🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

BCs embalam mercado, mas Irã pode atrapalhar ajuste

Volta do feriado nacional deve ser de ajuste positivo nos ativos locais, em meio à disposição dos bancos centrais em aumentar os estímulos monetários

Rali das commodities deve dar um fôlego extra, mas tensão entre EUA e Irã pode pesar

A sexta-feira espremida entre o feriado nacional e o fim de semana deve ser de ajuste positivo no mercado financeiro doméstico, após os principais bancos centrais entoarem um coro de que estão dispostos em aumentar os estímulos monetários, caso os riscos à economia global piorem. E os ativos de risco pelo mundo vibram com essa harmonia uníssona, com os investidores acreditando no poder de reação dos BCs.

Após o Federal Reserve adotar tal postura, o S&P 500 fechou no topo histórico ontem, colado aos 3 mil pontos, o que deve renovar o fôlego de alta do Ibovespa hoje. O rali das commodities, com o petróleo subindo mais de 5% na véspera diante da escalada da tensão entre Estados Unidos e Irã e o minério de ferro atingindo máxima histórica em Dalian, tende a levar a Bolsa brasileira além dos 100 mil pontos, conquistados na última quarta-feira.

O dólar, por sua vez, se enfraquece em relação às moedas rivais, negociado nos menores níveis do ano, após o Fed perder a “paciência” e abrir a porta para o início do ciclo de cortes na taxa de juros norte-americana já em julho. O movimento da moeda dos Estados Unidos acompanhou o derretimento dos bônus do país, com o rendimento (yield) do título de 10 anos (T-note) vindo abaixo de 2% pela primeira vez desde novembro de 2016.

O rali de ontem refletiu o otimismo dos investidores em relação à possibilidade de o Fed cortar os juros nos EUA, em resposta à perda de tração da economia global, que tem trazido preocupação sobre o lucro das empresas. Esse temor direcionou parte dos recursos para ativos seguros, como os títulos norte-americanos e o ouro, que está nas máximas em seis anos. A fraqueza do dólar também ajuda nesse movimento clássico de busca por proteção, dando contornos de apetite por risco, em um momento de incerteza global.

Irã pode atrapalhar

Nesta manhã, porém, a dinâmica rápida e acentuada de recuperação dos ativos mais arriscados perde força, em meio às suspeitas da Casa Branca sobre o abatimento de um drone militar dos EUA pelo Irã. O presidente Donald Trump teria autorizado um ataque militar contra Teerã, mas depois cancelou a ordem, com Washington ainda sem saber se a derrubada de um drone norte-americano em águas internacionais foi ou não intencional.

Mesmo assim, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram na linha d’água, com pouco brilho para seguir em frente, após uma sessão de perdas na Ásia. Tóquio liderou a queda, com -1%, após dados fracos sobre a manufatura japonesa em meados deste mês. Hong Kong também caiu (-0,4%), à medida que manifestantes voltaram a se reunir em frente aos prédios do governo na ilha. Xangai teve alta de 0,5%.

Leia Também

No Ocidente, as principais bolsas europeias se ajustam aos ganhos da véspera em Wall Street, quando a alta foi ao redor de 1%. Nos demais mercados, o petróleo segue no terreno positivo, com o barril do tipo WTI cotado acima de US$ 57, ao passo que a T-note de 10 anos oscila acima de 2%. Já o dólar segue mais fraco, com o euro e o iene ganhando terreno, enquanto o xará australiano tem leves perdas.

Alerta...

Ainda assim, a expectativa dos investidores é de que, no curto prazo, o ambiente favorável aos ativos de risco tende a prevalecer. Porém, o mercado financeiro parece se escorar, mais uma vez, na armadilha da liquidez, relegando os desafios latentes à dinâmica da atividade, que podem não se solucionar apenas com os bancos centrais fazendo “mais do mesmo” que se viu há cerca de 10 anos, para conter os efeitos da crise de 2008.

Há dúvidas se uma ação coordenada entre os BCs será capaz de alterar a rota da economia global, levando a um crescimento com vigor e de forma sustentável, em meio à guerra comercial e à necessidade de reformas e ajustes nos países emergentes. Tal disposição dos BCs tende apenas a disponibilizar mais recursos no sistema financeiro - e não em direção aos investimentos ou à oferta de crédito aos consumidores e empresas.

