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Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Bolsa e dólar hoje

Ibovespa fecha em alta após ajuste do feriado e dólar volta a cair

Investidores estiveram otimistas com os resultados da pesquisa Ibope de intenção de voto nesta noite; ações da Smiles foram destaque negativo, com queda de quase 40%

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
15 de outubro de 2018
11:25 - atualizado às 10:50
Papéis da Eletrobrás deram uma arrancada após anúncio de plano de demissões - Imagem: Seu Dinheiro

O Ibovespa fechou em alta de 0,53% nesta segunda (15), aos 83.359 pontos. Já o dólar à vista fechou em queda de 1,01%, a R$ 3,7383.

Os mercados locais fizeram um ajuste de feriado, refletindo o bom desempenho das bolsas americanas na última sexta, dia em que o mercado esteve fechado por aqui.

As bolsas no exterior operaram hoje sem sinal definido, o que não ajudou nem atrapalhou a bolsa brasileira, que pôde continuar no movimento otimista em relação à provável eleição de Jair Bolsonaro para a Presidência da República.

Os juros futuros fecharam em queda. O DI para janeiro de 2021 fechou em 8,56%, de 8,734%; já o DI para janeiro de 2023 fechou em 9,86%, de 10,134%.

Ajuste do feriado

O avanço das ações brasileiras hoje já era esperado, uma vez que as bolsas americanas tiveram desempenho bastante positivo na sexta-feira, feriado no Brasil. Trata-se, portanto, de um ajuste pós-feriado, na esteira da animação dos investidores estrangeiros no fim da semana passada.

A negociação de ativos referenciados em ações brasileiras no exterior na sexta já sinalizavam a abertura positiva da bolsa local nesta segunda.

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As bolsas de Nova York, entretanto, abriram a semana em queda, sacrificadas principalmente por ações do setor de tecnologia.

A Netflix teve preço-alvo da ação revisado para baixo por duas instituições financeiras, e a Apple passou a cair depois de o Goldman Sachs dizer que a companhia perderia uma fatia maior do mercado de smartphones para a China.

Durante o dia, elas operaram sem direção definida, alternando altas e baixas. O Dow Jones fechou em queda de 0,35%, aos 25.250 pontos; o S&P500 fechou em queda de 0,59%, aos 2.750 pontos; e a Nasdaq recuou 0,88%, aos 7.430 pontos.

Nesta segunda, o dólar se enfraqueceu ante o real e também em relação a seus pares e a moedas emergentes.

Um dos fatores que contribuíram para isso são o superávit comercial acima do esperado da China, que inclusive fez com que o déficit dos EUA com a potência asiática batesse novo recorde. Investidores temem que isso possa intensificar a guerra comercial entre os dois países.

O outro é o fato de as vendas no varejo americano terem avançado apenas 0,1% em setembro, abaixo da previsão de 0,7%.

Em entrevista ao "Broadcast", do "Estadão", o diretor da Wagner Investimentos, José Faria Junior, caso o dólar caia abaixo de R$ 3,70 haveria oportunidade de compra, e caso ele volte para perto de R$ 3,80, a oportunidade seria de venda.

Hoje os mercados estiveram de olho nos balanços de empresas divulgados nos Estados Unidos e ainda aguardam a pesquisa de intenção de voto do Ibope, que será divulgada à noite. Investidores esperam que Bolsonaro possa ampliar a vantagem sobre Haddad, o que também contribui para a alta da bolsa e queda do dólar.

A corrida eleitoral continua pesando para o desempenho dos mercados locais, que se mantêm otimistas com a perspectiva de vitória de Jair Bolsonaro e de um governo mais liberal - embora não tanto quanto o mercado gostaria.

Na última pesquisa divulgada, a BTG/FSB, Bolsonaro tinha 59% dos votos válidos, contra 41% de Haddad. Outra boa notícia para o mercado é que sua rejeição foi menor que a do petista: 38% a 53%.

Eletrobrás dispara com plano de demissão

As ações da Eletrobrás tiveram as maiores altas do dia depois que a estatal anunciou um novo período de inscrições do seu Plano de Demissão Consensual (PDC), que está sendo implantado simultaneamente nas empresas Eletrobrás Cepel, CGTEE, Chesf, Eletronuclear, Eletronorte, Amazonas GT, Eletrosul e Furnas, além da própria holding.

A adesão dos empregados acontece até 26 de outubro, e os desligamentos ocorrerão em turmas mensais até dezembro. Os papéis preferenciais subiram 5,46% (ELET6) e os ordinários avançaram 6,24% (ELET3).

Smiles despenca com reestruturação da Gol

As ações da Smiles (SMLS3) registraram a maior queda do dia depois que a Gol anunciou um plano de reestruturação que propõe unificar as bases acionárias da companhia aérea e da empresa de programas de fidelidade. Os papéis entraram em leilão algumas vezes, o que pode ocorrer depois de fortes desvalorizações, e fecharam com desvalorização de 38,84%.

A Gol anunciou que não renovará o contrato com a Smiles, que vence em 2032. A razão, segundo a empresa, seria a necessidade de uma reorganização societária. A notícia foi divulgada ontem à noite em fato relevante pela companhia aérea.

A reorganização das bases acionárias serviria para levar a Gol ao Novo Mercado da B3. Em nota, a Gol explica que "a concorrência em ambos mercados de aviação e programas de fidelidade tornou-se mais desafiadora nos últimos anos."

Ao final, a companhia terá uma única espécie de ação com direito a voto negociada no Novo Mercado e na New York Stock Exchange (NYSE) via programa de ADS (American Depositary Share), além de integração de resultados financeiros e operacionais das empresas, dos balanços e fluxos de caixa.

Os acionistas da Smiles deverão receber uma combinação de ações preferenciais da Gol e de uma nova classe de ações resgatáveis da aérea, por uma relação de substituição em termos que ainda serão negociados entre a administração da Gol e o comitê independente da Smiles.

Além disso, os acionistas tanto da Smiles como da Gol terão direito de recesso, isto é, de se retirar da companhia em troca do valor patrimonial dos seus papéis.

Ainda faltam detalhes sobre os termos da fusão entre Gol e Smiles, como a avaliação das companhias e a relação da troca das ações, a serem determinadas pelo comitê independente que será criado pela diretoria da Smiles.

De acordo com Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença ouvido pelo "Broadcast", o grande problema para a Smiles é que a operação não envolve Oferta Pública de Aquisição (OPA), mas sim uma troca de ações. Segundo ele, alguns analistas já optaram pela redução de preço-alvo da ação.

Os acionistas minoritários não gostaram da notícia, pois o Smiles é uma empresa altamente pagadora de dividendos e quem investe nos seus papéis não necessariamente se interessa pelo setor aéreo em si.

O BTG Pactual rebaixou a recomendação de Smiles de "compra" para "neutral", e seu preço-alvo de R$ 70 para R$ 50.

Já para o acionista da Gol, esta é uma ótima noticia. As ações da aérea (GOLL4) ficaram entre as maiores altas da bolsa nesta segunda, com valorização de 4,06%.

Marina Gazzoni, editora do Seu Dinheiro, explica melhor as vantagens e desvantagens do negócio para os acionistas das duas companhias.

Quem mais caiu hoje

A B3 teve algumas quedas notáveis no pregão de hoje. As ações do Pão de Açúcar, por exemplo, voltaram a cair em meio a novos rumores de que o grupo francês Casino estaria contratando advogados para avaliar uma possível fusão entre Pão de Açúcar e Carrefour no Brasil. O Casino negou a informação em nota.

Segundo o "Broadcast", para o economista-chefe da Infinity Asset, Jason Vieira, apesar da crescente especulação sobre o assunto, a notícia não faz muito sentido dado o posicionamento das duas empresas no exterior.

O papel da companhia (PCAR4) fechou em queda de 2,67%. As especulações sobre a possível fusão acabaram ofuscando os bons resultados que a companhia divulgou hoje.

O Grupo Pão de Açúcar (GPA) teve receita líquida de R$ 12,258 bilhões no terceiro trimestre no varejo alimentar, crescimento de 12,4% em relação ao período anterior. As vendas nas lojas abertas há mais de um ano ("mesmas lojas") subiram 7% no período, excluindo os efeitos de calendário.

Os analistas do BTG Pactual acreditam que a empresa está num bom momento, no curto prazo, e recomendam compra. No entanto, ressaltam que o varejo de alimentação no Brasil gera preocupações, devido à competição com empresas regionais e à alta exposição a hipermercados.

No setor de educação, a Ser Educacional (SEER3) caiu 10,72% após divulgação da prévia operacional do terceiro trimestre. A companhia teve queda de 5,1% na captação de alunos na graduação em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mau desempenho arrastou também as ações da Estácio (ESTC3), que caíram 5,91%, e da Kroton (KROT3), que tiveram baixa de 4,04%, uma vez que os números da Ser já dão uma ideia de como foi o trimestre para todo o setor.

Finalmente, a Ultrapar (UGPA3) recuou 3,70%, devido a um movimento de realização de lucros após forte alta do papel registrada durante a euforia pós-primeiro turno das eleições.

Os analistas do Santander esperam uma recuperação da companhia no terceiro trimestre, principalmente vinda da rede de postos Ipiranga. A margem Ebitda por metro cúbico poderia chegar a R$ 85, frente a R$ 69 do segundo trimestre.

*Com Estadão Conteúdo

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