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Olivia Bulla

Olivia Bulla

Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).

A Bula do Mercado

Mercados ainda sentem peso da guerra comercial

Bolsas da Ásia têm fortes perdas e moeda chinesa quebra barreira do nível-chave de 7 yuans por dólar, em meio ao agravamento da tensão comercial entre EUA e China

Olivia Bulla
Olivia Bulla
5 de agosto de 2019
5:29 - atualizado às 6:49
No Brasil, atenção está voltada para a retomada da votação da reforma da Previdência, amanhã

A primeira semana cheia de agosto começa com o mercado financeiro ainda sentindo o baque sofrido nos primeiros dias do mês, quando Donald Trump reativou a guerra comercial contra a China menos de 24 horas após o Fed decepcionar e não indicar um ciclo de cortes nos juros dos Estados Unidos. E os negócios locais devem seguir reféns do cenário internacional, enquanto aguardam novidades sobre a reforma da Previdência.

As principais bolsas asiáticas registraram duras perdas - as maiores desde março - com Tóquio cedendo 1,7% e Xangai caindo 1,6%, enquanto o yuan chinês (renminbi) quebrou a barreira de 7 yuans por dólar, renovando a mínima recorde. Mas o destaque na região ficou mesmo com a queda de quase 3% do índice Hang Seng, em meio à novos protestos em Hong Kong, que agora desafiam o controle de Pequim sobre o território da ilha.

Trata-se de mais um problema que o presidente chinês, Xi Jinping, terá de lidar. Cerca de dois meses antes da reunião anual do Politburo do Partido Comunista, Xi deve sumir do noticiário e se reunir neste verão (no Hemisfério Norte) com lideranças do passado e do presente em um secreto resort na praia de Beidahe, Hebei, para iniciar os preparativos do encontro de política, em outubro. Afinal, são muitos focos de tensão a serem tratados.

E todos eles podem dificultar os “dois objetivos do centenário” propostos por Xi. Mas enquanto o governo chinês tentar seguir com o plano de construir uma “sociedade moderadamente próspera” até 2021 e tornar-se um país “rico, poderoso, democrático, civilizado e harmonioso” até 2049, o Ocidente também tenta entender os impactos da postura dura de Trump na economia global.

Efeito global

Estimativas preliminares falam de uma diminuição de apenas de 0,2% no PIB dos EUA e da China, por ano, até 2021, mas sem considerar o contágio ao demais países. Além disso, os investidores sabem que se Trump levar a cabo a intenção de taxar em 10% US$ 300 bilhões em produtos chineses, o novo imposto atingirá os consumidores norte-americanos e as empresas dos EUA enfrentarão mais interrupções na oferta.

Com isso, os índices futuros das bolsas de Nova York amanheceram em queda acelerada, de mais de 1%, apó relatos de que a mais recente rodada de negociações sino-americanas, em Xangai, foi breve e improdutiva. O sinal negativo em Wall Street reflete as perdas vindas da Ásia e prejudica a abertura do pregão na Europa, onde pesam as ações mais sensíveis à China, como as mineradoras e as empresas do setor de tecnologia.

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Nos demais mercados, chama atenção o movimento de fuga para ativos seguros, com os investidores buscando proteção nos títulos norte-americanos, no iene e no ouro. O rendimento (yield) do papel dos EUA de 10 anos (T-note) recuou ao menor nível desde outubro de 2016, acumulando sete quedas consecutivas. Entre as commodities, o minério de ferro registrou a maior queda em mais de dois anos, enquanto o petróleo cai mais de 1%.

Esse movimento de maior aversão ao risco coloca os ativos em uma espiral negativa, que só será interrompida se houver algum alento aos mercados. E o que pode salvar os negócios é uma postura mais agressiva do Fed na condução da taxa de juros norte-americana ou um arrefecimento da guerra comercial entre EUA e China. Mas não se sabe se uma coisa ou outra vai acontecer, pelo menos no curto prazo.

Por aqui, só a reforma interessa

E o mercado doméstico deve seguir refém do cenário internacional mais avesso ao risco, enquanto aguarda novidades no front político. Apesar de a agenda econômica doméstica trazer divulgações relevantes - entre elas, a ata do Copom, amanhã, e o IPCA, na quinta-feira - o foco local está mesmo na volta dos trabalhos no Congresso.

É grande a expectativa pela retomada da votação da reforma da Previdência na Câmara. O presidente da Casa, Rodrigo Maia, já agendou sessões em plenário a partir de amanhã, deixando claro o objetivo de aprovar a matéria, em segundo turno, ainda nesta semana. Antes disso, ele retoma hoje a articulação com o partidos e discute o tema em encontro com o ministro Paulo Guedes (Economia) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, nesta manhã.

O placar favorável na primeira rodada entre os deputados não deixa dúvidas de que o texto será enviado ao Senado, onde deve ser aprovado até o mês que vem, sem diluições adicionais. O texto deve chegar à Casa até o fim desta semana, onde passará primeiro pela Comissão de Constituição e Justiça, e há a possibilidade de reincluir estados e municípios na proposta.

A aprovação de novas regras para aposentadoria deve pavimentar o caminho para o Banco Central continuar renovando o piso histórico da taxa básica de juros. A ata da reunião de julho pode trazer sinais em relação ao tamanho do ciclo de cortes, com as estimativas situando a Selic entre 5,25% e 4,75% até o fim do ano. O cenário benigno da inflação, a ser corroborado pelo índice oficial de preços (IPCA), também contribuiu para o afrouxamento.

Por hoje, merece atenção o relatório Focus, do BC (8h25), que pode trazer novas previsões para a Selic, o IPCA, além do desempenho do PIB e do dólar. Aliás, chama atenção o fato de a moeda norte-americana ter encerrado a semana passada colada à faixa de R$ 3,90. Em parte, a retirada de mais de R$ 10 bilhões em recursos estrangeiros da Bolsa brasileira neste ano, com a saída de R$ 6,5 bilhões apenas em julho, explica o movimento do dólar.

Resta saber quanto mais o Ibovespa consegue avançar na faixa dos 100 mil pontos, em meio à ausência dos “gringos” na ponta compradora, bem como o quanto a posição defensiva (hedge) em dólar pode atrapalhar a queda da moeda norte-americana para níveis mais próximos a R$ 3,70 - ou menos. Ainda mais na “nova era” de juros baixos no país...

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