A FGV trouxe boas notícias para quem investe em imóveis para alugar
IGP-M ganhou força em setembro e ficou acima das expectativas dos analistas de mercado

A inflação do aluguel, medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), ganhou força em setembro e subiu 1,52%. O resultado divulgado nesta quinta-feira, 27, pela Fundação Getulio Vargas (FGV) fez com que o acumulado dos últimos 12 meses saltasse para 10,04%.
Os números vieram acima da projeção média de analistas consultados pelo Broadcast. Eles esperavam alta de 1,45%. Nos nove meses deste ano, o indicador acumulado registra elevação de 8,29%.
O IGP-M possui três subíndices que, juntos, compõem o indicador geral: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M). Nesses grupos, o IPA-M acelerou de 1,00% para 2,19% entre agosto e setembro, o IPC-M acelerou de 0,05% para 0,28% e o INCC-M desacelerou de 0,30% para 0,17% no período.
Agropecuária puxa inflação pro alto
A aceleração no ritmo de alta do IGP-M em setembro foi influenciada, principalmente, pela taxa de variação do Índice de Preços ao Produtor Amplo Agropecuário (IPA Agrícola), que atingiu 2,09% em setembro após 1,60% em agosto.
Ao mesmo tempo, o IPA Industrial ganhou força, marcando 2,22% no nono mês do ano, após ter apresentado expansão de 0,80% em agosto. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 13,26% em setembro, acima do patamar de 11,66% do IGP-M verificado no mês anterior.
Os Bens Finais interromperam uma série de oito meses em retração e avançaram 1,00%. O item de maior contribuição para o movimento foi combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 0,02% em agosto para 8,21% em setembro.
Leia Também
O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,45%, após 0,24% no mês anterior.
Os Bens Intermediários também aceleraram, passando de 0,80% em agosto para 2,24% em setembro, com influência de subgrupo materiais e componentes para manufatura, que saiu de alta 0,35% para 1,57% em setembro.
Já as Matérias-Primas Brutas tiveram expansão de 3,53% em setembro após 2,11% no oitavo mês do ano. Os itens que mais pressionaram os preços foram: minério de ferro (3,35% para 10,49%), soja em grão (2,80% para 5,01%) e milho em grão (3,68% para 5,74%). Por outro lado, ajudaram a conter o movimento as variações em leite in natura (10,63% para -0,28%), cana-de-açúcar (0,33% para -1,39%) e mandioca/aipim (2,98% para 1,06%).
Fiscal frouxo? Os gastos do governo fora do Orçamento não preocupam André Esteves, do BTG — e aqui está o porquê
Para o banqueiro, um dos problemas é que a política fiscal brasileira se mostra extremamente frouxa hoje, enquanto a monetária está “muito apertada”
Frenesi com a bolsa: BTG revela se há motivos reais para se animar com as ações brasileiras em 2025
Para os analistas, apesar da pressão do cenário macroeconômico, há motivos para retomar o apetite pela renda variável doméstica — ao menos no curto prazo
Agenda econômica: Prévia da inflação no Brasil, balanço da Petrobras (PETR4) e PIB dos EUA movimentam a semana
Por aqui, os investidores também conhecerão o índice de confiança do consumidor da FGV e a taxa de desemprego, enquanto, no exterior, acompanham o balanço da Nvidia, além de outros indicadores econômicos
Selic abaixo dos 15% no fim do ano: Inter vai na contramão do mercado e corta projeção para os juros — mas os motivos não são tão animadores assim
O banco cortou as estimativas para a Selic terminal para 14,75% ao ano, mas traçou projeções menos otimistas para outras variáveis macroeconômicas
Ações do Magazine Luiza (MGLU3) saltam 10% com Ibovespa nas alturas. O que está por trás da pernada da bolsa hoje?
Por volta das 15h08, o principal índice de ações da B3 subia 2,78%, aos 126.861 pontos, com as ações cíclicas dominando a ponta positiva
Até quando Galípolo conseguirá segurar os juros elevados sem que Lula interfira? Teste de fogo do chefe do BC pode estar mais próximo do que você imagina
Para Rodrigo Azevedo, Carlos Viana de Carvalho e Bruno Serra, uma das grandes dúvidas é se Galípolo conseguirá manter a política monetária restritiva por tempo suficiente para domar a inflação sem uma interferência do governo
“Piquenique à beira do vulcão”: o que Luis Stuhlberger tem a dizer sobre o fiscal, inflação e juros no Brasil antes da reunião do Copom
Para o gestor da Verde Asset, o quadro macro do país nunca esteve tão exacerbado, com uma dívida pública crescente, inflação elevada, juros restritivos e reservas de dólar encolhendo
Felipe Miranda: Erro de diagnóstico
A essência do problema da conjuntura brasileira reside na desobediência às sinalizações do sistema de preços, que é um dos pilares do bom funcionamento do capitalismo
O fim do ‘sonho grande’ da Cosan (CSAN3): o futuro da empresa após o fracasso do investimento na Vale e com a Selic em 15%
A holding de Rubens Ometto ainda enfrenta desafios significativos mesmo após zerar a participação na Vale. Entenda quais são as perspectivas para as finanças e as ações CSAN3 neste ano
O Grand Slam do Seu Dinheiro: Vindo de duas leves altas, Ibovespa tenta manter momento em dia de inflação nos EUA
Além da inflação nos EUA, Ibovespa deve reagir a Livro Bege do Fed, dados sobre serviços e resultado do governo
É hora de se preparar para o bear market na bolsa brasileira: BTG revela 6 ações domésticas para defender a carteira
O banco cita três passos para se posicionar para o mercado de baixa nos próximos meses: blindar a carteira com dólar e buscar ações de empresas com baixa alavancagem e com “beta” baixo
Webmotors, iCarros, NaPista e mais: Por que os bancos estão cada vez mais envolvidos com as plataformas de compra e venda de carros
O lucrativo negócio dos classificados automotivos online vai muito além da renda gerada pelo custo do anúncio e dos financiamentos de carros
Dólar vai acima de R$ 7 ou de volta aos R$ 5,20 em 2025: as decisões do governo Lula que ditarão o futuro do câmbio no ano que vem, segundo o BTG
Na avaliação dos analistas, há duas trajetórias possíveis para o câmbio no ano que vem — e a direção dependerá quase que totalmente da postura do governo daqui para frente
Ninguém escapa da Selic a 12,25%: Ações do Carrefour (CRFB3) desabam 10% e lideram perdas do Ibovespa, que cai em bloco após aperto de juros pelo Copom
O desempenho negativo das ações brasileiras é ainda mais evidente entre as empresas cíclicas e companhias que operam mais alavancadas
Com País politicamente dividido, maioria não acredita no pacote fiscal e visão de melhora da economia cai, diz pesquisa Quaest sobre governo Lula
A Genial/Quaest entrevistou 8.598 brasileiros de 16 anos ou mais entre 4 e 9 de dezembro. A margem de erro é de 1 ponto porcentual e o nível de confiabilidade, de 95%
Por que os R$ 70 bilhões do pacote de corte de gastos são “irrelevantes” diante do problema fiscal do Brasil, segundo o sócio da Kinea
De acordo com Ruy Alves, gestor de multimercados da Kinea, a desaceleração econômica do Brasil resultaria em uma queda direta na arrecadação, o que pioraria a situação fiscal já deteriorada do país
Selic a 15% ao ano, inflação e fantasma fiscal: por que a Kinea está vendida na bolsa brasileira?
Responsável por mais de R$ 132 bilhões em ativos, a gestora afirma que “existem melhores oportunidades no exterior”; veja onde a Kinea investe hoje
Dólar a R$ 6,00: moeda norte-americana amplia o rali após Haddad confirmar isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil
O salto do dólar vem na esteira da confirmação da ampliação da isenção do IR e do anúncio do pacote de corte de gastos do governo
Demissões a pedido: por que os jovens estão liderando os pedidos de demissão voluntária?
Estudo da FGV mostra que o número de demissões voluntárias registrado em setembro de 2024 foi o maior em comparação com o mesmo mês desde 2020 — e por jovens entre 18 e 24 anos correspondem a boa parte desses pedidos
Inquilinos mais felizes: aluguel residencial cai 0,89% em outubro, após alta de 0,33% em setembro, aponta FGV
Resultado contribui para redução na variação acumulada em 12 meses, mas tendência ainda é de alta nas quatro capitais analisadas