🔴 AÇÕES, FIIs, DIVIDENDOS, BDRs: ONDE INVESTIR EM ABRIL? CONFIRA +30 RECOMENDAÇÕES AQUI

Bolsonaro está no preço. O que importa é se Paulo Guedes vai vencer os generais

As ideias de Guedes incluem as privatizações do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras e da Eletrobras. Entre os aliados de Bolsonaro, há resistência em vender as ‘estatais estratégicas’. O salto do Ibovespa depende da visão que vai prevalecer no (provável) governo de Bolsonaro.

22 de outubro de 2018
13:05 - atualizado às 14:17
O economista Paulo Guedes (esquerda) e o general Augusto Heleno, aliados de Jair Bolsonaro - Imagem: Estadão Conteúdo e Twitter

Por volta do segundo trimestre deste ano, se analisássemos as eleições presidenciais do próximo domingo, poderíamos supor que a semana que se inicia hoje seria composta de cinco dias de enorme volatilidade.

Pode até ser que isso aconteça, mas não pelos motivos imaginados naquela época.

Na ocasião, ainda não estava certo se Lula disputaria a presidência e se haveria um candidato liberal com chances de vencer e de fazer as reformas política, fiscal, previdenciária e administrativa, das quais o Brasil precisa desesperadamente.

Pois bem, a seis dias da votação, já se sabe que Jair Bolsonaro será o presidente. É este o único cenário que estou estudando.

Do lado perdedor, há dois tipos de eleitores: os petistas de carteirinha e os antibolsonaristas de fé. Este segundo grupo está encolhendo a olhos vistos.

Em várias comunidades de renda baixíssima, Bolsonaro já vence Haddad. Nas favelas do Rio de Janeiro, dominadas por traficantes ou milicianos, nem se fala.

Leia Também

Só que o campo dos derrotados não interessa ao mercado, justamente porque será derrotado, após 16 anos de governo PT − não podemos nos esquecer que Michel Temer era vice na chapa de Dilma, tanto em 2010 como em 2014.

Vamos ao que importa: os vencedores.

O maior grupo de eleitores do Brasil

Se há gente tão chata quanto os fanáticos petistas, estes são os fanáticos bolsonaristas (ou bolsonarianos; o vocábulo ainda não chegou aos dicionários). E não são eles que irão eleger o capitão. Este subirá a rampa do Planalto no dia 1º de janeiro de 2019 amparado pelos antipetistas, o maior segmento eleitoral do Brasil.

Sim, boa parte desse pessoal a quem o petismo causa urticária vota no capitão apenas para se livrar da turma do Mensalão, do Petrolão, dos invasores de terra, da anarquia e da gatunagem que tomou conta do Brasil nos últimos tempos.

Vejamos porque acho que esta semana não será decisiva. Isso só acontecerá quando ficar óbvio que o capitão fará as reformas necessárias, nelas incluídas o enxugamento do Estado, privatizações em massa, alteração nos sistemas previdenciário, trabalhista e fiscal.

Os civis e militares que apoiam Jair Bolsonaro estão sempre enviando mensagens conflitantes, muitas de um nacionalismo estilo Ernesto Geisel, o grande propulsor das estatais mastodônticas brasileiras.

Digamos que Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga”, consiga impor suas ideias na economia. Não podemos nos esquecer que elas incluem as privatizações do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal, da Petrobras, da Eletrobras, entre outras.

Isso seria simplesmente a coisa mais bullish que poderia acontecer no mercado de ações brasileiro. Estou falando da entrada nos cofres do Tesouro de valores que poderiam chegar a R$ 1 trilhão.

Nessa hipótese de privatização das quatro grandes, elas, só em impostos, arrecadarão, além do trilhão acima mencionado, valores muito maiores do que pagavam em dividendos. Isso aconteceu com a Companhia Vale do Rio Doce, desestatizada em maio de 1997, durante o governo FHC.

Se Paulo Guedes prevalecer, 200 mil pontos são pouco para o Ibovespa.

Discursos contraditórios

Só que as coisas não são bem assim. Jair Bolsonaro tem dito e repetido diversas vezes que é contra a privatização de estatais estratégicas, conceito que, se interpretado de uma maneira muito abrangente, poderá deixar de fora as empresas que realmente têm valor.

Não há de ser o fechamento do escritório do trem-bala Campinas/São Paulo/Rio que irá sanear as finanças.

Vejamos as ideias de alguns generais que cercam o candidato do PSL. Nem vou mencionar o Hamilton Mourão, que será eleito vice-presidente. Ele só está ali porque o senador Magno Malta recusou a candidatura, assim como aconteceu com a advogada Janaina Paschoal. Fora o príncipe Luiz Phlippe de Orleans e Bragança, que atrasou duas horas para o registro de sua candidatura.

Bolsonaro olhou para o lado, viu Mourão e disse algo como: “Vai você”.

Mas não é difícil isolá-lo durante quatro anos no recôndito do Jaburu.

Mas tratemos dos generais de Bolsonaro:

Augusto Heleno Ribeiro Pereira, 70 anos, coordenador do programa de governo e provável ministro da Defesa. Primeiro comandante das forças da ONU no Haiti, dificilmente ele causará problemas para o capitão.

A bronca do general Heleno é com os índios. Acha que as terras demarcadas para eles são extensas demais.

Certa ou errada, essa linha de pensamento não altera o ânimo do mercado nem pra cima nem pra baixo, embora vá deixar muito cacique zangado e pintado para a guerra.

O general Oswaldo Ferreira, provável ministro de Infraestrutura, tem como grande ambição o término das obras de Angra 3. “Mas com que dinheiro?”, pergunto eu.

A usina está com 60% de suas obras prontas, já recebeu 10 bilhões de investimentos. Só que faltam mais 17 bilhões para a conclusão do projeto, valor esse que, de acordo com o general Ferreira, poderia ser obtido através de uma parceria com a China.

Acontece que Bolsonaro tem bronca dos chineses (“eles querem comprar o Brasil”) e aí surgirá um impasse.

O terceiro general, cotado para ministro da Educação do novo governo, é Aléssio Ribeiro Souto. Entre outras ideias pouco convencionais, Souto acha que o criacionismo deve ser ensinado nas escolas.

Guedes ou Geisel?

A eleição de Jair Bolsonaro pode dar um impulso gigantesco ao mercado de ações. Mas, antes que esse avanço ocorra, é preciso saber se vamos ter o liberalismo de Paulo Guedes ou uma nova versão do governo Geisel que, entre outros pecados, ignorou por muito tempo o primeiro choque do petróleo, do mesmo modo como Lula chamou a crise do subprime de “marolinha”. E deu no que deu.

Nada disso será decidido nestes últimos cinco dias úteis antes do segundo turno das eleições.

Essa é a razão pela qual eu confio desconfiando nas mudanças da economia e na aprovação das reformas, sem as quais o Brasil não sairá do lugar.

Bobagem apostar na Bolsa Bolsonaro (com perdão pelo trocadilho) esta semana. Tudo de bom que ela contém já está embutido no preço das ações. Resta saber se teremos um avançado Paulo Guedes ou um retorno anacrônico de Adão e Eva aos livros escolares.

Nem o Papa Francisco defende mais essa lorota.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Nos tempos modernos, existe ERP (prêmio de risco) de qualidade no Brasil?

2 de abril de 2025 - 20:00

As ações domésticas pagam um prêmio suficiente para remunerar o risco adicional em relação à renda fixa?

NOVA CHAPA

Assembleia do GPA (PCAR3) ganha apoio de peso e ações sobem 25%: Casino e Iabrudi sinalizam que também querem mudanças no conselho

2 de abril de 2025 - 11:21

Juntos, os acionistas somam quase 30% de participação no grupo e são importantes para aprovar ou recusar as propostas feitas pelo fundo controlado por Tanure

EM BAIXA

Genial/Quaest: Aprovação do governo Lula atinge pior nível desde janeiro de 2023 e cai inclusive no Nordeste e entre mulheres

2 de abril de 2025 - 9:20

As novas medidas anunciadas e o esforço de comunicação parecem não estar gerando os efeitos positivos esperados pelo governo

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Trump-palooza: Alta tensão com tarifaço dos EUA força cautela nas bolsas internacionais e afeta Ibovespa

2 de abril de 2025 - 8:13

Donald Trump vai detalhar no fim da tarde de hoje o que chama de tarifas “recíprocas” contra países que “maltratam” os EUA

DIA 72

Brasil não aguarda tarifas de Trump de braços cruzados: o último passo do Congresso antes do Dia da Libertação dos EUA

1 de abril de 2025 - 19:32

Enquanto o Ibovespa andou com as próprias pernas, o Congresso preparava um projeto de lei para se defender de tarifas recíprocas

QUEM ENTRA E QUEM SAI

Adeus, Ibovespa: as ações que se despedem do índice em maio e quem entra no lugar, segundo a primeira prévia divulgada pela B3

1 de abril de 2025 - 14:47

A nova carteira passa a valer a partir do dia 5 de maio e ainda deve passar por duas atualizações preliminares

TOUROS E URSOS #217

Trump preocupa mais do que fiscal no Brasil: Rodolfo Amstalden, sócio da Empiricus, escolhe suas ações vitoriosas em meio aos riscos

1 de abril de 2025 - 14:05

No episódio do podcast Touros e Ursos desta semana, o sócio-fundador da Empiricus, Rodolfo Amstalden, fala sobre a alta surpreendente do Ibovespa no primeiro trimestre e quais são os riscos que podem frear a bolsa brasileira

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Em busca de proteção: Ibovespa tenta aproveitar melhora das bolsas internacionais na véspera do ‘Dia D’ de Donald Trump

1 de abril de 2025 - 8:13

Depois de terminar março entre os melhores investimentos do mês, Ibovespa se prepara para nova rodada da guerra comercial de Trump

BALANÇO DO MÊS

Tarifaço de Trump aciona modo cautela e faz do ouro um dos melhores investimentos de março; IFIX e Ibovespa fecham o pódio

31 de março de 2025 - 19:08

Mudanças nos Estados Unidos também impulsionam a renda variável brasileira, com estrangeiros voltando a olhar para os mercados emergentes em meio às incertezas na terra do Tio Sam

LUCRAR MAIS COM MENOS RISCO?

Itaú BBA revela as ações com baixa volatilidade que superam o retorno do Ibovespa — e indica seis papéis favoritos

31 de março de 2025 - 19:01

O levantamento revelou que, durante 13 anos, as carteiras que incluíam ações com baixa volatilidade superaram a rentabilidade do principal índice da bolsa brasileira

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Vale tudo na bolsa? Ibovespa chega ao último pregão de março com forte valorização no mês, mas de olho na guerra comercial de Trump

31 de março de 2025 - 8:18

O presidente dos Estados Unidos pretende anunciar na quarta-feira a imposição do que chama de tarifas “recíprocas”

MERCADOS HOJE

Nova York em queda livre: o dado que provoca estrago nas bolsas e faz o dólar valer mais antes das temidas tarifas de Trump

28 de março de 2025 - 14:15

Por aqui, o Ibovespa operou com queda superior a 1% no início da tarde desta sexta-feira (28), enquanto o dólar teve valorização moderada em relação ao real

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Nem tudo é verdade: Ibovespa reage a balanços e dados de emprego em dia de PCE nos EUA

28 de março de 2025 - 8:04

O PCE, como é conhecido o índice de gastos com consumo pessoal nos EUA, é o dado de inflação preferido do Fed para pautar sua política monetária

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Esporte radical na bolsa: Ibovespa sobe em dia de IPCA-15, relatório do Banco Central e coletiva de Galípolo

27 de março de 2025 - 8:20

Galípolo concederá entrevista coletiva no fim da manhã, depois da apresentação do Relatório de Política Monetária do BC

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Buy the dip, e leve um hedge de brinde

26 de março de 2025 - 19:58

Para o investidor brasileiro, o “buy the dip” não só sustenta uma razão própria como pode funcionar também como instrumento de diversificação, especialmente quando associado às tecnologias de ponta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ato falho relevante: Ibovespa tenta manter tom positivo em meio a incertezas com tarifas ‘recíprocas’ de Trump

26 de março de 2025 - 8:22

Na véspera, teor da ata do Copom animou os investidores brasileiros, que fizeram a bolsa subir e o dólar cair

PARANDO AS MÁQUINAS

Privatização na CPTM: impasse entre sindicatos e governo leva a greve nos trens e possível paralisação do metrô

25 de março de 2025 - 16:58

Ferroviários paulistas planejam parar na quarta-feira (26) em reação à concessão das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da CPTM

DESTAQUES DA BOLSA

É hora de comprar a líder do Ibovespa hoje: Vamos (VAMO3) dispara mais de 17% após dados do 4T24 e banco diz que ação está barata

25 de março de 2025 - 12:42

A companhia apresentou os primeiros resultados trimestrais após a cisão dos negócios de locação e concessionária e apresenta lucro acima das projeções

TÁ NA ATA

Sem sinal de leniência: Copom de Galípolo mantém tom duro na ata, anima a bolsa e enfraquece o dólar

25 de março de 2025 - 12:10

Copom reitera compromisso com a convergência da inflação para a meta e adverte que os juros podem ficar mais altos por mais tempo

SD Select

Com a Selic a 14,25%, analista alerta sobre um erro na estratégia dos investidores; entenda

25 de março de 2025 - 10:00

A alta dos juros deixam os investidores da renda fixa mais contentes, mas este momento é crucial para fazer ajustes na estratégia de investimentos na renda variável, aponta analista

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar