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Estadão Conteúdo

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Exterior e fusão impõem volatilidade ao setor de alimentos

Guerra comercial e peste suína podem representar oportunidades de expansão para empresas brasileiras; movimentos de fusão e aquisição, como a intenção anunciada pela BRF e Marfrig também são pontos que devem adicionar volatilidade às ações do setor

Embalagem de carne bovina
Imagem: Shutterstock

A guerra comercial entre Estados Unidos e China e a peste suína podem representar oportunidades de expansão para empresas brasileiras de alimentos. Analistas, no entanto, alertam que uma possível desaceleração da economia chinesa pode impactar as exportações do setor. Movimentos de fusão e aquisição, como a intenção anunciada pela BRF e Marfrig também são pontos que devem adicionar volatilidade às ações do setor.

"De forma intuitiva tanto a guerra comercial quanto a peste suína parecem positivas, pois em tese, abrem a possibilidade de aumento do volume de negócios para as exportadoras brasileiras", avalia o analista Victor Martins, da Planner Corretora. É preciso acompanhar os desdobramentos, diz.

Para o analista André Ferreira da MyCap, o agravamento da peste suína na China tem feito o mercado internacional voltar os olhos para o mercado brasileiro, contribuindo para um aumento das exportações, assim como dos preços. "O cenário segue positivo porque a demanda por proteína animal ainda vai aumentar, já que é esperada uma queda superior a 30% da produção chinesa por consequências da doença", afirma.

O profissional avalia, no entanto, que a guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta pode levar a uma desaceleração da economia chinesa impactando o segmento.

O economista-chefe do banco digital Modalmais, Alvaro Bandeira, lembra ainda que é preciso considerar os movimentos de fusões e aquisições internas, como a operação anunciada entre BRF e Marfrig.

Ferreira da MyCAP avalia que a fusão das duas empresas pode ser positiva no longo prazo pela abrangência global da marca, que vai abrir caminho para entrada em mercados mais consolidados, onde gigantes do setor dominam. "Por outro lado, no curto e médio prazos, o desafio de ajustar uma operação dessa magnitude será bem complexo, exigindo assim uma boa governança corporativa e visão estratégica", afirma.

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Martins, da Planner, por sua vez, alerta que as negociações só começaram e existe a possibilidade de a transação não ocorrer. Ele lembra que o Memorando de Entendimentos assinado entre as duas companhias prevê um período de exclusividade de 90 dias, prorrogáveis por 30 dias. Nesse período serão avaliadas as sinergias, a estrutura societária mais eficiente a ser adotada, não estando descartados ajustes nos termos da transação. "Nesse contexto, preferimos acompanhar os desdobramentos, lembrando que a operação necessita da aprovação de acionistas importantes de ambas as companhias além dos órgãos de defesa da concorrência."

Para esta semana a Guide Investimentos trocou as ações ordinárias da Eztec pelas preferenciais de Itaúsa. A Mirae Asset continua com Vale e acrescentou quatro novas ações: Banco do Brasil, BR Distribuidora, Marfrig e Gerdau Metalúrgica PN.

BB-BI mudou quase toda a carteira com manutenção apenas de Locamerica. Entraram Bradesco PN, BR Distribuidora ON, IRB Brasil Re ON e Cteep PN. A MyCap manteve apenas Banco do Brasil no portfólio e acrescentou BRMalls, CCR, Duratex e Ultrapar.

Bradesco fez uma alteração com Tenda ON dando lugar para Even ON. O banco digital Modalmais fez duas mudanças com entrada de IRB Brasil Re ON e Engie Brasil ON no lugar de Banco do Brasil e BB Seguridade.

Expectativa de alta de ações ganha fôlego

A expectativa positiva para o Ibovespa teve um salto no Termômetro Broadcast Bolsa, que tem por objetivo captar o sentimento de operadores, analistas e gestores para o comportamento do índice na semana seguinte. Entre 26 participantes, a previsão de alta na próxima semana atingiu 65,38%, ante 48,39% na pesquisa anterior. A de queda recuou de 19,35% para 15,38% e a de estabilidade caiu de 32,26% para 19,23%. O Ibovespa teve ganho semanal de 3,63%.

Na próxima semana, as atenções seguem concentradas em Brasília, em especial em torno da movimentação para a reforma da Previdência. Os parlamentares devem acelerar os trabalhos, na medida em que a intenção do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é aprovar o texto, que ainda está na comissão especial, já no primeiro semestre. O relator da proposta, Samuel Moreira (PSDB-SP), afirmou que pode apresentar seu parecer antes do dia 15. "Quem sabe no fim da semana que vem ou no começo da outra. Estamos nos preparando para isso", disse ontem.

Na agenda de indicadores, os pontos altos são os dados da produção industrial de abril e o IPCA de maio. "Estimamos ligeira recuperação da indústria em abril, com expansão de 0,2% no mês, ainda sinalizando fraca retomada da economia doméstica. O IPCA de maio deverá apresentar deflação em alimentação e descompressão em combustíveis, chegando a uma alta de 0,22%", afirmaram os economistas do Bradesco.

A divulgação do relatório de emprego norte-americano de maio, na sexta-feira (7), é o destaque da agenda internacional da semana que vem, marcada ainda pela divulgação de Índices de Gerentes de Compra (PMIs, na sigla em inglês) na Europa, China e nos Estados Unidos.

Na Europa, o calendário de eventos traz a reunião do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira.

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