🔴 ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES DE GRAÇA – ACESSE AQUI

Saudi Aramco: como o príncipe-herdeiro da Arábia Saudita vendeu por trilhões a petroleira que seu avô comprou por uma ninharia

14 de dezembro de 2019
15:11 - atualizado às 10:15
Imagem: Divulgação YoutTube

Anteontem, quinta-feira, dia 12, exatamente às 14:50, o José Castro (Zezinho), um dos especialistas em ações da Inversa, postou o seguinte comentário no WhatsApp:

+ + Valor de mercado da Saudi Aramco supera US$ 2 trilhões no segundo dia de negociação da ação após IPO.

+ + Na Bolsa de Riad, papel subiu hoje (12.12.2019) 4,5% a 38,60 riais.

Há mais de dois anos, venho observando com lupa o planejamento e a evolução desse lançamento saudita. Não é por menos. Leio sobre a Aramco desde que comecei a trabalhar no mercado financeiro no final dos anos 1950.

Naquela época, a empresa pertencia a um grupo de companhias estrangeiras conhecidas informalmente no mundo do petróleo como Sete Irmãs:Anglo-Persian Oil Company, Gulf Oil, Royal Dutch Shell, Standard Oil Company of California (SoCal), Standard Oil Company of New Jersey, Standard Oil Company of New York e Texaco.

Fundada em 1933, durante anos a Aramco era espoliada por essas Sete Irmãs.

Leia Também

“ Mas como?”, pode estar indagando o leitor, “ Por que e através de que meios uma empresa seria prejudicada por seus próprios acionistas?

Na página 163 da edição da Inversa de meu livro Os mercadores da noite, dou a resposta:

“ A primeira concessão para exploração de petróleo na península Arábica fora assinada, em 1933, entre o rei Ibn Saud e a Standard Oil da Califórnia. Mais tarde, essa concessão fora cedida à Aramco. Depois da Segunda Guerra, o engenheiro Jean Paul Getty, proprietário da Aminoil, conseguiu outra concessão e encontrou as maiores reservas petrolíferas da Terra, também na Arábia.

Desde 1950, os lucros vinham sendo divididos, meio a meio, entre o reino e as concessionárias. Poderia ser um bom negócio para os árabes, mas não era. Na apuração das despesas de exploração, as empresas prejudicavam os sauditas (o grifo não consta do original).”

O livro O Petróleo – Uma História de Ganância, Dinheiro e Poder, de Daniel Yergin (Editora Página Aberta, 1993), tradução de The Prize – The Epic Quest for Oil, Money and Power (Simon & Schuster, New York), narra com riqueza de detalhes a história da Aramco.

A mamata das irmãs chegou ao fim nos anos 1970, quando, após a Guerra do Yom Kippur (outubro de 1973) e o Primeiro Choque do Petróleo, a Arábia Saudita, governada pelo rei Faisal Abdulaziz Al Saud, nacionalizou, em três etapas, a Aramco.

Agora o príncipe herdeiro do Reino, Mohammad bin Salman, que é quem detém o poder na Península, decidiu vender, por trilhões, aquilo que seu avô, Faisal, comprou por ninharia, usando o embargo de petróleo ao Ocidente como arma.

Desde que esta IPO começou a ser cogitada, acompanho sua evolução. Aqui mesmo na Inversa, numa crônica publicada em dezembro de 2017, portanto há exatamente dois anos, com o título de “A maior IPO da história”, escrevi:

“… a Arábia Saudita irá promover a maior IPO da história. Trata-se da venda ao público de cinco por cento da ARAMCO, a estatal de petróleo do reino, empresa cujo valor de mercado é estimado em dois trilhões de dólares.

Pena que, apesar das reformas liberalizantes que o Executivo e o Congresso brasileiros estão promovendo, ainda é muito complicado para um investidor brasileiro comprar ativos no exterior.

Isso impediu que nós pudéssemos participar desse negócio promissor no Oriente Médio.

Nem mesmo da IPO de uma badaladíssima corretora de valores nacional, lançada na Nasdaq, em Nova York, foi possível tirar uma lasquinha.

Às vezes, recomendo a compra de açúcar, café, cacau, puts da Boeing e outros produtos. Mas fico desanimado quando recebo uma enxurrada de e-mails de leitores perguntando como fazer a operação.

Fico imaginando como seria bom se você, caro amigo leitor ou leitora, pudesse dar ordens para sua brokerage house, fosse ela brasileira, americana, saudita ou japonesa, e dar ordens do tipo:

Comprar 50 contratos de Açúcar Março a 1350 (US$ 0,1350), com stop a 1289 (US$ 0,1289).

Comprar 25 puts da Boeing Company, strike US$ 327,50, a US$ 15,85.

Comprar 500 ações da Aramco na Bolsa de Riad a 37 rials.

Eu fiz esse tipo de trade durante muitos anos. Só que minhas contas eram no exterior (no paraíso fiscal de British Virgin Island); meu salário e minhas comissões, pagos em Nova York.

Sei como é viver e trabalhar em condições de facilidade. Adquirir um produto precificado em iene e pagá-lo em dólar. Comprar obrigações austríacas de 100 anos e lançá-las, com o valor em euros, na Relação de Bens da declaração anual de ajuste do Imposto de Renda. Que o programa de computador da Receita Federal faça a conversão cambial devida.

Restam muitas etapas para que o mercado brasileiro de capitais possa ser internacionalizado. O bom da história é que o ministro Paulo Guedes sabe disso e, aos poucos, está tentando simplificar as coisas.

Falta, todavia, maior liberdade regulatória, mais boa vontade da Receita. Num cenário perfeito, um prejuízo num trade de milho futuro em Chicago poderia ser deduzido de um lucro com Magazine Luiza na B3.

Em vários países do mundo, isso é uma situação comum. Infelizmente, apesar das melhoras de 2019, ainda somos uma economia fechada. Vá lá, entreaberta.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ACORDO ELETRIZANTE

Vale (VALE3) garante R$ 1 bilhão em acordo de joint venture na Aliança Energia e aumenta expectativa de dividendos polpudos

1 de abril de 2025 - 14:35

Com a transação, a mineradora receberá cerca de US$ 1 bilhão e terá 30% da nova empresa, enquanto a GIP ficará com 70%

TOUROS E URSOS #217

Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos

1 de abril de 2025 - 14:05

No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira

MUDANÇAS NO CONSELHO

Michael Klein de volta ao conselho da Casas Bahia (BHIA3): Empresário quer assumir o comando do colegiado da varejista; ações sobem forte na B3

1 de abril de 2025 - 11:49

Além de sua volta ao conselho, Klein também propõe a destituição de dois membros atuais do colegiado da varejista

APÓS O ROMBO

Ex-CEO da Americanas (AMER3) na mira do MPF: Procuradoria denuncia 13 antigos executivos da varejista após fraude multibilionária

1 de abril de 2025 - 9:51

Miguel Gutierrez é descrito como o principal responsável pelo rombo na varejista, denunciado por crimes como insider trading, manipulação e organização criminosa

DESTAQUES DA BOLSA

Mais valor ao acionista: Oncoclínicas (ONCO3) dispara quase 20% na B3 em meio a recompra de ações

31 de março de 2025 - 16:35

O programa de aquisição de papéis ONCO3 foi anunciado dias após um balanço aquém das expectativas no quarto trimestre de 2024

NO BANCO DOS RESERVAS

Ainda dá para ganhar com as ações do Banco do Brasil (BBAS3) e BTG Pactual (BPAC11)? Não o suficiente para animar o JP Morgan

31 de março de 2025 - 14:49

O banco norte-americano rebaixou a recomendação para os papéis BBAS3 e BPAC11, de “outperform” (equivalente à compra) para a atual classificação neutra

EM BUSCA DE PROTEÇÃO

Casas Bahia (BHIA3) quer pílula de veneno para bloquear ofertas hostis de tomada de controle; ação quadruplica de valor em março 

31 de março de 2025 - 11:37

A varejista propôs uma alteração do estatuto para incluir disposições sobre uma poison pill dias após Rafael Ferri atingir uma participação de cerca de 5%

GOVERNANÇA

Tanure vai virar o alto escalão do Pão de Açúcar de ponta cabeça? Trustee propõe mudanças no conselho; ações PCAR3 disparam na B3

31 de março de 2025 - 9:34

A gestora quer propor mudanças na administração em busca de uma “maior eficiência e redução de custos” — a começar pela destituição dos atuais conselheiros

JANELA DE OPORTUNIDADE

Não é a Vale (VALE3): BTG recomenda compra de ação de mineradora que pode subir quase 70% na B3 e está fora do radar do mercado

28 de março de 2025 - 11:51

Para o BTG Pactual, essa mineradora conseguiu virar o jogo em suas finanças e agora oferece um retorno potencial atraente para os investidores; veja qual é o papel

CHUVA DE PROVENTOS

TIM (TIMS3) anuncia pagamento de mais de R$ 2 bilhões em dividendos; veja quem tem direito e quando a bolada cai na conta

28 de março de 2025 - 11:33

Além dos proventos, empresa anunciou também grupamento, seguido de desdobramento das suas ações

SEXTOU COM O RUY

Não existe almoço grátis no mercado financeiro: verdades e mentiras que te contam sobre diversificação

28 de março de 2025 - 6:11

A diversificação é uma arma importante para qualquer investidor: ajuda a diluir os riscos e aumenta as chances de você ter na carteira um ativo vencedor, mas essa estratégia não é gratuita

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Após virar pó na bolsa, Dotz (DOTZ3) tem balanço positivo com aposta em outra frente — e CEO quer convencer o mercado de que a virada chegou

27 de março de 2025 - 21:46

Criada em 2000 e com capital aberto desde 2021, empresa que começou com programa de fidelidade vem apostando em produtos financeiros para se levantar, após tombo de 97% no valuation

GIGANTE DAS CARNES

JBS (JBSS3) pode subir 40% na bolsa, na visão de Santander e BofA; bancos elevam preço-alvo para ação

27 de março de 2025 - 15:58

Companhia surpreendeu o mercado com balanço positivo e alegrou acionistas com anúncio de dividendos bilionários e possível dupla listagem em NY

ENTREVISTA EXCLUSIVA

CEO da Americanas vê mais 5 trimestres de transformação e e-commerce menor, mas sem ‘anabolizantes’; ação AMER3 desaba 25% após balanço

27 de março de 2025 - 14:58

Ao Seu Dinheiro, Leonardo Coelho revelou os planos para tirar a empresa da recuperação e reverter os números do quarto trimestre

ACORDO COMERCIAL

Oncoclínicas (ONCO3) fecha parceria para atendimento oncológico em ambulatórios da rede da Hapvida (HAPV3)

27 de março de 2025 - 10:38

Anunciado a um dia da divulgação do balanço do quarto trimestre, o acordo busca oferecer atendimento ambulatorial em oncologia na região metropolitana de São Paulo

DESTAQUES DA BOLSA

Braskem (BRKM5) salta na bolsa com rumores de negociações entre credores e Petrobras (PETR4)

26 de março de 2025 - 14:06

Os bancos credores da Novonor estão negociando com a Petrobras (PETR4) um novo acordo de acionistas para a petroquímica, diz jornal

REAÇÃO AO RESULTADO

JBS (JBSS3): Com lucro em expansão e novos dividendos bilionários, CEO ainda vê espaço para mais. É hora de comprar as ações?

26 de março de 2025 - 11:26

Na visão de Gilberto Tomazoni, os resultados de 2024 confirmaram as perspectivas positivas para este ano e a proposta de dupla listagem das ações deve impulsionar a geração de valor aos acionistas

REPORTAGEM ESPECIAL

Azzas cortadas? O que está por trás da disputa que pode separar o maior grupo de moda da América Latina

26 de março de 2025 - 6:28

Apesar da desconfiança sobre o entrosamento entre os líderes, ninguém apostava num conflito sem solução para a Azzas 2154, dona de marcas como Hering e Arezzo

DESTAQUES DA BOLSA

Não é só o short squeeze: Casas Bahia (BHIA3) triplica de valor em 2025. Veja três motivos que impulsionam as ações hoje

25 de março de 2025 - 16:10

Além do movimento técnico, um aumento da pressão compradora na bolsa e o alívio no cenário macroeconômico ajudam a performance da varejista hoje; entenda o movimento

DESTAQUES DA BOLSA

É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata

25 de março de 2025 - 12:42

A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar