🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

Mercado entre estatais e BCs

Mercado fez a festa com notícia “requentada” sobre privatização de empresas estatais, mas agora aguarda ata do BCE e discurso em Jackson Hole

Olivia Bulla
Olivia Bulla
22 de agosto de 2019
5:39 - atualizado às 6:15
Investidores locais lideraram ordens de compra na ação da Petrobras ontem

O mercado financeiro brasileiro se aproveitou ontem de uma notícia “requentada”, sobre privatização de empresas estatais, para suplantar em um só dia toda a oscilação acumulada pelo Ibovespa nos últimos quatros pregões. A festa na renda variável mostra a carência dos investidores por “boas novas”, em meio ao cenário recente de indefinição e volatilidade.

Mas a lista de 17 empresas a serem privatizadas contemplava, na verdade, apenas nove estatais, sendo que sete delas já constavam no programa de privatizações do governo Temer. Não houve, portanto, nenhuma surpresa. E nem a afirmação de que a Petrobras será vendida até o fim do governo Bolsonaro empolgou os investidores estrangeiros.

As ordens de compra das ações preferenciais e ordinárias da estatal petrolífera foram dominadas por instituições locais, sendo que no ranking de volume líquido das corretoras, os “gringos” estavam nas duas pontas, com alguma força no lado vendedor. Quem liderou as compras foi o BTG Pactual, tanto no giro total quanto na Petrobras.

Os investidores sabem que a meta do governo Bolsonaro de impulsionar a economia com as privatizações é ambiciosa e pode esbarrar na burocracia, demorando um longo período até conseguir o aval do Congresso e da Suprema Corte (STF) para acontecer. Com isso, o Brasil corre o risco de ter um fraco desempenho econômico por um tempo prolongado.

Afinal, uma das grandes críticas ao governo neste início de mandato foi apostar todas as fichas na reforma da Previdência, o que deixou o país praticamente parado, sem outras medidas de estímulo de curto prazo, aguardando o longo processo de tramitação da proposta na Câmara. Aliás, no Senado, o parecer do relator na CCJ ainda não foi entregue.

Hoje, então, é dia de voltar-se para a agenda econômica e para o cenário externo, que ontem ajudou - e muito - para que a Bolsa brasileira tivesse um pregão de alta. A aparente calmaria no exterior, depois de vários dias de turbulência, foi o suficiente para o Ibovespa subir forte e recuperar o nível dos 100 mil pontos.

Leia Também

Já a reação ao início dos leilões realizados pelo Banco Central nos mercados à vista e futuro de câmbio poderia ter sido melhor.  Tanto que, no fim da sessão de ontem, o dólar seguiu acima de R$ 4,00 pelo quarto dia seguido.

Exterior misto

As principais bolsas europeias iniciaram a sessão sem uma direção firme, alternando altas e baixas, apó um pregão novamente misto na Ásia, onde Hong Kong caiu (-0,8%), mas Tóquio e Xangai oscilaram no positivo, apesar da indústria japonesa seguir em território de contração pelo quarto mês seguido.

Na zona do euro, dados preliminares de atividade em agosto mostram que a indústria na França e na Alemanha alcançaram o maior nível em dois meses, enquanto o setor de serviços alemão caiu à mínima em sete meses, mas o francês subiu à máxima em nove meses. Em reação, o euro oscila em alta, com o dólar mais fraco favorecendo o petróleo.

Já os índices futuros das bolsas de Nova York ensaiam ganhos, um dia após o Federal Reserve não dizer nem que sim nem que não para a continuidade da redução da taxa de juros nos Estados Unidos, mas deixar a porta aberta para mais afrouxamento monetário neste ano, se necessário.

O destaque do dia fica com a ata da reunião de julho do Banco Central Europeu (BCE), logo cedo (8h30). No encontro do mês passado, esperava-se um corte na taxa de juros na zona do euro, mas o presidente da autoridade monetária da zona do euro, Mario Draghi, tratou de jogar um balde de água fria e passar a batata quente para as mãos do Fed.

Divulgada ontem, a ata da reunião do BC dos EUA também no mês passado prometia muito e acabou entregando pouco. O documento mostrou que a maioria dos integrantes viu o corte de 0,25 ponto em julho como um “ajuste de meio de ciclo”, apoiando a queda como uma medida “preventiva” ao crescimento econômico e à inflação no país.

Segundo o Fed o corte nos juros norte-americanos no mês passado - o primeiro desde 2008 - faz parte de uma “reavaliação em curso” da trajetória da política monetária, que teve início no fim do ano passado, quando a taxa estava em alta. Porém, pouco se falou sobre os próximos passos, fazendo nenhuma menção sobre o que será feito.

A expectativa do mercado financeiro era de que o Fed indicasse cortes adicionais, mostrando disposição em aliviar mais a política monetária ainda neste ano. Em vez disso, os integrantes optaram por uma abordagem reunião a reunião, deixando as decisões futuras sobre a taxa de juros para cada um dos três encontros restantes em 2019.

Ainda assim, o Fed citou a guerra comercial e o sentimento de empresários e consumidores como fatores de risco - uma pista de que quer ter flexibilidade na condução da política monetária, de modo a estar pronto para agir, se necessário. Mas não se trata, de fato, de um ciclo de cortes - reforçando a mensagem do presidente Jerome Powell na já famigerada coletiva de imprensa após a decisão de julho.

A ver, então, o que Powell tem a dizer em Jackson Hole. Por mais que o Fed tenha descartado um ciclo agressivo de cortes nos juros, não se sabe, ainda, quantos novas quedas cabem nesse “ajuste”. E o mercado financeiro segue acreditando em um processo de afrouxamento relativamente prolongado, com continuidade já em setembro.

Dia de agenda cheia

A agenda de indicadores econômicos ganha força nesta quinta-feira, no Brasil e no exterior. Por aqui, o destaque fica com a prévia deste mês da inflação oficial ao consumidor. O chamado IPCA-15 deve subir 0,2% em relação a julho, após dois meses seguidos de resultados próximos à estabilidade.

Com isso, a taxa acumulada em 12 meses até agosto deve seguir em níveis confortáveis, ao redor de 3,3% - portanto, abaixo do alvo perseguido pelo Banco Central neste ano, de 4,25%. Os números efetivos serão divulgados às 9h. Antes, às 8h, sai o índice de confiança do consumidor brasileiro neste mês.

Já o calendário norte-americano traz os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país (9h30), a leitura preliminar de agosto sobre a atividade na indústria e nos serviços nos EUA (10h45) e o índice de indicadores antecedentes em julho (11h). No mesmo horário, na zona do euro, tem ainda a confiança do consumidor na região em meados deste mês.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

ONDE INVESTIR

Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês

2 de abril de 2025 - 19:30

No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional

DEIXANDO O PALCO

Elon Musk fora da Casa Branca? Trump teria confirmado a saída do bilionário do governo nas próximas semanas, segundo site

2 de abril de 2025 - 15:05

Ações da Tesla sobem 5% após o Politico reportar que o presidente dos EUA afirmou a aliados sobre a mudança no alto escalão da Casa Branca

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

E AGORA, LULA

O Brasil pode ser atingido pelas tarifas de Trump? Veja os riscos que o País corre após o Dia da Libertação dos EUA

2 de abril de 2025 - 6:29

O presidente norte-americano deve anunciar nesta quarta-feira (2) as taxas contra parceiros comerciais; entenda os riscos que o Brasil corre com o tarifaço do republicano

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

AÇÕES EM QUEDA FORTE

Natura &Co é avaliada em mais de R$ 15 bilhões, em mais um passo no processo de reestruturação — ações caem 27% no ano

1 de abril de 2025 - 17:29

No processo de simplificação corporativa após massacre na bolsa, Natura &Co divulgou a avaliação do patrimônio líquido da empresa

“LEILÃO VERDE”

Petrobras faz parceria com BNDES e busca rentabilidade no mercado de créditos de carbono

1 de abril de 2025 - 17:15

Protocolo de intenções prevê compra de créditos de carbono de projetos de reflorestamento na Amazônia financiados pelo Banco

QUEM ENTRA E QUEM SAI

Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3

1 de abril de 2025 - 14:47

A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares

conteúdo EQI

Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário

1 de abril de 2025 - 12:00

O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump

1 de abril de 2025 - 8:13

Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump

BALANÇO DO MÊS

Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio

31 de março de 2025 - 19:08

Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam

BULL & BRISKET MARKET

Trump Media estreia na NYSE Texas, mas nova bolsa ainda deve enfrentar desafios para se consolidar no estado

31 de março de 2025 - 18:50

Analistas da Bloomberg veem o movimento da empresa de mídia de Donald Trump mais como simbólico do que prático, já que ela vai seguir com sua listagem primária na Nasdaq

MADE IN AMERICA

Família Trump entra no setor de mineração de bitcoin — American Bitcoin mira o topo da indústria

31 de março de 2025 - 15:32

Donald Trump Jr. e Eric Trump ingressaram no setor de mineração de bitcoin e, em parceria com a Bitcoin Hut 8, buscam construir a maior empresa do ramo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump

31 de março de 2025 - 8:18

O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”

MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA

28 de março de 2025 - 8:04

O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar