🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Copom mantém mantra e China busca um para si

Banco Central repete que é preciso ter “cautela, serenidade e perseverança” na condução do juro básico, enquanto China chega a Washington com uma “espada sobre o pescoço”

Olivia Bulla
Olivia Bulla
9 de maio de 2019
5:42 - atualizado às 6:24
Trump renova ameaça sobre Pequim e aumento da tarifa de importação sobre produtos chineses é dado como certo

O Comitê de Política Monetária (Copom) manteve o mantra “cautela, serenidade e perseverança” ao deixar a taxa básica de juros no piso histórico, descartando, por ora, qualquer chance de corte na Selic. Já a China busca um mantra para si, uma vez que chega a Washington tendo que negociar um acordo comercial com uma “espada sobre o pescoço”.

O presidente norte-americano, Donald Trump, renovou ontem as ameaças sobre Pequim, alegando que o país asiático “quebrou o acordo” comercial que vinha sendo costurado há meses. A declaração ocorreu após a China afirmar que irá retaliar o aumento de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões em produtos exportados aos Estados Unidos, amanhã.

Em reação às novas declarações vindas da Casa Branca, as principais bolsas asiáticas registraram fortes perdas, que foram lideradas por Hong Kong (-2,25%) e seguidas de perto por Xangai (-1,5%). Tóquio caiu 0,9%. No Ocidente, os índices futuros das bolsas de Nova York exibem queda acelerada, indicando uma sessão negativa em Wall Street. O dólar se fortalece, mas cai frente ao iene, enquanto o petróleo recua mais de 1% e o ouro sobe.

O movimento de fuga dos ativos de risco reflete o nervosismo dos investidores com a escalada da tensão comercial entre as duas maiores economias do mundo, sendo que os comentários de Trump elevaram a busca por proteção nos mercados. As declarações foram feitas na Flórida, um dos estados decisivos (swing state) na eleição presidencial, em que nenhum candidato possui maioria absoluta.

Ou seja, Trump já está em campanha pela reeleição em 2020 e visa conquistar os eleitores conservadores na região Sudeste dos EUA com sua retórica protecionista. "Você vê as tarifas que estamos fazendo? Porque eles quebraram o acordo. Eles quebraram o acordo ”, disse. "Eles não podem fazer isso, então eles vão pagar [por isso]."

Com isso, a recepção à delegação chinesa parece ser a pior possível e a expectativa é de que as negociações entre os dois países, que vão até amanhã, podem marcar uma aumento significativo da guerra comercial. E um colapso nas conversas entre EUA e China pode desencadear uma grande onda vendedora (selloff) de ativos de risco pelo mundo, o que inclui o Brasil.

Leia Também

Salvo uma concessão maciça de Pequim às exigências de Washington ou uma reversão extrema na tática de negociação Trump, o conflito entre EUA e China pode durar até 2020. Mas precisamente até as eleições presidenciais norte-americanas - ou além, a depender do resultado do pleito.

Afinal, qualquer medida que seja adotada e que vá na direção contrária a um acordo comercial tende a acirrar a disputa entre as duas maiores economias do mundo, com efeitos danosos para ambas - e para o mundo. A questão é que nenhum dos dois lado quer “perder a face”. Ao contrário, tanto EUA quanto China querem manter o prestígio, evitando perder o respeito enquanto potência econômica (e geopolítica).

Juro longo também baixo

Além do exterior mais avesso ao risco, o mercado doméstico também se ajusta à perspectiva de que o juro básico deve ficar estável durante um período relevante. Mais que isso, a taxa Selic tende a seguir baixa no horizonte à frente, mesmo quando voltar a subir. O problema é que os investidores esperavam uma eventual sinalização de queda à frente, o que seria bem-vinda à atividade doméstica.

O mesmo não se pode dizer para o dólar nem para a inflação. Afinal, os juros baixos no Brasil é um dos fatores responsáveis pela desvalorização do real, diante da menor atratividade no diferencial de juros pago no país em relação ao mundo. Ao mesmo tempo, um dólar forte pesa nos preços de alguns insumos básicos, como os combustíveis.

Para o Banco Central, o cenário básico para a inflação permanecem com fatores de risco em ambas as direções, sendo dois fatores de pressão para cima e um, para baixo. Segundo o Copom, é importante observar o comportamento da economia brasileira ao longo do tempo, o que é refletido nas taxas de juros de longo prazo - e nos DIs.

Para tanto, é fundamental a redução do grau de incerteza da atividade doméstica, o que lança luz sobre as reformas, em especial a da Previdência. Afinal, os investidores veem a aprovação de novas regras para aposentadoria como condição sine qua non para a retomada do crescimento econômico.

Ontem, o ministro Paulo Guedes e sua equipe econômica mostraram aos deputados da comissão especial a necessidade da aprovação da reforma. O destaque na audiência pública ficou com a mudança de postura do Centrão. Após se omitir na defesa do ministro durante a sessão tumultuada na CCJ, os partidos do bloco manifestaram apoio.

Essa disposição ocorre depois de o presidente Jair Bolsonaro ceder às pressões. Portanto, se por um lado a decisão do governo de recriar as pastas de Cidades e Integração Nacional quebra a promessa de se opor à “velha política”; por outro revela maiores chances de aprovação da reforma em tempo mais curto e menos desidratada.

Agenda traz dados de atividade e inflação

O calendário econômico desta quinta-feira está mais carregado, no Brasil e no exterior. Aqui, as atenções se voltam para os indicadores de atividade que o IBGE anuncia, às 9h, sobre as vendas no varejo em março e sobre a estimativa para a safra agrícola neste ano.

Enquanto se espera uma recuperação do comércio varejista em relação a fevereiro, com alta de 1%, o desempenho anual deve interromper uma sequência de sete avanços seguidos e cair 2%. Na safra de balanços, destaque para os resultados trimestrais de Banco do Brasil, antes da abertura, e da Vale, depois do fechamento do pregão local.

Já no exterior, o foco está na inflação. Pela manhã, sai o índice de preços ao produtor norte-americano (PPI) em abril, às 9h30. No fim do dia, a China anuncia o comportamento dos preços no atacado e também ao consumidor (CPI) no mês passado.

Ao longo da manhã, saem os dados da balança comercial dos EUA em março e os pedidos semanais de auxílio-desemprego feitos no país, ambos às 9h30. Neste mesmo horário, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, discursa em evento em Washington. Ainda na agenda econômica norte-americana, saem os estoques no atacado em março (11h).

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ESPERAR PARA VER

A pressão vem de todos os lados: Trump ordena corte de juros, Powell responde e bolsas seguem ladeira abaixo

4 de abril de 2025 - 14:00

O presidente do banco central norte-americano enfrenta o republicano e manda recado aos investidores, mas sangria nas bolsas mundo afora continua e dólar dispara

CÂMBIO

O combo do mal: dólar dispara mais de 3% com guerra comercial e juros nos EUA no radar

4 de abril de 2025 - 12:25

Investidores correm para ativos considerados mais seguros e recaculam as apostas de corte de juros nos EUA neste ano

PESOU NO BOLSO

Mark Zuckerberg e Elon Musk no vermelho: Os bilionários que mais perdem com as novas tarifas de Trump

4 de abril de 2025 - 11:31

Só no último pregão, os 10 homens mais ricos do mundo perderam, juntos, em torno de US$ 74,1 bilhões em patrimônio, de acordo com a Bloomberg

OLHO POR OLHO

China não deixa barato: Xi Jinping interrompe feriado para anunciar retaliação a tarifas de Trump — e mercados derretem em resposta

4 de abril de 2025 - 9:32

O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira (4) que irá impor uma tarifa de 34% sobre todos os produtos importados dos EUA

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Um café e um pão na chapa na bolsa: Ibovespa tenta continuar escapando de Trump em dia de payroll e Powell

4 de abril de 2025 - 8:16

Mercados internacionais continuam reagindo negativamente a Trump; Ibovespa passou incólume ontem

SEXTOU COM O RUY

Cardápio das tarifas de Trump: Ibovespa leva vantagem e ações brasileiras se tornam boas opções no menu da bolsa

4 de abril de 2025 - 6:03

O mais importante é que, se você ainda não tem ações brasileiras na carteira, esse me parece um momento oportuno para começar a fazer isso

MODO DEFESA

Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos

3 de abril de 2025 - 19:14

A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco

UM DIA PARA ESQUECER

Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump

3 de abril de 2025 - 19:01

Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro

GREEN BONDS

China lança primeiro título soberano verde em yuans no exterior

3 de abril de 2025 - 15:53

O volume total de subscrições alcançou 41,58 bilhões de yuans, superando em quase sete vezes o valor inicial da oferta

NO OLHO DO FURACÃO

Bitcoin (BTC) em queda — como as tarifas de Trump sacudiram o mercado cripto e o que fazer agora

3 de abril de 2025 - 15:05

Após as tarifas do Dia da Liberdade de Donald Trump, o mercado de criptomoedas registrou forte queda, com o bitcoin (BTC) recuando 5,85%, mas grande parte dos ativos digitais conseguiu sustentar valores em suportes relativamente elevados

DÓLAR HOJE

Obrigado, Trump! Dólar vai à mínima e cai a R$ 5,59 após tarifaço e com recessão dos EUA no horizonte

3 de abril de 2025 - 13:13

A moeda norte-americana perdeu força no mundo inteiro nesta quinta-feira (3) à medida que os investidores recalculam rotas após Dia da Libertação

ENTREGAS DE AVIÕES

Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump 

3 de abril de 2025 - 12:31

A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

O DIA DEPOIS DE AMANHÃ

O Dia depois da Libertação: bolsas globais reagem em queda generalizada às tarifas de Trump; nos EUA, Apple tomba mais de 9%

3 de abril de 2025 - 10:50

O Dia depois da Libertação não parece estar indo como Trump imaginou: Wall Street reage em queda forte e Ibovespa tem leve alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump Day: Mesmo com Brasil ‘poupado’ na guerra comercial, Ibovespa fica a reboque em sangria das bolsas internacionais

3 de abril de 2025 - 8:14

Mercados internacionais reagem em forte queda ao tarifaço amplo, geral e irrestrito imposto por Trump aos parceiros comerciais dos EUA

DERRETENDO

Tarifas de Trump levam caos a Nova York: no mercado futuro, Dow Jones perde mais de 1 mil pontos, S&P 500 cai mais de 3% e Nasdaq recua 4,5%; ouro dispara

2 de abril de 2025 - 20:10

Nas negociações regulares, as principais índices de Wall Street terminaram o dia com ganhos na expectativa de que o presidente norte-americano anunciasse um plano mais brando de tarifas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

FIM DO MISTÉRIO

As tarifas de Trump: entenda os principais pontos do anúncio de hoje nos EUA e os impactos para o Brasil

2 de abril de 2025 - 18:09

O presidente norte-americano finalmente apresentou o plano tarifário e o Seu Dinheiro reuniu tudo o que você precisa saber sobre esse anúncio tão aguardado pelo mercado e pelos governos; confira

DEIXANDO O PALCO

Elon Musk fora da Casa Branca? Trump teria confirmado a saída do bilionário do governo nas próximas semanas, segundo site

2 de abril de 2025 - 15:05

Ações da Tesla sobem 5% após o Politico reportar que o presidente dos EUA afirmou a aliados sobre a mudança no alto escalão da Casa Branca

PERDEU, DÓLAR

Efeito Trump? Dólar fica em segundo plano e investidores buscam outras moedas para investir; euro e libra são preferência 

2 de abril de 2025 - 13:35

Pessimismo em relação à moeda norte-americana toma conta do mercado à medida que as tarifas de Trump se tornam realidade

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar