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Em reunião em Brasília, representantes dos BRICS dizem que cooperação do grupo está aquém do potencial

Grupo realiza nesta quarta-feira uma série de encontros e debates em Brasília para decidir os seus próximos passos

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13 de novembro de 2019
15:43 - atualizado às 17:17
BRICS
Imagem: Shutterstock

O presidente da seção russa do Conselho Empresarial do Brics, Sergey Katyrin, disse que a cooperação entre os países do bloco ainda não "corresponde ao potencial". Durante a sessão de abertura do Fórum Empresarial do Brics, Katyrin disse que é necessário analisar as barreiras que impedem a cooperação entre os países, como na área agrícola e química. "O Brics ainda é uma estrutura jovem, temos muito trabalho a fazer", afirmou.

Ele lembrou ainda que há muito protecionismo no comércio entre os países e o mercado internacional está volátil. Katyrin defendeu a realização de operações em moedas nacionais e a ampliação de informações entre empresas e países do bloco. "As condições difíceis na arena mundial exigem que criemos soluções para crescimento de todos", afirmou.

Índia

O presidente da seção da Índia do Conselho Empresarial Brics, Onkar Kanwar, também acredita que o bloco tem muito mais potencial de crescimento, apesar de já se mostrar muito potente. Ele citou a Índia como um exemplo de um dos países que podem crescer significativamente até 2024.

"O Brics tem um potencial muito maior ainda para crescer, principalmente no comércio entre os países", afirmou. "Os problemas ainda são barreiras alfandegárias, processos lentos e a infraestrutura dos nossos portos, isso leva a aumento de custos. É uma razão pela qual apresentamos níveis baixos de comercio entre os países", afirmou.

Kanwar citou ainda a importância da tecnologia 5G no agronegócio e áreas rurais. "Há necessidade de fortalecer os mecanismos de cooperação", disse.

China

O presidente da Seção Chinesa do Conselho Empresarial Brics, Xu Lirong, pediu aos seus pares do grupo a defesa do multilateralismo econômico. "Estamos em uma nova etapa de revolução industrial com novas tecnologias permitindo uma nova fase ao comércio internacional, será uma transformação", afirmou.

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"Precisamos ter um entendimento correto de desse desenvolvimento", disse. "Precisamos saber que direção rumar e defender o multilateralismo."

Segundo ele, a globalização econômica é uma tendência histórica e não há quem possa freá-la. Xu Lirong defendeu ainda a elevação da parceria entre os Brics, "de forma estável e com mais energia".

"Existe a necessidade e desejo dos países em ver as cooperações seguirem adiante e em patamar mais elevado", afirmou.

África do Sul

Já para a presidente da seção Sul-Africana, Busi Mabuza, as organizações econômicas estão passando por uma crise existencial. "As tensões também deverão gerar desigualdade", disse. "Tensões exacerbam desigualdades, especialmente no continente africano", afirmou.

Para Mabuza, é preciso reiniciar as relações entre grandes economias e pequenas economias "para nosso benefício mútuo".

"Precisamos examinar as fontes de desequilíbrio nas nossas relações comerciais, precisamos ver por que as economias menores não estão recebendo os benefícios que elas precisam", afirmou.

Brasil vê 'desproporção brutal'

O secretário de Comércio Exterior do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, disse que há uma "desproporção brutal" no comércio entre os países do Brics.

Troyjo citou que os negócios entre Brasil e China chegam a US$ 1 bilhão a cada 80 horas, enquanto, com a Índia, é de cerca de US$ 6 bilhões por ano.

Ele defendeu o aumento da parceria do Brasil com os outros membros do bloco: África do Sul, Índia e Rússia. "Algumas parcerias intra-Brics estão mais avançadas do que outras", afirmou.

O secretário disse ainda que a presença empresarial do Brasil diminuiu na África depois de empresas que atuavam no continente serem envolvidas em esquemas de corrupção. "É o momento do Brasil relançar sua presença na África", disse, citando a África do Sul como a porta de entrada para isso.

Troyjo afirmou ainda que a fatia do bloco no comércio exterior será cada vez maior e disse que os países do G7 (bloco dos sete mais ricos do mundo) terão, nos próximos anos, uma participação global menor do que as sete maiores nações emergentes, algumas delas do próprio Brics.

Ele ressaltou que, enquanto o G7 existe há muito tempo e não originou nenhuma instituição, os países do Brics têm o Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), que representa oportunidade de investimentos para os integrantes.

Troyjo citou ainda a negociação em moedas locais entre os países do Brics entre os instrumentos que precisam ser desenvolvidos para aumentar o comércio dentro do bloco. Ele disse que o futuro do comércio global passa menos por tarifas e cotas e mais por padronizações e promoção comercial. "Precisamos nos promover mais nos mercados do Brics. Exageramos a importância de temas como acordos comerciais quando deveríamos estar nos promovendo", afirmou.

No encontro, o presidente do Conselho do Bank of China, Chen Siqing, elogiou a estrutura do bloco e disse que hoje mais cedo conseguiu firmar um acordo com a Vale. O gerente-geral de Estratégia da Transnet, Irvindra Naidoo, criticou o protecionismo e disse que cadeias globais permitem a especialização da produção e a integração fabricantes. "As companhias vendem para clientes em qualquer lugar do mundo, contanto que consigam fazer dinheiro com isso. Também compram insumos de fornecedores em qualquer lugar do mundo", completou.

Segundo Naidoo, a África tem um potencial de dobrar seu comércio nos próximos cinco anos se o continente conseguir a conectividade apropriada na região. "Vamos diminuir os custos, o que representaria um grande benefício", afirmou. "Isso geraria um ciclo virtuoso na região e entre os Brics", disse.

Vikramjit Singh Sahney, presidente da Sun International, citou a importância das parcerias e elogiou o setor sucroenergético brasileiro. "O Brasil desenvolveu um programa importante, os senhores são líderes em biocombustível", afirmou.

Troyjo falou ainda que o fato da vocação brasileira e de outros países dos Brics de "ser produtor de commodities tem que ser visto como vantagem competitiva".

*Com Estadão Conteúdo.

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