Brexit sem acordo aumenta chances de contração do PIB, diz BC britânico
BC britânico manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano, mas cortou sua projeção de crescimento do PIB do Reino Unido neste ano, de 1,7% para 1,2%

O presidente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), Mark Carney, afirmou nesta quinta-feira que um Brexit sem acordo seria um "choque" que aumentaria as chances de que o Reino Unido registre resultados de Produto Interno Bruto (PIB) trimestrais negativos, ou seja, em contração.
Mais cedo, o BC manteve a taxa básica de juros em 0,75% ao ano, mas cortou sua projeção de crescimento do PIB do Reino Unido neste ano, de 1,7% para 1,2%, citando o impacto da demanda mais fraca nas exportações britânicas e as incertezas do processo para a retirada do país da União Europeia nos investimentos e nos gastos com consumo.
Para 2020, o BoE reduziu sua previsão de alta do PIB de 1,7% para 1,5%. Em 2021, a expectativa é que o crescimento acelere para 1,9%. "A economia atual desacelerou por causa do mundo, da Europa e das incertezas do Brexit", resumiu Mark Carney na entrevista coletiva após a decisão de política monetária. "As famílias e as empresas estão percebendo cada vez mais essas incertezas."
O canadense reconheceu que a probabilidade de uma separação abrupta, sem acordo, aumentou, lembrando que faltam apenas sete semanas para a data em que, a princípio, o Brexit deve ser consumado, de 29 de março.
Carney negou, contudo, que o BoE esteja "de mãos atadas". "Não é que as nossas mãos estejam atadas. É que a reação a um Brexit sem acordo não seria automática", explicou, acrescentando que os dirigentes do banco central têm "uma noção muito boa" dos efeitos de uma saída brusca, mas não há como prever os "detalhes".
Metade das empresas ouvidas pelo Banco da Inglaterra em seus levantamentos dizem não estar preparadas para um Brexit sem acordo, segundo o canadense.
Leia Também
O Super Bowl das tarifas de Trump: o que pode acontecer a partir de agora e quem está na mira do anúncio de hoje — não é só a China
Tony Volpon: Buy the dip
Por outro lado, ele declarou que, se a retirada britânica do bloco europeu se der com algum tipo de acordo e uma transição "suave" - cenário que segue sendo visto como o mais provável pelo BoE - a economia do Reino Unido vai voltar a acelerar. "O investimento cresceria", pontuou.
Ainda assim, Carney mostrou ponderação. "Se houver um acordo de retirada, isso já vale alguma coisa, vale muito, mas a incerteza persiste até que empresas tenham clareza sobre a relação futura", disse, referindo-se às tratativas que transcorreriam durante o período de transição mesmo que Londres e Bruxelas acertem um pacto para regular a parte inicial da separação.
Questionado sobre se não seria adequado o BoE alterar a atual orientação para os juros, que usa os termos "graduais e limitadas" para descrever o ritmo das elevações, de forma a preparar os mercados para um cenário sem nenhuma alta da taxa em 2019, o banqueiro central foi claro: "Não."
Kraken adquire NinjaTrader por US$ 1,5 bilhão e avança no mercado de futuros e derivativos
O acordo marca a entrada da exchange cripto no mercado de futuros e derivativos nos EUA, ampliando sua base de usuários e fortalecendo a conexão com mercados tradicionais
O upgrade da Air France: primeira classe ganha pijamas Jacquemus, transfer Porsche e mais
Após investir 5 bilhões de euros, companhia francesa acirra a competição com British Airways e Lufthansa para conquistar o turista de luxo; voo ‘mais barato’ sai a partir de R$ 35 mil
Barcelona ou Madrid: qual cidade da Espanha tem mais a sua cara?
De um lado, a energia vibrante e descolada de Barcelona; de outro, o charme clássico e cosmopolita de Madrid: as duas cidades mais populosas da Espanha têm identidades diferentes; aqui, fizemos um guia para entender qual combina mais com seu perfil
Frenetic trading days: Com guerra comercial no radar, Ibovespa tenta manter bom momento em dia de vendas no varejo e resultado fiscal
Bolsa vem de alta de mais de 1% na esteira da recuperação da Petrobras, da Vale, da B3 e dos bancos
Trump golpeia, Otan se esquiva — mas até quando?
Mark Rutte, chefe da aliança transatlântica, esteve na Casa Branca nesta quinta-feira (13) para tentar convencer os EUA a se manterem na linha de frente da luta pela Europa
Nem Trump para o Ibovespa: índice descola de Nova York e sobe 1,43% com a ajuda de “quarteto fantástico”
Na Europa, a maioria da bolsas fechou em baixa depois que o presidente norte-americano disse que pode impor tarifas de 200% sobre bebidas alcoólicas da UE — as fabricantes de vinho e champagne da região recuaram forte nesta quinta-feira (13)
Trump vai deixar seu vinho mais caro? Como as tarifas de 200% sobre as bebidas europeias nos EUA podem impactar o mercado brasileiro
Mal estar entre os EUA e a União Europeia chega ao setor de bebidas; e o consumidor brasileiro pode ‘sentir no bolso’ essa guerra comercial
Tony Volpon: As três surpresas de Donald Trump
Quem estudou seu primeiro governo ou analisou seu discurso de campanha não foi muito eficiente em prever o que ele faria no cargo, em pelo menos três dimensões relevantes
Agenda econômica: IPCA, dados de emprego dos EUA e o retorno da temporada de balanços marcam a semana pós-Carnaval
Com o fim do Carnaval, o mercado acelera o ritmo e traz uma semana cheia de indicadores econômicos no Brasil e no exterior, incluindo inflação, balanços corporativos e dados sobre o mercado de trabalho nos EUA
Içando a âncora fiscal: a proposta do novo governo alemão para flexibilizar o “freio da dívida” e investir em defesa após recuo dos EUA
Os partidos de centro concordaram em lançar um fundo de 500 bilhões de euros (R$ 3,1 trilhões) para investir em setores prioritários como transporte, redes de energia e habitação
Trump: uma guerra começa quando outra parece perto do fim
Com o Brasil parado para o Carnaval, Trump suspendeu ajuda militar à Ucrânia e deu início prático à guerra comercial, mas não ficou só nisso
Mercado de relógios desacelera em 2024, mas empresa suíça mantém a dominância total, com 32% do mercado
Relatório do Morgan Stanley com a Luxe Consult faz um panorama geral do mercado da relojoaria suíça em 2024
Um ‘MET Gala’ no Louvre: museu francês inaugura primeira exposição sobre moda, com direito a baile para arrecadar fundos
Visando arrecadação de fundos para futuras reformas, o museu francês vai realizar um evento nos moldes do Metropolitan Museum, em Nova York
Agenda econômica: é Carnaval, mas semana terá PIB no Brasil, relatório de emprego nos EUA e discurso de Powell
Os dias de folia trazem oportunidade de descanso para os investidores, mas quem olhar para o mercado internacional, poderá acompanhar indicadores importantes para os mercados
Após discussão entre Trump e Zelensky na Casa Branca, Europa anuncia plano de paz próprio para guerra entre Rússia e Ucrânia
Primeiro-ministro do Reino Unido diz que país concordou com França e Ucrânia em trabalhar num plano de cessar-fogo
Governar a Alemanha será como dançar sobre um campo minado
O primeiro grande obstáculo do novo governo vem de fora: as tarifas comerciais de Trump, mas o verdadeiro teste de fogo será, sem dúvida, o dilema fiscal
Felipe Miranda: O pico do excepcionalismo norte-americano?
Todo o excepcionalismo de Wall Street visto nos últimos anos pode finalmente estar dando lugar a um rali de Europa, China e outros mercados emergentes
Alemanha quer Europa ‘independente’ dos EUA — e os motivos do chanceler eleito vão além do apoio do governo Trump à extrema-direita alemã
Postura de Trump em relação à Europa parece ter sido a gota d’água para Friedrich Merz, o próximo chanceler alemão, mas não é só
Agenda econômica: Prévia da inflação no Brasil, balanço da Petrobras (PETR4) e PIB dos EUA movimentam a semana
Por aqui, os investidores também conhecerão o índice de confiança do consumidor da FGV e a taxa de desemprego, enquanto, no exterior, acompanham o balanço da Nvidia, além de outros indicadores econômicos
Cannabis, monopólio do Estado: o plano da Suíça para legalizar o uso recreativo da erva
A aprovação de um parecer na última sexta-feira (14) dá um novo capítulo à política de Cannabis na Suíça; contra o comércio ilegal, texto propõe monopólio do Estado na venda e aplicação de lucros em políticas de combate à dependência