Caixa traça plano para retomar liderança do crédito imobiliário e fala em desafios sobre funding
Instituição, que desembolsou cerca de R$ 13,3 bilhões em crédito imobiliário no ano passado, perdeu o topo do ranking de concessão para o Bradesco

A Caixa Econômica Federal pode voltar à liderança nos desembolsos de crédito imobiliário com recursos da poupança, o chamado SBPE, a partir do reforço da atuação do banco neste segmento em 2019.
No ano passado, a instituição, que originou cerca de R$ 13,3 bilhões, perdeu o topo do ranking depois de anos nesta posição para o Bradesco, que somou R$ 15,1 bilhões.
Entre janeiro e fevereiro, o banco público, com R$ 2,490 bilhões em recursos no crédito imobiliário com funding da poupança, ainda segue atrás do concorrente privado, que acumula R$ 2,599 bilhões, conforme dados da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip).
"A tendência natural é retomarmos a liderança. Temos 69% de share no mercado de crédito imobiliário. Então, acaba sendo meio natural", disse o vice-presidente de Habitação da Caixa, Jair Luis Mahl, a jornalistas, após participar do Summit Imobiliário Brasil 2019, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, em parceria com o Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP).
O executivo lembrou que no ano passado a Caixa teve de desacelerar a concessão de recursos por questões de capital, mas que este ano o foco é reforçar o crédito nas linhas de SBPE. Ponderou, contudo, que a volta da liderança da instituição na modalidade tende a vir com o tempo e não imediatamente nos rankings mensais e trimestrais do setor.
Sobre o crescimento da carteira de crédito imobiliário do banco público neste ano, Mahl disse que não poderia dar guidances.
Leia Também
No ano passado, a Caixa entregou crescimento de 3,0% no estoque de empréstimos para o setor da habitação ante 2017, totalizando R$ 444,657 bilhões.
Um desafio chamado funding
Mahl também comentou que o funding para o setor imobiliário é um desafio e que tem de ser trabalhado pelo setor.
"Operamos o Minha Casa Minha Vida. Temos mandado para isso como banco público, mas temos de verificar a questão do funding. Temos de ter muita atenção sobre como continuaremos a usar de forma inteligente o FGTS", enfatizou o executivo.
Apesar da questão do funding no setor imobiliário, o vice-presidente da Caixa disse que os fundamentos do setor de crédito imobiliário são sólidos e que 2019 será um ano de expansão como já sinalizam os números do segmento.
Imóveis retomados
Sobre o volume elevado de imóveis retomados nas mãos da Caixa, o vice-presidente do banco público disse que há uma "preocupação imensa" e que a instituição está atenta a isso. "Temos 64 mil imóveis retomados, que nos torna a maior imobiliária do planeta", comparou.
De acordo com Mahl, a Caixa conversa com entidades do setor e construtoras de médio e grande porte em busca de soluções em conjunto que possam desonerar o balanço do banco e retornar os imóveis retomados para as pessoas.
O diretor do Santander, Gustavo Viviani, disse que o banco também olha o assunto dos imóveis retomados com atenção. Sobre suas expectativas para 2019, afirmou que está otimista. "A produção e concessão de crédito estão muito fortes neste ano. Estamos no mercado fomentando a incorporação e o financiamento às pessoas físicas, mas dá para fazer muito mais", concluiu ele.
*Com Estadão Conteúdo.
O Brasil pode ser atingido pelas tarifas de Trump? Veja os riscos que o País corre após o Dia da Libertação dos EUA
O presidente norte-americano deve anunciar nesta quarta-feira (2) as taxas contra parceiros comerciais; entenda os riscos que o Brasil corre com o tarifaço do republicano
Lucro do Banco Master, alvo de compra do BRB, dobra e passa de R$ 1 bilhão em 2024
O banco de Daniel Vorcaro divulgou os resultados após o término do prazo oficial para a apresentação de balanços e em meio a um negócio polêmico com o BRB
Após mudança de nome e ticker, FII V2 Prime Properties ganha novo inquilino em imóvel em Alphaville — e cotistas comemoram
A mudança do XP Properties (XPPR11) para V2 Prime Properties (VPPR11) veio acompanhada de uma nova gestora, que chega com novidades para o bolso dos cotistas
Após problema com inadimplência, inquilina encerra contrato de locação do FII GLOG11 — mas cotistas (ainda) não vão sentir impactos no bolso
Essa não é a primeira vez que o GLOG11 enfrenta problemas de inadimplência com a inquilina: em 2023, a companhia deixou de pagar diversas parcelas do aluguel de um galpão em Pernambuco
Banco Master: Compra é ‘operação resgate’? CDBs serão honrados? BC vai barrar? CEO do BRB responde principais dúvidas do mercado
O CEO do BRB, Paulo Henrique Costa, nega pressão política pela compra do Master e endereça principais dúvidas do mercado
Família Trump entra no setor de mineração de bitcoin — American Bitcoin mira o topo da indústria
Donald Trump Jr. e Eric Trump ingressaram no setor de mineração de bitcoin e, em parceria com a Bitcoin Hut 8, buscam construir a maior empresa do ramo
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Impasse no setor bancário: Banco Central deve barrar compra do Banco Master pelo BRB
Negócio avaliado em R$ 2 bilhões é visto como ‘salvação’ do Banco Master. Ativos problemáticos, no entanto, são entraves para a venda.
Nubank (ROXO34): Safra aponta alta da inadimplência no roxinho neste ano; entenda o que pode estar por trás disso
Uma possível explicação, segundo o Safra, é uma nova regra do Banco Central que entrou em vigor em 1º de janeiro deste ano.
Banco de Brasília (BRB) acerta a compra do Banco Master em negócio avaliado em R$ 2 bilhões
Se o valor for confirmado, essa é uma das maiores aquisições dos últimos tempos no Brasil; a compra deve ser formalizada nos próximos dias
RBR Properties (RBRP11) encerra contrato de locação por inadimplência de inquilino — e os cotistas vão sentir os impactos no bolso
Após uma série de atrasos dos aluguéis em 2024 e uma nova inadimplência em fevereiro, o fundo anunciou a rescisão do contrato de locação de um dos principais ativos do portfólio
Correios decidem encerrar contrato de locação com o FII TRBL11; fundo imobiliário indica que vai acionar a Justiça
A estatal havia aberto o processo administrativo para a rescisão do contrato de locação com o TRBL11 em dezembro. Com a decisão, os Correios estabeleceram um prazo para a desocupação do galpão
Guido Mantega na Eletrobras (ELET3): governo indica ex-ministro da Fazenda para conselho fiscal, dizem agências
No dia anterior, a companhia e a União assinaram um termo de conciliação que limita o poder de voto dos acionistas a 10%
Nova faixa do Minha Casa Minha Vida deve impulsionar construtoras no curto prazo — mas duas ações vão brilhar mais com o programa, diz Itaú BBA
Apesar da faixa 4 trazer benefícios para as construtoras no curto prazo, o Itaú BBA também vê incertezas no horizonte
110% do CDI e liquidez imediata — Nubank lança nova Caixinha Turbo para todos os clientes, mas com algumas condições; veja quais
Nubank lança novo investimento acessível a todos os usuários e notificará clientes gradualmente sobre a novidade
FII Kinea Renda Imobiliária (KNRI11) já tem novo inquilino para imóvel que ainda está em construção; veja detalhes do negócio
Por ainda estar em construção, a locação do imóvel ainda não terá impacto nas cotas do KNRI11 no curto prazo
Da Verde ao Itaú, FIDCs para pessoas físicas pipocam no mercado; mas antes de se empolgar com o retorno, atente-se a esses riscos
Os fundos de direitos creditórios foram destaque de emissões e investimentos em 2024, com a chegada dos produtos em plataformas de investimento; mas promessa de rentabilidade acima do CDI com baixa volatilidade contempla riscos que não devem ser ignorados
Eletrobras (ELET3) e União dão mais um passo em acordo ao assinar termo que limita poder de voto dos acionistas a 10%
O entendimento ainda será submetido à assembleia geral de acionistas, a ser convocada pela companhia, e à homologação pelo Supremo Tribunal Federal
Debêntures incentivadas captam R$ 26 bilhões até fevereiro e já superam o primeiro trimestre de 2024, com mercado sedento por renda fixa
Somente em fevereiro, a captação recorde chegou a R$ 12,8 bilhões, mais que dobrando o valor do mesmo período do ano passado
Fundo imobiliário que investe até em ações: com fundos de FIIs ‘virando’ hedge funds, ainda há espaço para FoFs tradicionais na carteira?
Os fundos imobiliários multiestratégia (ou hedge funds) vão substituir os fundos de FIIs? Conversamos com gestores para entender o perfil de cada um