...de uma onda global

Mas não foi apenas o Fed que se mostrou disposto em mudar a rota da política monetária, rumo à injeção de “dinheiro fácil” nos mercados. Ontem, os BCs da Inglaterra (BoE) e do Japão (BoJ) se uniram ao tom suave (“dovish”) na fala dos presidentes Jerome Powell (Fed) e Mario Draghi, do BC da zona do euro (BCE), deixando a sensação de que uma onda global de afrouxamento monetário está se formando.

E o BC brasileiro não deve ficar de fora. No comunicado que acompanhou a decisão de manter a taxa Selic estável em 6,50% pela décima vez consecutiva, o Comitê de Política Monetária (Copom) admitiu que houve uma “interrupção” do processo de recuperação da economia brasileira e avaliou que o cenário para a inflação evoluiu de maneira “favorável”, mas observou que o risco de eventual frustração com as reformas “é preponderante”.

Assim, caso as condições indicadas pelo Copom sejam atingidas nos próximos meses - a saber, a manutenção de um cenário benigno para a inflação e de um ambiente hostil ao crescimento combinada com o avanço da reforma da Previdência - parece haver espaço para uma queda total ao redor de 1 ponto porcentual (pp) no juro básico ainda neste ano, renovando o piso histórico da Selic em 5,50%.

Essa percepção tende a manter a retirada de prêmios dos juros futuros locais (DIs), seguindo o claro viés de achatamento (“flatenning”) das curvas de juros pelo mundo, que estão com taxas nominais cada vez mais baixas e até negativas. A grande dúvida é o que pode acontecer com o dólar por aqui. De um lado, a moeda norte-americana pode a vir abaixo da marca de R$ 3,80 já nesta sexta-feira, seguindo a fraqueza do dólar no mundo.

Por outro, a perda de atratividade no diferencial de juros (“carrego”) pago no Brasil em relação ao retorno dado por bônus em outros países mais arriscados tende a pressionar o dólar para cima. Ou seja, a trajetória cadente das taxas básicas de juros no mundo cria um ambiente mais desafiador e a abordagem dovish do Copom pode ser apenas uma desculpa para os investidores manterem posições de defesa (hedge), segurando o dólar em R$ 3,85.

Volume e agenda fracos

De qualquer forma, o volume de negócios no pregão brasileiro pode ser prejudicado hoje, com a pausa de ontem, por causa do feriado nacional, deixando muitos investidores ainda de fora da sessão. Além disso, a agenda econômica doméstica está esvaziada nesta sexta-feira, o que desloca as atenções para o calendário de divulgações no exterior.

Dados preliminares sobre a atividade nos setores industrial e de serviços na zona do euro e nos EUA em junho estão entre os destaques do dia. Também serão conhecidos números sobre o setor imobiliário norte-americano. Além disso, merecem atenção discursos de dirigentes do Fed, que podem avançar na mensagem deixada na última quarta-feira.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%

3 de abril de 2025 - 10:50

O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

QUEM ENTRA E QUEM SAI

Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3

1 de abril de 2025 - 14:47

A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares

ACORDO ELETRIZANTE

Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos

1 de abril de 2025 - 14:35

Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%

TOUROS E URSOS #217

Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos

1 de abril de 2025 - 14:05

No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira

conteúdo EQI

Dólar dispara com novas ameaças comerciais de Trump: veja como buscar lucros de até dólar +10% ao ano nesse cenário

1 de abril de 2025 - 12:00

O tarifaço promovido por Donald Trump, presidente dos EUA, levou o dólar a R$ 5,76 na última semana – mas há como buscar lucros nesse cenário; veja como

MUDANÇAS NO CONSELHO

Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3

1 de abril de 2025 - 11:49

Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista

APÓS O ROMBO

Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária

1 de abril de 2025 - 9:51

Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump

1 de abril de 2025 - 8:13

Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump

BALANÇO DO MÊS

Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio

31 de março de 2025 - 19:08

Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam

LUCRAR MAIS COM MENOS RISCO?

Itaú BBA revela as ações com baixa volatilidade que superam o retorno do Ibovespa — e indica seis papéis favoritos

31 de março de 2025 - 19:01

O levantamento revelou que, durante 13 anos, as carteiras que incluíam ações com baixa volatilidade superaram a rentabilidade do principal índice da bolsa brasileira

DESTAQUES DA BOLSA

Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações

31 de março de 2025 - 16:35

O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024

NO BANCO DOS RESERVAS

Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan

31 de março de 2025 - 14:49

O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra

EM BUSCA DE PROTEÇÃO

Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março 

31 de março de 2025 - 11:37

A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar