Bradesco diz que crédito segue de lado com economia fraca, mas mantém projeções para o ano
A estratégia do Bradesco para manter expectativa de avanço de 8% a 13% no ano é dar foco em linhas com mais probabilidade de crescimento, todas elas voltadas para pessoas físicas

Com o ritmo fraco da economia, não tem jeito: a concessão de crédito pelos bancos vai continuar devagar. A afirmação é do presidente do Bradesco, Octavio de Lazari.
"Se o país não cresce e o emprego não se recupera, a tendência do crédito é andar de lado", disse Lazari, em entrevista depois de participar do Ciab, evento de tecnologia bancária promovido pela Febraban.
A declaração pode preocupar à primeira vista porque é justamente da expansão na concessão de financiamentos que os bancos devem tirar uma parte relevante de seus lucros neste ano, ainda mais em um contexto de juros baixos. Então, se você é acionista ou pensa em comprar ações dos bancos, precisa seguir de perto o que acontece com o crédito no país.
A expectativa de um resultado pior do que o esperado para os bancos em meio ao desempenho fraco da economia levou o Goldman Sachs a recomendar a venda das ações do Itaú Unibanco (ITUB4) e Bradesco (BBDC4). A indicação para os papéis das demais instituições é neutra.
Mas o presidente do Bradesco disse que, apesar da redução das projeções para o PIB, o banco mantém a estimativa de crescimento para a carteira de crédito banco neste ano, que varia de 9% a 13%.
A estratégia do banco é dar foco em linhas com mais probabilidade de crescimento, como o crédito imobiliário, consignado, pessoal e veículos, todas elas voltadas para pessoas físicas.
Leia Também
O que poderia mudar esse jogo e trazer alguma recuperação para o crédito ainda neste ano seria a reforma da Previdência, caso a aprovação saia até o começo de agosto.
"Nesse caso, a gente ainda pega um pouco de crescimento no último trimestre do ano, o que já é uma boa notícia", disse Lazari.
No pregão de hoje, as ações preferenciais do Bradesco eram negociadas em alta de 0,08% por volta das 14h50. Confira também nossa cobertura completa de mercados.
Imposto mais alto?
Questionado sobre um possível aumento na alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos, que está em discussão no Congresso, o presidente do Bradesco disse que o setor vai pedir a manutenção da alíquota nos atuais 15%.
A notícia sobre o possível aumento na CSLL pesou sobre as ações dos bancos ontem na B3. Lazari mostrou, contudo, certa resignação com a possibilidade de o legislativo aprovar a alta do tributo para 20%, percentual que vigorou entre 2015 e 2018.
"Se voltar para 20% não tem problema. Nós vamos cumprir, faz parte da nossa vida", afirmou aos jornalistas.
Ações para se proteger da inflação: XP monta carteira de baixo risco para navegar no momento de preços e juros altos
A chamada “cesta defensiva” tem dez empresas, entre bancos, seguradoras, companhias de energia e outros setores classificados pela qualidade e baixo risco
Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) perdem juntas R$ 26 bilhões em valor de mercado e a culpa é de Trump
Enquanto a petroleira sofreu com a forte desvalorização do petróleo no mercado internacional, a mineradora sentiu os efeitos da queda dos preços do minério de ferro
Embraer (EMBR3) tem começo de ano lento, mas analistas seguem animados com a ação em 2025 — mesmo com as tarifas de Trump
A fabricante de aeronaves entregou 30 aviões no primeiro trimestre de 2025. O resultado foi 20% superior ao registrado no mesmo período do ano passado
Oportunidades em meio ao caos: XP revela 6 ações brasileiras para lucrar com as novas tarifas de Trump
A recomendação para a carteira é aumentar o foco em empresas com produção nos EUA, com proteção contra a inflação e exportadoras; veja os papéis escolhidos pelos analistas
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
Ação do Itaú levou quatro recomendações entre as 12 corretoras consultadas pelo Seu Dinheiro; veja o ranking completo
Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?
As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?
Onde investir em abril? As melhores opções em ações, dividendos, FIIs e BDRs para este mês
No novo episódio do Onde Investir, analistas da Empiricus Research compartilham recomendações de olho nos resultados da temporada de balanços e no cenário internacional
Minoritários da Tupy (TUPY3), gestores Charles River e Organon indicam Mauro Cunha para o conselho após polêmica troca de CEO
Insatisfeitos com a substituição do comando da metalúrgica, acionistas indicam nome para substituir conselheiro independente que votou a favor da saída do atual CEO, Fernando Rizzo
Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho
Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure
Lucro do Banco Master, alvo de compra do BRB, dobra e passa de R$ 1 bilhão em 2024
O banco de Daniel Vorcaro divulgou os resultados após o término do prazo oficial para a apresentação de balanços e em meio a um negócio polêmico com o BRB
Tupy (TUPY3): Troca polêmica de CEO teve voto contrário de dois conselheiros; entenda o imbróglio
Minoritários criticaram a troca de comando na metalúrgica, e o mercado reagiu mal à sucessão; ata da reunião do Conselho divulgada ontem mostra divergência de votos entre os conselheiros
Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos
Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%
Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos
No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira
Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3
Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista
Banco Master: Compra é ‘operação resgate’? CDBs serão honrados? BC vai barrar? CEO do BRB responde principais dúvidas do mercado
O CEO do BRB, Paulo Henrique Costa, nega pressão política pela compra do Master e endereça principais dúvidas do mercado
Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária
Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa
Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações
O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024
Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan
O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra
Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março
A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%
Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3
A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros