025 - 8:13

Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar