Concessões de aeroportos envolverão investimento de R$ 8,8 bilhões, diz secretário
Segundo secretário de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, bloco de Congonhas deverá integrar a 7ª e última rodada de concessões entre 2020 e 2021

O secretário de Aviação Civil do Ministério da Infraestrutura, Ronei Glanzmann, afirmou nesta segunda-feira, 21, que as próximas rodadas de concessões aeroportuárias, envolvendo mais seis blocos, demandarão investimento (capex) de R$ 8,8 bilhões. O maior montante está concentrado no bloco que inclui Congonhas (SP) e outros cinco terminais, com R$ 2,4 bilhões.
"Engana-se quem acha que Congonhas é a joia da coroa. Há muito investimento a ser feito", destacou Glanzmann, em apresentação durante a inauguração de um terminal dedicado à aviação geral no Aeroporto de Guarulhos (SP).
Segundo o secretário, o aeroporto central paulista não está em conformidade com uma série de normas internacionais, "caras e difíceis de serem resolvidas", o que explica a previsão de elevados aportes.
As melhorias na infraestrutura de Congonhas poderão envolver inclusive a construção de uma nova pista, possibilidade que será discutida ainda com a área técnica e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), acrescentou.
O bloco de Congonhas deverá integrar a 7ª e última rodada de concessões, cujos trâmites estão previstos para meados de 2020 e 2021. Junto com o bloco do aeroporto paulista, serão licitados outros dois grupos, um encabeçado por Santos Dumont (RJ), com R$ 1,7 bilhão em capex previsto, e outro, pelo aeroporto de Belém (PA), com R$ 1,1 bilhão estimado em investimentos.
A 6ª rodada, que virá após o leilão aeroportuário marcado para março deste ano, também inclui três blocos: Sul, capitaneado por Curitiba (PR), com R$ 1,3 bilhão em investimentos previstos; Norte, tendo Manaus (AM) como principal ativo, com R$ 610 milhões em capex; e um grupo "central", com Goiânia (GO) e estimativa de investimentos de R$ 1,5 bilhão.
Leia Também
Glanzmann se mostrou confiante na aposta de manter a estrutura de concessão em blocos, destacando que a próxima rodada, que acontece daqui dois meses, foi aprovada "em termo recorde" e com elogios pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Na ponta do mercado, investidores brasileiros e internacionais receberam "muito bem" o modelo e o reconhecem como o "mais amistoso" à iniciativa privada, afirma o secretário. "Mapeamos 11 ou 12 players bastante interessados nos aeroportos, visitando e fazendo due diligence (auditoria). Esse interesse sinaliza bastante concorrência".
Após as duas próximas rodadas de concessões, o governo espera ter passado à iniciativa privada toda a rede de aeroportos administrada atualmente pela Infraero, salientou Glanzmann. De acordo com o secretário, os procedimentos para extinção da estatal serão feitos de maneira "tranquila, com parcimônia e transparência. Ninguém é louco de sair demitindo a toque de caixa", disse.
Viracopos
Glanzmann informou também que o governo publicará, ainda em janeiro, um Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) para estudos de viabilidade econômico-financeira de uma eventual nova concessão do Aeroporto de Viracopos (SP).
De acordo com ele, esta é apenas uma preparação para iniciar o projeto de relicitação caso o consórcio que administra o aeroporto atual e potenciais investidores não cheguem a uma solução de mercado.
"O governo é apoiador e entusiasta da solução de mercado para Viracopos", destacou Glanzmann. "Vamos abrir a PMI para o caso de falência e caducidade, mas não vamos, por enquanto, dar a ordem de serviços. Vamos deixar os interessados apenas habilitados e autorizados a iniciar os estudos", explicou.
Caso a nova concessão do terminal seja necessária, o secretário estimou que os trâmites durariam cerca de um ano. Assim, o leilão poderia acontecer no início de 2020.
Infraero
Ainda durante sua exposição, Glanzmann comentou que a venda das fatias minoritárias da Infraero em aeroportos já concedidos não será mais conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no âmbito do programa de desestatização do banco de fomento.
Segundo ele, a própria estatal ficará responsável pela alienação, em um processo que deverá se estender até 2020.
Capital estrangeiro
Sobre a medida provisória que retira o limite de capital estrangeiro em companhias aéreas, o secretário enfatizou que o governo "atuará fortemente" para que o texto se converta em lei. "Tenho certeza que novo Congresso Nacional não se furtará desse compromisso com a sociedade brasileira, sequer titubeará em aprovar a MP", disse.
Privatização à vista? Governador de Minas confia em aval do legislativo para vender Cemig (CMIG4) e Copasa (CSMG3) este ano
A intenção de Romeu Zema (Novo) é que as empresas sejam federalizadas de modo a abater a dívida do estado com a União
“Complexo de vira-lata”: As críticas de Lula à tentativa de privatizar a Petrobras (PETR4) ‘aos pedaços’
Durante o evento para o lançamento do Programa de Renovação da Frota Naval do Sistema Petrobras, o presidente da República também defendeu a venda direta de combustíveis para baratear o custo desses produtos aos consumidores
Está de viagem marcada? Nubank anuncia sala VIP exclusiva no aeroporto de Guarulhos; veja requisitos para acessar
Iniciativa vai na esteira de outras instituições, como C6 e Nomad, que também têm espaços exclusivos para clientes viajantes
Copasa (CSMG3), Cemig (CMIG4) ou Sanepar (SAPR4)? BofA elege ação favorita de serviços básicos com recomendação de compra e potencial de valorização de 30%
Em novo relatório, os analistas destacam o potencial de valorização da companhia de saneamento após revisão tarifária e expectativa de dividend Yield elevado
Federalização de Cemig (CMIG4) e Copasa (CSMG3) deve ocorrer ainda em 2025, diz Zema; mas antes, empresas precisam virar corporations
Privatização das estatais mineiras será uma etapa no processo de usá-las como pagamento da dívida de Minas Gerais com a União
‘A era dos dividendos’ da Eletrobras (ELET3) finalmente chegou? Por que o BTG aposta em pagamento bilionário de proventos em 2025
Após dois anos de privatização, análise do banco indica que a companhia está em posição para iniciar distribuição aos acionistas em nova fase
É o fim dos upgrades gratuitos? Delta quer atrair viajantes de luxo que paguem pelas passagens mais caras; veja os benefícios oferecidos
Com lounges exclusivos e menus diferenciados, companhia aérea quer oferecer experiência premium que motive o passageiro a pagar por ela
AGU e Eletrobras (ELET3) avançam nas negociações sobre governança da companhia; ações saltam 6% na bolsa hoje
A Eletrobras (ELET3) segue em uma disputa nos tribunais sobre a governança da empresa; veja o que diz a AGU sobre um comunicado de hoje
Cemig (CMIG4) ou Copasa (CSMG3)? BTG Pactual analisa privatizações e diz qual gigante mineira tem maior potencial
Enquanto o governo de Minas Gerais demonstra otimismo sobre a privatização, analistas avaliam os desafios legislativos e o potencial de valorização das empresas
Cemig (CMIG4) e Copasa (CSMG3) voltam a ficar no radar das privatizações e analistas dizem qual das duas tem mais chance de brilhar
Ambas as empresas já possuem capital aberto na bolsa, mas o governo mineiro é quem detém o controle das empresas como acionista majoritário
Lucro da Embraer (EMBR3) salta mais de 600% no 3T24 para R$ 1,2 bilhão e fabricante de aviões recalcula rota com novas projeções; ações sobem 9% hoje
O forte desempenho no terceiro trimestre fez a empresa reajustar as projeções (guidance) para o fim de 2024
Ganhou (n)a Loteria: por R$ 600 milhões e valorização de 130%, governo de São Paulo leiloa loteria estadual
Segundo o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), o valor será convertido para a construção de dois novos hospitais, em Birigui e em Itapetininga
Sem cadeirada e com abraço, Boulos e Nunes se enfrentam no primeiro debate do 2º turno em meio a apagão de São Paulo — e Enel é quem sofre mais ataques
A cena mais inusitada — para uma eleição que começou bastante violenta — aconteceu quando os candidatos se abraçaram no fim do debate
Oportunidade única: Sabesp (SBSP3) já saltou 20% este ano e ainda pode subir mais 52,4%; esses são os 5 motivos para comprar a ação, segundo o Goldman
De acordo com o banco, Sabesp está com preço atrativo e é uma boa opção para os investidores que desejam ter exposição ao setor de saneamento — mas não é só isso
Efeito Sabesp (SBSP3)? Por que Tarcísio acredita que o saneamento básico será o ‘novo pré-sal’ do país
Para o governador de São Paulo, marco do saneamento conseguiu transformar setor e gerar investimentos no Brasil inteiro
Um reforço bilionário para o caixa: Equatorial (EQTL3) levanta R$ 2,41 bilhões para financiar a compra da Sabesp (SBSP3)
Segundo a empresa de energia, foram subscritas 74.188.422 ações a R$ 32,50 cada, equivalente a 96,4% dos papéis oferecidos na operação
Iguá paga R$ 4,5 bilhões por concessão dos serviços de água e esgoto do Sergipe; só um município fica de fora
Iguá vai atender 2,3 milhões de habitantes e tem menos de dez anos para universalizar serviço; proposta teve ágio de 122,6%
Foi por pouco: Ibovespa mira em Campos Neto, revisão de gastos e Caged na busca por novos recordes
Mercados financeiros internacionais amanhecem em compasso de espera pelo balanço da Nvidia, que será divulgado apenas depois do fechamento
Lula ficou com inveja da Sabesp (SBSP3)? O que o petista falou agora sobre a privatização de empresas públicas
O presidente visitou a Telebras nesta terça-feira (27) e comentou sobre a desestatização de companhias que atuam em setores estratégicos para o País
Presidente do Conselho da Equatorial (EQTL3) será o próximo CEO da Sabesp (SBSP3), diz colunista
Carlos Augusto Piani, ex-CEO e atual presidente do Conselho da empresa de energia, deve ser indicado nesta semana